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Renault quer ligar acordo com Mercedes a aumento na jornada de operários

Kim Kyung-Hoon/Reuters
Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, fala no Japão em dezembro de 2012 sobre os planos de expansão do grupo no mercado premium, que incluem a parceria com a alemã Daimler Imagem: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Laurence Frost
Gilles Guillaume

Em Paris (França)

09/01/2013 15h09

A Renault pode construir veículos na França para os parceiros Nissan e Daimler se funcionários domésticos da marca francesa aceitarem aumentar sua jornada trabalho, disse a empresa a sindicatos nesta quarta-feira (9).

Na mais recente rodada de negociações a respeito de um acordo trabalhista nacional, executivos da Renault pediram a sindicatos que aceitassem um aumento médio de 6,5% em seu expediente.

"Isso contribuiria para tornar as fábricas francesas mais atraentes para a alocação de volumes (de produção) além da produção da própria Renault", disse a Renault em comunicado.

Isso pode incluir modelos para a afiliada japonesa Nissan, em que a empresa francesa detém uma participação de 43,4%, ou para a alemã Daimler, controladora da Mercedes-Benz, acrescentou uma porta-voz da companhia.

A fábrica de Maubeuge da Renault, no norte da França, atualmente produz os caminhões Mercedes Citan para a Daimler. No entanto, após quase 14 anos desde a criação da aliança Renault-Nissan, os dois parceiros ainda não partilham produção de carros em nenhum lugar da Europa.

PARA SINDICATOS, PROPOSTA É 'CHANTAGEM'
A montadora pede aos sindicatos de seu país de origem um aumento em sua jornada de trabalho para 35 horas por semana, a norma legal na indústria francesa. O pagamento pelas horas adicionais será discutido em futuras rodadas de negociações.

Em setembro do ano passado, a montadora disse que buscava um novo acordo nacional sobre salários e condições para cortar custos e alinhar sua produtividade com unidades europeias menos custosas, como sua fábrica em Palencia na Espanha e a fábrica da Nissan em em Sunderland, na Inglaterra.

A Renault sugeriu anteriormente a perspectiva de garantias para manter suas fábricas francesas abertas em negociações com sindicatos e alertou que o resultado das reuniões afetará a produção, uma postura de negociação denunciada por alguns sindicatos como "chantagem".

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