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Projeto de lei proíbe carro a combustão no Brasil em 2060; você apoia?

Renato Stockler/Folhapress
Fumaça do escapamento de um Land Rover Defender: senadores querem que cenas como esta estejam extintas de nossa realidade em 2060 Imagem: Renato Stockler/Folhapress

Do UOL, em São Paulo (SP)

19/10/2018 12h47

Proposta que tramita no Senado prevê banimento gradual de veículos a gasolina, diesel ou gás; dê sua opinião

Um Projeto de Lei em tramitação no Senado Federal propõe o banimento gradual da comercialização de carros a combustão no Brasil, começando em 2030 até culminar em sua proibição definitiva, em 2060. Criado pelo senador Telmário Mota (PTB-RR), o PLS 454/2017 foi aprovado nesta semana pela Comissão de Assuntos Econômicos da casa.

Agora, será analisado pela Comissão de Meio Ambiente para decisão terminativa, ou seja: se aprovado, será encaminhado diretamente à Câmara de Deputados para apreciação sem precisar passar por votação em plenário.

Junto à transcorrência da proposta, o Senado promove uma consulta pública para saber como a população vem reagindo à medida, e o resultado parcial está favorável. Na consulta feita por UOL Carros na manhã desta terça-feira (19) o placar constava 128 votos a favor e 87 contra. E você, aprova o banimento dos veículos a combustão? Vote na enquete abaixo.

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Entenda o projeto

Segundo a proposta, aprovada na íntegra pelo relator da comissão, Cristovam Buarque (PPS-DF), o Brasil iniciaria o projeto em 2030 limitando a 90% do total de emplacamentos de veículos zero-quilômetro no país o percentual máximo de comercialização de automóveis e comerciais leves movidos a combustão.

A partir de então o índice cairia gradativamente até chegar a 70% em 2040, 10% em 2050 e, enfim, proibição total em 2060. Fariam parte da conta quaisquer automóveis ou comerciais, pesados ou leves, movidos por combustíveis fósseis gasolina, diesel, gás natural e afins, incluindo aqueles híbridos ou dotados de motor flex.

Do outro lado, continuariam permitidos modelos 100% elétricos ou movidos exclusivamente por biocombustíveis, caso do etanol.

Na justificativa do PLS, o senador Telmário Mota aponta para a movimentação similar de países da Europa e entende que, numa frota que cresceu de 32 milhões para 93 milhões de veículos entre 2001 e 2016, é preciso reduzir o emprego de combustíveis fósseis e estimular o uso de veículos com energia limpa.

“Devemos lembrar que o Brasil possui uma produção de eletricidade relativamente limpa e a troca dos veículos movidos a combustíveis fósseis por veículos elétricos, nesse contexto, será ambientalmente vantajosa”, afirma.

O relator, Cristovam Buarque, concordou com os argumentos e registrou que "teria colocado prazo mais ainda mais curto, [de proibição], para 2030". Em seu relatório, o senador do DF citou relatório da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que aponta o setor de transportes como responsável por 15% das emissões de gases do efeito estufa no mundo.

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