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Carlos Ghosn não é mais presidente da Renault

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Carlos Ghosn em foto de arquivo durante lançamento da Renault, em 2007 Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP

22/01/2019 16h05

Executivo aceitou entregar os cargos da presidência e do conselho da marca francesa, após endurecimento de prisão no Japão

O executivo brasileiro Carlos Ghosn concordou em renunciar a cargos de presidente-executivo e presidente do conselho da Renault, apontam relatórios internos da empresa divulgados antes de uma reunião da diretoria marcada para definir o futuro da empresa, na quinta-feira.

Ghosn concordou em renunciar ao exercício na Renault, após o Tribunal de Tóquio ter negado novo pedido de liberdade sob fiança, o que indica que ele pode permanecer preso no Japão até o julgamento do processo por fraude financeira, aponta a agência "Automotive news Europe".

Também colaboraram para a decisão pedido do governo francês, maior acionista da montadora.

A Renault confirmou que uma reunião do conselho de emergência estava planejada para quinta-feira, mas um porta-voz não respondeu a perguntas sobre sua agenda ou a substituição de Ghosn.

Agora, a reunião deverá considerar a nomeação do CEO da Michelin, Jean-Dominique Senard, como presidente e a promoção do vice-presidente da Ghosn, Thierry Bollore, para o CEO, disseram outras fontes.

A demissão de Ghosn, após sua prisão em 19 de novembro, segue a rápida demissão como presidente da Nissan e encerra uma era. Ghosn transformou as duas empresas, no começo da parceria que transformou o cenário automobilístico global, após a aquisição da quase falida Nissan pela Renault em 1999.

A Nissan atualmente possui 15% de participação sem direito a voto em seu controlador francês e 34% em Mitsubishi Motors, um terceiro parceiro importante em sua aliança de fabricação.

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