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Volvo Cars cortará 1.000 empregos para chegar a equilíbrio em 2013

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Apesar da segurança extrema de carros, como o V40, Volvo precisa cortar na carne para sobreviver Imagem: Divulgação

Patrick Lannin e Norihiko Shirouzu

Em Estocolmo (Suécia) e Pequim (China)

20/02/2013 15h13

A marca sueca de automóveis Volvo, controlada pelo grupo chinês Geely, vai cortar mais mil postos de trabalho e economizar mais de US$ 200 milhões (quase R$ 500 milhões) para chegar ao equilíbrio financeiro este ano após desaceleração no crescimento de suas vendas e da China.

A Volvo, cuja performance tem sido instável desde que foi comprada por US$ 1,8 bilhão da Ford, em 2010, também disse que vai lançar junto com a Geely um centro de pesquisa e desenvolvimento, um de seus planos conjuntos mais ambiciosos até agora.

A companhia, baseada em Gotemburgo, reduziu no ano passado o quadro de funcionários temporários no chão de fábrica e os novos cortes atingirão os segmentos administrativo e de consultoria, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo, Hakan Samuelsson. "Temos de nos adaptar à realidade. Fizemos isso no âmbito das fábricas, agora temos de fazê-lo no âmbito administrativo", disse o executivo à rede SVT.

O porta-voz Per-Ake Froberg disse que a Volvo espera cortar cerca de 750 postos de trabalho na área de consultoria e fará o resto das reduções por meio de decisões voluntárias de funcionários, como aposentadorias antecipadas. "Planejamos economizar 1,5 bilhão de coroas (US$ 237,2 milhões) ao longo do ano para alcançar o objetivo do equilíbrio financeiro", acrescentou.

No ano passado, a Volvo cortou cerca de 900 postos de trabalho. A companhia tem uma equipe de cerca de 22 mil funcionários, a maioria, cerca de 14 mil, na Suécia e quase 4 mil na Bélgica.

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