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MAN vê queda de até 10% nas vendas de caminhões no Brasil em 2012 após regra de emissões

Divulgação
Na imagem, fábrica de caminhões da Volkswagen, operada pela MAN Latin America Imagem: Divulgação

Por Alberto Alerigi Jr.

Em São Paulo

03/01/2012 16h12

A fabricante de caminhões e chassis de ônibus MAN Latin America espera uma queda de até 10% nas vendas da indústria brasileira em 2012, diante da exigência pelo Brasil de motores menos poluentes que atendem a regra Euro 5. Apesar disso, a empresa espera um crescimento de 10% nas exportações brasileiras do segmento este ano.

"Desde ontem, entramos em uma nova lei de emissões, passando do Euro 3 para Euro 5 e a estatística histórica sempre mostra uma queda nessas passagens", disse o presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, em entrevista à Reuters.

A companhia encerrou 2011 na liderança do mercado de caminhões no Brasil, com vendas recordes para a empresa de 50.829 unidades. Incluindo chassis de ônibus foram 61.968 unidades, um crescimento de 18% em relação a 2010. Enquanto isso, o mercado total aumentou 11,7%, para 171,2 mil caminhões e 34.615 ônibus.

Em 2012, porém, "a gente acha que existe um risco da indústria cair até 10%" em função do Euro 5, que encarece os preços dos veículos entre 10 a 15%, disse Cortes, ressaltando, porém, que o crescimento da economia brasileira pode ajudar a evitar o efeito.

A expectativa para 2012 também se baseia no forte movimento de antecipação de compras de caminhões verificado em dezembro no Brasil, quando a MAN Latin America teve o melhor desempenho em 30 anos no país. A empresa afirma ter vendido 4.310 caminhões e 955 chassis de ônibus em dezembro. Um ano antes, tinham sido 2.815 caminhões e 331 ônibus, segundo dados da associação de montadoras, Anfavea.

Diante da perspectiva para 2012, a companhia aposta na entrada em novos segmentos no Brasil, como o de caminhões extra-pesados em que a empresa vai ingressar com a marca MAN em março. O objetivo é obter uma participação de mercado de cerca de 30% no segmento em três anos.

A montadora prevê investimentos de mais de R$ 1 bilhão no Brasil entre 2012 e 2016 para ampliar suas operações no país, o que inclui a entrada no segmento de extra-pesados.

No mercado latino-americano, para onde a empresa exporta a partir do Brasil e que ainda não entrou na regra do Euro 5, a expectativa é de crescimento este ano. "Estamos praticamente voltando aos níveis pré-crise somente em 2012. O formato de recuperação neste caso está mais para um 'U' que um 'V''", disse Cortes, referindo-se a mercados como Chile, Argentina e Colômbia.

Segundo ele, a exportação de caminhões e ônibus do Brasil para o mercado latino somou 53 mil unidades em 2008 e em 2011 o número deve ter ficado entre 42 mil e 43 mil, depois de chegar a recuar a entre 20 mil e 23 mil unidades após a crise. "As exportações estão se recuperando e vemos potencial de crescimento de 10 por cento" este ano, disse Cortes, acrescentando que a empresa exportou 9.500 caminhões e ônibus em 2011.

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