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Mercedes Classe X será vendida no fim de 2019 junto com carros e caminhões

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Mercedes-Benz Classe X: já à venda na Europa e em outros continentes, ainda vai demorar quase um ano para chegar ao Brasil Imagem: UOL Carros

Fernando Calmon, Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

22/11/2018 07h00

Fabricante quer que tudo esteja perfeito na fábrica da Renault-Nissan na Argentina antes de lançar sua picape

Uma das ausências mais sentidas no Salão do Automóvel de São Paulo 2018 foi a da Mercedes-Benz Classe X. Apesar de estar pronta para ganhar as ruas -- a ponto de já ser flagrada em terras brasileiras sem nenhuma camuflagem --, a picape média de luxo não compôs o estande da marca no evento encerrado no último domingo (18).

UOL Carros descobriu por quê: o lançamento do modelo só ocorrerá no último trimestre de 2019, muito provavelmente em outubro. Razão da demora está no trabalho minucioso de adaptação da fábrica da Renault-Nissan em Córdoba (Argentina) para montar o utilitário dotado do logotipo com a estrela de três pontas.

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A Classe X utiliza a mesma plataforma de Nissan Frontier e Renault Alaskan, isso você já sabe, mas receberá um tratamento totalmente diferente em relação ao acabamento interno. Como há reputação premium a zelar e a fábrica pertence à Renault, não à Mercedes, a montadora alemã tem sido bastante exigente nas inspeções de controle de qualidade da linha.

É por isso que a fábrica de Córdoba, reinaugurada em julho, deixará para iniciar a produção da Classe X só depois que a já lançada Frontier e a Alaskan já estiverem sendo fabricadas. Nada poderá dar errado para o produto que terá maior valor agregado entre o trio e, portanto, será a "menina dos olhos" da parceria.

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Ofensiva em dois flancos

Quando a Classe X chegar, porém, não será para brincar. UOL Carros apurou que a Mercedes comercializará a picape tanto nas 55 concessionárias de automóveis quanto nos mais de 150 pontos de vendas de caminhões. Com isso, alcançará uma abrangência de mais de 200 lojas e cobrirá uma parte considerável do mapa brasileiro.

Já comercializada em mercados como Europa, Àfrica do Sul e Austrália, ela terá por aqui o objetivo de ocupar um nicho acima do que Toyota Hilux, Chevrolet S10 e afins são capazes de alcançar. Por isso não se pode esperar por preço inicial muito abaixo de R$ 200 mil.

Motorização será sempre turbodiesel, com duas opções: 2.3 4-cilindros de 193 cv e 45,9 kgfm, "emprestado" pela aliança Renault-Nissan, ou 3.0 V6 de 258 cv e 56 kgfm, este de origem Mercedes e já visto em diversos modelos de passeio ou SUVs da marca alemã, como o GLE.

Câmbio será somente automático de sete marchas, com opções de tração 4x2 ou 4x4, marcha reduzida, bloqueio eletrônico de diferencial e outras assistências para uso off-road. Capacidade de carga será de 1,1 tonelada e cabine, sempre dupla.

Três estilos

A Mercedes também já confirmou que a Classe X contará com três versões de acabamento: Pure (básica), Progressive (intermediária) e Power (topo). Padrão do habitáculo está acima do que picapes de marcas generalistas costumam oferecer, mas não chega a ser luxuoso como os carros de passeio da marca.

Revestimentos remetem a couro nos bancos e a metais escovados no painel de instrumentos. Central multimídia flutuante com tela de 8,4 polegadas é bem conectada e pode ser gerenciada pelo já conhecido touchpad no console central.

Outro elemento típico dos Mercedes é o quadro de instrumentos com computador de bordo digital de 5,4 polegadas. Por outro lado, a alavanca de câmbio será convencional, e não através de uma chave atrás do volante -- e essa é uma ótima notícia.

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