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Os 10 carros mais importantes da Fiat-Chrysler de Sergio Marchionne

Murilo Góes/UOL
Jeep Renegade Custom 4x4: modelo marcou a fase de recuperação da marca lameira Imagem: Murilo Góes/UOL

Vitor Matsubara, Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

27/07/2018 04h00

Veja com quais modelos o recém-falecido executivo ajudou a recuperar marcas como Fiat, Jeep, Dodge e Ferrari

Sergio Marchionne deixaria o comando da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) em 2019. Tudo estava ajeitado: em junho deste ano o grupo já fizera um grandioso anúncio estratégico das marcas a ele vinculadas, e vinha preparando com cautela a sucessão.

Eis que complicações decorridas de uma cirurgia no ombro -- esta qual ainda não se tem certeza sobre por que foi realizada, embora especule-se que se tratava de um câncer -- levaram o executivo ítalo-canadense de 66 anos a falecer na manhã da última quarta-feira (25).

UOL Carros preparou uma singela homenagem ao personagem que ajudou a alavancar (para não dizer salvar) marcas como Fiat, Jeep, Ferrari, RAM e Dodge no mercado automotivo global. Para isso, reeditamos um conteúdo publicado em maio deste ano -- período do anúncio de sua aposentadoria -- em que apontávamos os 10 carros que mais marcaram sua gestão à frente da FCA.

Confira abaixo a lista atualizada:

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1. Jeep Renegade

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Imagem: Divulgação

Foi no começo da década que a FCA notou que a Jeep poderia ser a "galinha dos ovos de ouro" do grupo. Marchionne teve a boa visão de enxergar o Brasil como um dos mercados com maior potencial para a marca. Assim, em 2015 foi inaugurada em Goiana (PE) a fábrica de onde começou a sair o Renegade, primeiro SUV compacto da história da marca. O visual "parrudo" e o renome da Jeep ajudaram o modelo a superar concorrentes consolidados no mercado, como o Ford EcoSport, e brigar pelas primeiras posições do segmento com Honda HR-V, Nissan Kicks e Hyundai Creta.

2. Fiat Toro

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Imagem: Murilo Góes/UOL

A Fiat nunca escondeu a vontade de ter uma picape compacta-média. A realização do sonho foi facilitada pela criação da FCA, que emprestou a experiência da Chrysler em utilitários para a marca italiana. Plataforma, motorização e peças de acabamento são compartilhados com os irmãos Renegade e Compass, dando à Toro um nível de refinamento até então inexistente na linha Fiat. Sem falar no novo padrão visual. A estrutura monobloco e o porte intermediário entre as picapes leves (como Saveiro e Strada) e médias (S10, Ranger, Hilux, etc) permitiram abrir um nicho que, até o momento, o modelo explora sozinho.

3. Ferrari LaFerrari

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Imagem: Divulgação

Uma Ferrari híbrida parecia inconcebível até pouco tempo atrás. Isso acabou com a LaFerrari, que em 2013 combinou um motor 6.3 V12 de 800 cv a outro elétrico de 163 cv, mais recuperação de energia cinética e carroceria em fibra de carbono, tecnologias vindas da Fórmula 1. Total: 963 cv. Se a previsão inicial era vender 500 exemplares, na prática foram demandados mais de 700, o que mostra que mesmo o público de uma fabricante tão tradicional está aberto a projetos menos "puristas". Ou seja: serviu para abrir os olhos de que a Ferrari precisava acordar para segmentos até então refutados por ela, como o dos SUVs de luxo.

4. Alfa Romeo Giulia

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Imagem: Murilo Góes/UOL

O primeiro sedã da Alfa Romeo desde o 159 foi apresentado há três anos e fez parte de um ousado plano de reestruturação mundial da marca -- continuado recentemente com a chegada do SUV Stelvio. Traz motor dianteiro -- V6 de 510 cv, no caso versão mais esportiva --, tração traseira, distribuição de peso de 50:50, suspensões independentes nos dois eixos e várias peças são feitas de alumínio. Se a Alfa se fortaleceu com o Giulia lá fora, no Brasil continuamos a "ver navios", apesar de Marchionne já ter prometido mais de uma vez que a marca voltaria "um dia" ao nosso mercado.

