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Instagram é rede que mais ajuda na compra de carros; Hyundai é destaque

Divulgação
Hyundai Brasil, que faz HB20, se destacou entre marcas que melhor dialogam com consumidores nas redes Imagem: Divulgação

Alessandro Reis

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

27/11/2018 16h08

Estudo da J.D. Power detalha como comprador busca informações online antes de fechar negócio

As redes sociais têm importância crescente também no processo de escolha e compra de automóveis, sendo que o Instagram se destaca no Brasil. É o que aponta a primeira edição do DSE ("Digital Shopper  Study", que analisa os "processos digitais de compra"), levantamento inédito no país, realizado pela consultoria "J.D. Power" e pelo site de classificados iCarros, sobre a experiência de busca de informações para a compra de um automóvel novo. 

Em termos de marcas, a Hyundai Brasil (responsável pela família de compactos HB20 e pelo SUV Creta) se destacou com o maior índice de satisfação entre os clientes digitais, com 724 pontos em uma escala de 100 a 1.000. A Volkswagen aparece em segundo lugar, com 720, seguida de perto pelo Grupo Caoa (Hyundai, Chery  e Subaru), com 719. No geral, a média das demais marcas foi de 710.

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Buscando conhecimento

Em relação às demais redes sociais, o Instagram foi avaliado com 793 pontos como o canal mais influente, logo à frente do Facebook, com 774. Em volume de acessos, no entanto, o Facebook é a rede mais utilizada na pesquisa anterior à compra (53%), seguida Youtube (40%), WhatsApp (31%) e Instagram, que nesse recorte aparece apenas na quarta posição. "O Instagram, embora menos acessado, é mais eficiente ao priorizar as fotos dos veículos e informações técnicas", afirmou Fabio Braga, diretor de operações da J.D. Power no Brasil. 

"Os potenciais compradores estão cada vez mais conectados às redes sociais na busca por informações, exercendo importante influência no processo de escolha". Braga esclarece que a análise das redes sociais no estudo não se restringiu aos canais oficiais das fabricantes e incluiu publicações especializadas e de influenciadores.

Marcas precisam interagir melhor

Inédito no país, o levantamento é baseado na avaliação de 1.489 clientes que manifestaram a intenção de adquirir um automóvel zero-quilômetro no prazo máximo de 12 meses. Os participantes responderam a um questionário entre julho e outubro, examinando seis fatores, com os seguintes pesos na composição da nota: conteúdo do site da montadora (30%), navegação do site (20%), velocidade do site (15%), aparência (12%), interação com a concessionária (12%) e explicação do vendedor (12%). Foram consideradas as montadoras com maior volume de vendas.

Braga destaca que a média de satisfação com a experiência digital no processo de compra, de 710 pontos, ainda fica devendo aos índices registrados em mercados maduros, como o norte-americano. "Ainda não temos no Brasil uma satisfação alta na experiência digital, indicando que ainda há muito a crescer". Segundo o executivo, um dos gargalos é justamente a interação com o vendedor ou concessionária no fim do processo.

"Dos clientes entrevistados, apenas 33% receberam algum tipo de contato de um vendedor após pesquisa de um ou mais modelos de veículo no site oficial da fabricante ou nos canais oficiais das redes sociais. Daqueles que foram contatados, 46% disseram que realizaram simulação do financiamento/parcelamento do automóvel, 45% solicitaram informações relativas a preço e 43% efetivamente visitaram pessoalmente a concessionária, indicando a importância da interação com o vendedor para garantir o negócio", apontou.

Além disso, afirma Braga, um em cada quatro clientes não encontrou as informações que buscava no site da fabricante. "As vendas de veículos têm crescido e o fluxo nas concessionárias, diminuído, evidenciando a importância do ambiente digital para obtenção de informações e até aquisição do automóvel. Quem não investir em um bom website e na interação online com potenciais clientes tenderá a perder participação no mercado", concluiu.

Celular é ferramenta de pesquisa

No geral, 88% dos entrevistados relataram usar o celular para fazer as buscas na internet e, quanto mais jovem for o cliente, maior o percentual da adoção prioritária dos smartphones. Dos nascidos entre 1946 e 1964, por exemplo, o computador de mesa (desktop) foi o dispositivo mais utilizado (76%). Já os entrevistados nascidos de 1995 a 2004, o uso do celular nas pesquisas chega a 99%.

Algumas marcas admitem segmentar suas ações usando estes perfis. O grupo Caoa, por exemplo, prioriza consumidores mais velhos e mais propensos a escolher carros de mais de R$ 100 mil, foco de marcas como Subaru e da divisão de importados da Hyundai, por exemplo. Ainda assim, existe uma preocupação crescente em dialogar com o público mais jovem.

"Nosso foco, por exemplo, com Hyundai e Subaru é este público que paga de R$ 100 mil para cima, que acaba sendo um público mais maduro. Mas estamos atentos ao comprador mais jovem e mais ligado no Instagram e nas demais redes sociais. Esta terceira colocação no levantamento, coladinhos na Volkswagen, nos deixa muito feliz", afirmou o diretor de marketing do Grupo Caoa, Marcelo Braga.

Outro destaque é que 48% dos clientes ouvidos declararam fazer a busca online por automóveis à noite, entre 18h e 21h, e 91% deles relataram que fazem a pesquisa em casa. De acordo com 88% dos entrevistados, a busca é feita de segunda a sexta-feira. Os cinco assuntos mais buscados foram informações gerais sobre o modelo de veículo (35%), seguida por classificações e comentários (32%), comparativo entre os veículos (30%), galeria de fotos (25%) e preços de serviços de pós-venda (20%).

Ranking de satisfação do potencial comprador na busca online por automóvel:

1º Hyundai-HMB: 724 pontos (de 1.000 possíveis)
2º Volkswagen: 720
3º Hyundai-Caoa: 719
4º Honda: 717
5º Renault: 717
6º Chevrolet: 713
7º Toyota: 712
9º Jeep: 707
10º Peugeot: 706
11º Citroën: 696
12º Fiat: 696
13º Ford: 691
14º Nissan: 675

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