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Brasileiro não deve seguir à frente da Renault, diz ministro francês

Vanderlei Almeida/AFP
Carlos Ghosn: desenrolar do caso será observado pelo governo francês, que detém 15% do controle da Renault Imagem: Vanderlei Almeida/AFP

Da Efe

Em Paris (França)

20/11/2018 09h40

Situação de Ghosn na França é "regular", diz governo, que promete observar com atenção desenrolar do caso no Japão

O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, considerou nesta terça-feira (20) que o presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, o franco-brasileiro Carlos Ghosn, "não está em posição" de continuar no comando do grupo, após ter sido detido ontem em Tóquio por supostas irregularidades fiscais.

"(Ghosn) não está em posição de dirigir o grupo, mas não vamos pedir sua demissão porque não temos provas e estamos em um Estado de direito", afirmou Le Maire.

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Ghosn, nascido no Brasil, de origem libanesa e cidadão francês, permanece detido no Japão onde foi alvo de uma investigação da Procuradoria de Tóquio depois que sua própria empresa conduziu uma auditoria interna e detectou irregularidades e "más condutas" por parte do executivo.

O ministro da Economia francês garantiu que a única informação que ele tem é a que a Mitsubishi publicou após a detenção e indicou que falará com seu equivalente japonês para receber todos os elementos que seu ministério tem conhecimento.

"Na França, a situação fiscal do senhor Ghosn está perfeitamente na regra", defendeu Le Maire, que explicou que, após ter conhecimento da notícia, tanto ele como o ministro da Fazenda, Gérald Darmanin, pediram uma verificação das contas de Ghosn sem encontrar qualquer irregularidade.

O governo não pedirá sua renúncia como presidente da aliança sem que haja "elementos tangíveis", segundo Le Maire, que sim defendeu a nomeação de um presidente temporário para a Aliança.

"A nossa responsabilidade é garantir a estabilidade da Renault", disse o ministro, que se reunirá hoje com os responsáveis da montadora francesa.

Le Maire quis passar uma mensagem de calma aos funcionários do grupo e afirmou que o Estado francês, que possui 15% do conjunto de acionistas da Renault, fará o possível para que a aliança com Mitsubishi e Nissan saia "não só preservada, mas fortalecida".

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