5. Fiat 500

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Imagem: Murilo Góes/UOL

Recorrer ao passado nem estava tão na moda quando a Fiat relançou o 500. O compacto apostava no carisma de seu histórico xará -- principal responsável por motorizar a Itália no duro período pós-Guerra -- para alavancar as vendas em todas as partes do mundo. Ao contrário do antigo 500, porém, o novo modelo não era um "popular", mas sim um charmoso subcompacto cheio de equipamentos e com certo grau de requinte. No Brasil chegou em 2009, mas só se tornou mais acessível em 2011, quando passou a vir importado do México e não mais da Polônia. Atualmente está cambaleando em nosso mercado, que aguarda a possível chegada da segunda geração.

6. Jeep Compass

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Compass logo virou o SUV mais querido do país Imagem: Murilo Góes/UOL

O Brasil recebeu tratamento VIP por parte da FCA nos últimos anos. Além de ganhar a fábrica de Goiana (PE), o Renegade e a Toro, coube ao país a honra de ser o primeiro mercado mundial a receber a nova geração do Jeep  Compass. O SUV compacto-médio compartilha diversos componentes com o irmão menor Renegade, mas oferece mais espaço interno e refinamento. Mesmo custando mais caro, o Compass não só vende mais do que o Renegade como se consolidou como SUV mais vendido do Brasil em 2017. É, portanto, um dos modelos de maior rentabilidade do grupo no mundo.

7. Dodge Challenger SRT Demon

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A proposta insana de criar uma versão 717 cv para o icônico Challenger, em 2015, deu novo impulso para a marca Dodge. Estamos falando do Hellcat. Tudo ficou ainda melhor com a chegada da série SRT Demon, em 2017, aumentando a força do V8 que empurra o muscle a incríveis 852 cv e 106,2 kgfm. Com tanta brutalidade, o esportivo é capaz de ir de 0 a 100 km/h em menos de 2,5 segundos e precisa de pneus radiais feitos especialmente para arrancadas. De tão rápido, foi oficialmente banido de qualquer competição do gênero nos EUA, por não sair de fábrica com uma gaiola de proteção homologada. Do imaginário dos fãs de carro, porém, o Challenger Demon permanecerá para sempre.

8. Jeep Wrangler

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Maior ícone da Jeep, chegou à quarta geração em 2017 a fim de reforçar a reputação "lameira" da marca. Representa uma sensível evolução tecnológica -- ganhou estrutura com aços de maior resistência e painéis de alumínio, além de materiais mais leves no capô e nas portas, o que resultou na perda de 91 kg --, mas sem perder o apelo do clássico visual "quadradinho" com faróis arredondados. Por dentro, ficou mais moderno e espaçoso, ganhando até central multimídia com projeção de celulares. Ah, e deste projeto será derivada também uma picape média.

9. Fiat Argo 

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Imagem: Murilo Góes/UOL

Lançado ano passado no Brasil, elevou o padrão tecnológico e de acabamento dos compactos fabricados pela Fiat no Brasil. Afinal, conta com motores 1.0 e 1.3 modernos, câmbio automático de seis marchas na configuração de topo e itens de segurança como airbags laterais e controle de estabilidade. Mais importante do que isso, marcou a estreia da plataforma MP1, que também deu origem ao sedã Cronos e será a base das novas gerações de Strada e Uno, e também de um inédito SUV compacto a ser lançado em 2020.

10. Novo Fiat Uno

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Imagem: Murilo Góes/UOL

O nome Uno sempre teve força no Brasil. Ciente disso, a Fiat lançou a segunda geração do modelo em 2010. Do velho Uninho pouca coisa restou além do nome e do estilo "caixotinho", embora aplicado ali de maneira mais brande -- conceito de design chamado pela Fiat de "round square" (ou "quadrado arredondado", em português). Desde o lançamento o Novo já passou por dois facelifts e até 2020 deve chegar à terceira geração, fugindo do triste fim do primo Palio (aposentado este ano pela marca).

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