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Ex-presidente da Michelin, Jean-Dominique Senard substitui Ghosn na Renault

Eric Piermont/AFP
Senard (esq.) e Bolloré serão responsáveis por comandar a marca francesa Imagem: Eric Piermont/AFP

Da EFE

2019-01-24T12:26:53

24/01/2019 12h26

Executivo será "par" de Thierry Bolloré, diretor-geral e responsável pela empresa

O Conselho de Administração da Renault nomeou nesta quinta-feira como novo presidente Jean-Dominique Senard, que até agora era responsável pela fabricante de pneus Michelin, para substituir o brasileiro Carlos Ghosn, preso no Japão por supostas irregularidades na Nissan.

Senard fará dupla com Thierry Bolloré, que supervisionará a atividade diária da Renault como diretor-geral e responsável executivo da companhia.

Em comunicado, o Conselho de Administração explicou que escolheu Senard como novo administrador e posteriormente o elegeu presidente. Este, por sua vez, propôs como diretor-geral Bolloré, que já exercia as funções de maneira provisória após a detenção de Ghosn, no último dia 19 de novembro.

O conselho põe nas mãos de Senard a "plena responsabilidade da condução da Aliança (Renault-Nissan-Mitsubishi) por conta da Renault, em coordenação com o diretor-geral".

Desta forma, o presidente deverá ser o "interlocutor principal com o parceiro japonês e os outros sócios para qualquer conversa sobre a organização e a evolução da Aliança" e apresentar ao conselho as propostas que surgirem.

Por outro lado, a Renault atribui a Bolloré a coordenação das atividades operacionais da aliança, sob a autoridade do presidente.

Em uma primeira declaração à imprensa na sede da companhia, Senard ressaltou que a aliança com a Nissan e a Mitsubishi é "essencial" e se comprometeu a fazer com que as relações sejam "as mais harmoniosas possíveis" e a trabalhar para restabelecer a confiança e recuperar a "serenidade" após os "eventos extraordinários" recentes.

"Estou consciente da minha responsabilidade", acrescentou o novo presidente da companhia.

Bolloré se mostrou, por sua vez, "orgulhoso pela confiança" depositada nele pelo conselho e seu presidente.

O ministro de Economia e Finanças da França, Bruno Le Maire, tinha anunciado nesta manhã a demissão de Ghosn, que renunciou antes de ser destituído pelo conselho. 

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