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Ford anuncia acordo para demitir funcionários da fábrica de São Bernardo

Rodrigo Paiva/Folhapress
Linha de montagem da Ford em São Bernardo do Campo (SP) produz linha Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta Imagem: Rodrigo Paiva/Folhapress

Do UOL, em São Paulo (SP)

2019-04-30T09:44:21

30/04/2019 09h44

Resumo da notícia

  • Plano de demissão contempla compensação financeira por tempo trabalhado
  • Acordo coletivo prevê apoio psicológico e requalificação profissional
  • Encerramento das atividades fabris no ABC pode ser antecipado
  • Unidade tem cerca de 2.800 trabalhadores diretos, diz sindicato
  • Funcionários poderão ser contratados por eventual comprador da fábrica

A Ford anunciou nesta terça-feira (30) que fechou acordo coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para o desligamento dos funcionários envolvidos com a produção de veículos na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. De acordo com a fabricante, a depender das negociações com um eventual comprador, o encerramento das atividades de manufatura na unidade poderá ser antecipado. Em 19 de fevereiro passado, a empresa informou a previsão de interromper a fabricação de caminhões e do compacto Fiesta até novembro deste ano.

A montadora afirma que, se a venda da fábrica for concretizada, o novo proprietário poderá contratar os funcionários ou parte deles. Segundo o sindicato, a unidade do ABC hoje emprega cerca de 2.800 trabalhadores diretos. O PDI (Plano de Demissão Incentivada) acertado, por sua vez, contempla compensação financeira definida "com base na combinação de condições empregatícias (mensalistas e horistas) e tempo de trabalho".

O acordo coletivo prevê, ainda, apoio psicológico e programa de requalificação profissional com cursos realizados em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Por decisão da direção mundial da Ford, a companhia decidiu deixar de atuar no segmento de caminhões na América do Sul -- além de produzir o Fiesta, a linha de produção em São Bernardo do Campo é responsável por fabricar os caminhões da linha Cargo, bem como os utilitários F-350 e F-4000, que serão descontinuados e sairão de linha assim que acabarem os estoques nas concessionárias.

"Considero esse processo negocial como exemplar e manteremos de forma contínua o diálogo aberto com todos os envolvidos", disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

"Foram mais de 40 dias de luta. Durante todo esse tempo, dialogamos intensamente com a empresa, a sociedade e a matriz da Ford nos Estados Unidos", complementou Wagner Santana, o Wagnão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de acordo com comunicado enviado pela companhia à imprensa.

Imediatamente após a empresa anunciar a decisão de parar a manufatura na fábrica paulista, os funcionários iniciaram greve, que se estendeu por cerca de 40 dias, de 19 de fevereiro a 2 de abril. Durante esse período, nenhum caminhão nem o Fiesta foram fabricados e representantes do sindicato chegaram a se reunir com a alta direção da fabricante nos Estados Unidos, na tentativa de reverter a decisão.

Dentre possíveis compradores está a brasileira Caoa.

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