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Demanda fraca deve manter pressão sobre fabricantes chinesas

Eugênio Augusto Brito/UOL
Na imagem, o Lavida, um Passat com alterações fabricado pela aliança entre Volks e Saic Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Fang Yan e Don Durfee

Em Pequim (China)

22/08/2012 09h31

As montadoras chinesas tiveram seu semestre mais difícil desde o começo da crise financeira global e a previsão é de que o resto do ano seja ainda mais duro, à medida que as empresas do setor oscilam em uma economia em desaceleração.

Grupos estatais de automóveis com fortes alianças no exterior, como a líder do mercado interno chinês SAIC Motor, que mantém alianças com Volkswagen, GM e ainda tem marcas próprias como a MG (que exporta os modelos MG6 e MG550 ao Brasil), ainda conseguem apresentar crescimento nos lucros, mas outras companhias fazem o caminho contrário, dizem observadores da indústria.

"Esse é um ano difícil para as montadoras, pequenas ou grandes. E 2011 também não foi um ano tão bom porque os incentivos do governo acabaram, mas agora o quadro é pior, já que a economia não está indo tão bem," disse o analista da Guotai Junan Securities, Zhang Xin. "É como um impacto duplo".

No segundo trimestre, a economia chinesa teve seu ritmo de crescimento mais lento em três anos , ao passo que a demanda interna e no exterior diminuíram.

A Associação de Fabricantes de Automóveis Chineses mantém sua previsão para um crescimento de 5 a 8% nas vendas gerais de veículos neste ano, resultado bem menor que o crescimento explosivo de 46% e 32% registrados em 2009 e 2010, respectivamente.

A venda de veículos entre janeiro e julho cresceu apenas 3,6% após um desempenho fraco de 2,5% em 2011 no país.

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