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Hyundai e CAOA devem renovar acordo de importação por três ou quatro anos

Fernando Calmon, Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

30/11/2018 07h00

Partes envolvidas chegariam antes do fim do ano a um consenso; marca sul-coreana deve abrir fabrica de motores na Argentina

Hyundai e CAOA estão próximas de estabelecer um novo contrato de representação. Conforme apuramos, o acordo deve ser renovado a cada três ou quatro anos.

O prazo será consensual, mas não atende o desejo inicial de nenhuma das partes envolvidas. Enquanto a Hyundai propunha uma renovação a cada dois anos, a CAOA preferia um prazo bem mais extenso: 10 anos.

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O acordo foi a forma mais eficaz de resolver o imbróglio sem recorrer à Justiça. O contrato mais recente de distribuição de veículos havia sido firmado em 1° de maio de 2008, com duração de 10 anos. Poucos dias antes do término do contrato (previsto para 30 de abril deste ano), a CAOA afirma ter recebido uma "notificação de não renovação e solicitação de negociação de uma nova relação contratual" por parte da Hyundai. Alegando descumprimento do contrato, a importadora entrou com ação na justiça brasileira para impedir o rompimento do contrato. A empresa, inclusive, conseguiu uma liminar assegurando o contrato temporário entre as partes.

A partir daí, o próximo passo seria a formação de uma corte arbitral para definir a situação. Hyundai e CAOA escolheram a cidade de Frankfurt (na Alemanha) como sede do tribunal, mas o processo seria desgastante e caro, uma vez que o problema não poderia ser resolvido do Brasil.

Fábrica na Argentina

Enquanto não define a situação junto à CAOA, a Hyundai deve apostar em um importante mercado na América do Sul para ganhar terreno: a Argentina.

Erguer uma fábrica (de motores e câmbios, inicialmente, em vez de automóveis) seria uma boa alternativa para ingressar no mercado daquele país ao mesmo tempo em que reduziria custos e tempo para abastecer a fábrica de Piracicaba (SP). Atualmente, a Hyundai importa estes componentes da Coreia do Sul, resultando em um processo caro e demorado para a empresa.

Como o ano-fiscal da Hyundai aqui e na Coreia do Sul fecha em 31 de dezembro, as duas partes aceleraram as negociações para chegar a um acordo plausível para os dois lados.