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ENTREVISTA - Ford vê recuo pontual do mercado e aposta em crescimento

<br>Alberto Alerigi<br>Brad Haynes

Em São Bernardo do Campo (SP)

15/06/2012 16h43

A desaceleração do mercado brasileiro de veículos é pontual e o setor deve começar a mostrar recuperação no segundo semestre, suficiente para reverter o quadro de estoques elevados e queda de 5% nas vendas, aposta a Ford.

"A desaceleração é uma combinação de fatores locais e internacionais. Vemos como algo pontual; a trajetória (das vendas) no médio e longo prazo é de crescimento", afirmou o diretor de assuntos corporativos da Ford para América do Sul, Rogelio Golfarb, em entrevista à Reuters.

A queda nas vendas nos primeiros cinco meses do ano tem feito analistas e observadores do setor a avaliar que a expectativa da indústria, de crescimento de 4 a 5% no mercado interno em 2012, não poderá ser cumprida.

O cenário de desaceleração da economia e de acúmulo de estoques de veículos não vendidos se manifestou na queda de 10% na produção deste ano até maio, com algumas montadoras anunciando períodos de férias coletivas e até mesmo programas de demissão voluntária .

Apesar disso, Golfarb aposta que o setor registrará em 2012 o sexto recorde consecutivo de vendas, apoiado nos efeitos de reduções de juros promovidas pelo governo nos últimos meses e no pacote de incentivos ao setor anunciado no fim de maio que, segundo a associação de montadoras, Anfavea, ajudou a elevar os licenciamentos nos primeiros dias deste mês.

"É difícil fazer projeção para o fim do ano (...) pode ter um empuxo no segundo semestre muito forte em decorrência das medidas. Haverá crescimento, sim", disse Golfarb, sem precisar estimativas da Ford para o setor.

A montadora enfrenta no Brasil um ambiente de crescente concorrência, com a francesa Renault se aproximando da quarta posição em participação no mercado interno, dominada pela Ford há anos.

Segundo dados da associação de concessionárias, Fenabrave, enquanto a fatia da Renault nas vendas brasileiras passou de 3,14% em 2007 para 6,68% em maio deste ano, a parcela da Ford se manteve relativamente estável, recuando de 10,5% para 9,36% no mesmo período.

Apesar disso, Golfarb afirmou que a Ford segue firme na estratégia de manter o foco "na saúde financeira em qualquer situação de mercado". "Não temos fator psicológico, a qualidade dos investimentos e fidelização do consumidor vão aflorar mais cedo ou mais tarde; participação de mercado vai ser consequência".

Enquanto isso, a montadora está renovando sua linha de produtos no Brasil, sendo um dos principais modelos a nova geração do EcoSport, que inaugurou em 2003 o segmento de utilitário esportivo compacto no país, mas que teve as vendas neste ano até maio superadas pelo Duster, da Renault, lançado no final de 2011.

Golfarb não revelou quando o novo veículo -- que vem sendo apresentado pela montadora desde o início do ano -- chegará às concessionárias da marca nem qual será o preço, mas comentou que "vamos ter uma evolução significativa em relação à performance que estamos tendo".

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