Carros

Metalúrgicos da Renault entram em greve por tempo indeterminado no PR

Alberto Alerigi Jr.

Em São Paulo

14/05/2010 18h01

Trabalhadores da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (14), cobrando melhor participação nos resultados da companhia. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a greve foi decidida após nova proposta da empresa ter sido rejeitada pelos trabalhadores nesta manhã. Representantes da montadora não puderam ser contatados imediatamente.

A Renault oferece participação nos lucros entre R$ 6,2 mil e R$ 7,5 mil e retirou "exigências de produção de 187 mil veículos e participação de 5% no mercado nacional, consideradas irreais e inatingíveis pelos metalúrgicos", afirma o sindicato. 

Enquanto isso, os trabalhadores querem um valor total de R$ 9 mil ou uma primeira parcela maior que a contida na atual proposta da Renault, de R$ 4.750. Nesse caso, uma segunda parcela seria alvo de discussões nos próximos meses. 

Os trabalhadores dos dois turnos da montadora se reunirão na segunda-feira para definir o rumo da paralisação, afirma o sindicato em nota.

A Renault emprega 3.500 trabalhadores na fábrica de São José dos Pinhais e produz 760 veículos por dia, dos quais 700 automóveis. Com a mobilização, 1,52 mil unidades deixam de ser produzidas, segundo o sindicato.

VOLVO E VOLKS
Além da Renault, os metalúrgicos da região também cobram da Volvo e da Volkswagen participação nos resultados.

No caso da Volvo, a exigência é de "no mínimo" R$ 10 mil sob risco de greve por tempo indeterminado. A montadora sueca tem cerca de 2.800 trabalhadores e fabrica ônibus e caminhões médios e pesados.

Já na montadora alemã, os trabalhadores decidiram cruzar os braços no sábado, quando estavam programadas três horas de compensação de feriado e mais horas extras, segundo o sindicato. Novas assembléias ocorrem na terça-feira sobre eventual declaração de greve. Os trabalhadores da Volkswagen do Paraná cobram equiparação no pagamento da participação nos lucros em relação à oferecida pela empresa em São Bernardo do Campo (SP), uma primeira parcela de R$ 4.300, afirma o sindicato.

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