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Greve ameaça Hyundai nos EUA, fábrica no Brasil abre em novembro

Hyunjoo Jin<br>Ben Klayman

Da Reuters, em Seul (Coreia do Sul) e Detroit (EUA)

05/09/2012 07h19

A greve na Coreia do Sul deixou a Hyundai sem veículos para vender no importante mercado dos Estados Unidos justamente quando concorrentes como a Toyota estão recuperando o espaço que haviam perdido.

As disputas trabalhistas já encerradas nas fábricas sul-coreanas -- que respondem por quase metade dos carros que a montadora vende nos EUA -- ameaçaram esfriar o crescimento da Hyundai e levaram a questionamentos sobre se houve erros na estratégia de expansão da companhia, que abrirá até outubro uma nova fábrica no Brasil (a de Piracicaba, onde será produzido o HB20).

A sul-coreana foi a única montadora a ganhar mercado nos EUA durante a crise de 2009, mas sua participação caiu para 4,8% em agosto, contra 5,5% um ano antes e 5,4% em julho.

"Ganhamos toda essa força e, se perdermos parte desse mercado, agora será muito mais difícil recuperar", disse o presidente da Lester Glenn Auto Group e conselheiro da montadora nos EUA, Adam Kraushaar.

Em apenas 21 dias, a Hyundai passou a ter o menor estoque de veículos nos EUA entre as grandes montadoras, o equivalente à metade da Toyota e 25% da General Motors, segundo a própria fabricante, citando dados da Automotive News.

As vendas totais da Hyundai caíram 4,6% em agosto ante o mesmo período do ano passado, a primeira queda em mais de três anos.

A Hyundai abriu este ano sua terceira fábrica na China e iniciará no mês que vem as operações na unidade brasileira. A montadora não planeja abrir outras fábricas, ao menos por enquanto.

"Queremos voltar ao básico", disse o porta-voz Brian Sir à Reuters. "Abrir mais fábricas para aumentar as vendas não é nosso maior objetivo. O maior objetivo é nos tornar a marca de preferência. Por isso, não temos nenhum plano de abrir nova fábrica nos Estados Unidos".

Com Redação

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