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Marcas devem seguir mudanças e ouvir cliente para sobreviver, alerta Google

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Presidente do Google Brasil ressaltou a importância de conhecer seu cliente Imagem: Divulgação

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

2019-05-08T07:00:00

08/05/2019 07h00

Resumo da notícia

  • Evento realizado em SP reuniu executivos e especialistas do setor
  • Cativar clientes será maior desafio das montadoras nos próximos anos
  • Mobilidade também é fator vital para o futuro da indústria automotiva

Mudar o relacionamento do consumidor com o automóvel é a principal meta da indústria automotiva nos próximos anos. Foi esta a conclusão do SmartFuture, evento realizado pelo Google hoje (7) para discutir o futuro do setor no mundo.

"A partir do momento em que um produto se torna um serviço as pessoas vão querer pagar cada vez menos por isso", disse o head de vendas para o segmento automotivo do Google Brasil, Guilherme Arruda. "Hoje quem tem a informação sobre o que o usuário quer pode ter uma vantagem competitiva aparentemente pequena em um primeiro momento, mas que se torna sustentável com o tempo", ponderou Fabio Coelho, presidente do Google Brasil.

A mobilidade também foi amplamente discutida no SmartFuture."Repensar a mobilidade é muito mais do que corrigir uma rota, e sim como será a vida nas grandes cidades", disse Arruda.

André Loureiro, responsável pelo Waze na América Latina (uma das empresas que contribuem para melhorar a mobilidade nas metrópoles), afirmou que a empresa "encurtou a distância entre o poder público e o cidadão" e citou dois exemplos disso.

O executivo revelou que o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) aproveitou informações fornecidas pelo Waze em mais de 52 mil quilômetros de rodovias. Além disso, a prefeitura de Joinville também utilizou dados do aplicativo para realizar uma reforma em um cruzamento da cidade, resultando em uma diminuição de até nove minutos no trajeto diário dos motoristas.

Embora seja visto como um meio de transporte por alguns, há quem defenda, porém, que o automóvel ainda pode ser objeto de desejo. "Mobilidade é mais do que ir do ponto A para o B, existe também o lado do sonho e da experiência", ponderou Renate Fuchs, da Porsche Consulting, "braço" de consultoria empresarial da marca alemã Porsche com enfoque na pesquisa de tendências e estudos de novas tecnologias.

Táxi voador pode começar já em 2025

A Porsche Consulting, aliás, apresentou um interessante estudo sobre o protótipo de táxi voador desenvolvido por três gigantes das indústrias automotiva e aérea: Audi, Italdesign e Airbus. A empresa até estimou que um voo entre o Aeroporto de Guarulhos e a Avenida Paulista poderia ser realizado em apenas sete minutos a um custo de R$ 300 -- bem mais rápido do que uma corrida de táxi convencional, ainda que mais cara.

Embora o serviço de táxi aéreo ainda dependa de importantes fatores para virar realidade, como o desenvolvimento da própria tecnologia (que ainda está em testes) e a regulamentação das aeronaves, a Porsche Consulting estima que o novo meio de transporte pode começar a operar comercialmente já em 2025.

Por enquanto, a Audi faz alguns testes em São Paulo e na Cidade do México para entender as necessidades e desejos com clientes da Voom, serviço de helicóptero sob demanda criado pela Airbus. Toda vez que um usuário requisita um voo há um carro da Audi esperando o passageiro no local de destino.

"A tecnologia é uma loucura até ela virar verdade. O que hoje parece futurista pode estar incorporado na nossa vida dentro de cinco anos", afirmou Coelho.

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