Carros

Greve mantém Volks do PR paralisada pelo menos até 5ª

10/05/2011 11h24

A assembleia de metalúrgicos da fábrica de veículos da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) decidiu nesta terça-feira (10) pela manutenção da greve iniciada na quinta-feira passada. Com isso, a unidade vai completar pelo menos uma semana de paralisação na próxima quinta, informou o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC).

Os trabalhadores entraram em greve em meio ao impasse nas negociações com a montadora alemã em torno do valor da participação nos lucros. Os metalúrgicos cobram R$ 12 mil para cada trabalhador e a Volkswagen propôs R$ 4.600.

Na semana passada, o sindicato fechou acordos com a fabricante de caminhões Volvo e com a montadora de automóveis Renault. Com a primeira, a entidade acertou PLR de R$ 15 mil, enquanto com a montadora francesa o valor do acordo é o mesmo do pedido junto à Volkswagen. O PLR é feito em duas parcelas, com uma primeira em maio, conforme o sindicato, e a outra entre dezembro e fevereiro do ano que vem.

Com a parada, cerca de 3.600 carros deixaram de ser produzidos até esta terça-feira, afirma o sindicato. A fábrica no Paraná, a mais nova de veículos da marca no país, aberta em 1999, produz os modelos Golf, Fox e CrossFox.

Na assembleia desta terça participaram cerca de 2.800 trabalhadores de um total cerca de 3 mil do setor de produção, afirmou o sindicato. Os cerca de 500 funcionários do setor administrativo não paralisaram atividades.

Na véspera, uma reunião da entidade com a empresa na Justiça do Trabalho do Paraná terminou sem acordo, com ambas as partes mantendo suas exigências. Em comunicado enviado à imprensa após a reunião, a Volkswagen afirmou que "passa por esta paralisação por não poder absorver aumentos de custos maiores do que o seu consumidor aceita pagar em um ambiente tão competitivo".

O mercado brasileiro de veículos tem batido seguidos recordes de produção e vendas diante do crescimento da economia e da oferta de crédito. De janeiro a abril, as vendas foram 4,6% maiores que um ano antes e a produção subiu 4,1%.

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