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Mercedes-Benz Classe A Sedan pode mesmo ser fabricado no Brasil; saiba mais

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Mercedes-Benz Classe A Sedan Longo Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

15/07/2018 08h00

Três-volumes médio-compacto está bem cotado para impulsionar vendas da marca alemã no Brasil

Em abril deste ano, a Mercedes-Benz apresentou a nova geração de seu modelo inicial, o Classe A em dois eventos distintos: o hatchback foi mostrado à imprensa global na Croácia; ao mesmo tempo, o inédito Classe A Sedan foi revelado na China. UOL Carros avisou que ambos chegariam ao nosso mercado sem muita demora e que o três-volumes poderia até mesmo ser fabricado por aqui.

Mas, inicialmente, o modelo será importado do México, que também abastecerá o mercado norte-americano, até para não haver perda de tempo no lançamento local.

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Movimentação do câmbio

Em entrevista ao jornalista Mário Curcio, do "Automotive Business", o gerente sênior de vendas da Mercedes-Benz, Dirlei Dias apontou que "o carro será parte do portfólio da Mercedes-Benz no Brasil".

Seu lançamento já está confirmado para o primeiro semestre de 2019. Entretanto, Dirlei afirma que ainda não há uma decisão sobre produção do sedã por aqui. "A flexibilidade da nossa fábrica (de Iracemápolis) nos permite montar diferentes carros, então temos a possibilidade de, se nos for favorável, tomar uma decisão de produção local", declarou, sem citar um modelo específico.

Segundo o executivo, que é um dos responsáveis pela definição de modelos que serão vendidos pela marca no mercado nacional, a chegada do A Sedan começará pelo regime de importação, de toda forma.

O carro será feito inicialmente em Aguascalientes (México), na unidade compartilhada entre Nissan e Mercedes-Benz.

Uma das justificativas para essa decisão é apontada no próprio texto: a volatilidade do dólar, que acaba complicando as operações da Mercedes-Benz. Dias acredita que o câmbio deve voltar a patamares "normais" após as eleições presidenciais. Isso e mais o recente anúncio do "Rota 2030" devem permitir traçar planos de forma mais concreta a partir de 2019.

Atualmente, Iracemápolis entrega dois modelos: o crossover GLA, derivado do Classe A atual (que também deverá ser atualizado com base na nova plataforma MFA2); e o carro-chefe da marca, o sedã médio Classe C. Ambos respondem por 60% das vendas da marca no Brasil, mas também correspondem a apenas 35% da capacidade da fábrica (das 20 mil entregas possíveis ao ano, monta-se por lá pouco mais de 7 mil unidades).

Um dos gargalos, porém, é o patamar tecnológico: o novo Classe A traz tecnologias já existentes em modelo como Classe E e Classe S, que ainda dependem de componentes não fornecidos pelo setor automotivo nacional.

Como ele é

Com nova base construtiva, haverá uma ampliação da tecnologia embarcada no Classe A: câmeras e radares que enxergam até 500 metros de pista à frente, sistema de alerta de ponto cego estendido, que também reconhece bicicletas e pedestres e até função que permite o "car-sharing" (compartilhamento) do Classe A, aplicativos e o sistema operacional MBUX, com tela de instrumentos e painel central totalmente digitais e unificados, comandados por toques em superfícies sensíveis ou pela voz (nas versões mais completas e caras).

Você pode saber mais sobre como o Classe A hatch anda clicando em nossa avaliação. Ele chega para o Salão de São Paulo, em novembro.

Falando do sedã, especificamente, a configuração global terá 4,54 m de comprimento, com os mesmos 2,73 m de entre-eixos do hatch (na China, entre-eixos é maior). Rodas variam de 16 a 19 polegadas de aro.

Motorização deve variar do 1.4 turbo, de 165 cv, ao 2.0 turbo, 227 cavalos, sempre com câmbio automatizado de sete marchas 7G-DCT -- câmbio manual de seis marchas não deve ser comercializado no país.

Na Europa, o hatch custa de 30.200 a 31.400 euros (na conversão, de R$ 128.300 a R$ 133.350), sem incluir opcionais. Para o Brasil, estimamos que os preços devam saltar do intervalo atual de R$ 156 mil a R$ 210 mil para algo entre R$ 160 mil e R$ 230 mil no caso do hatch. O sedã ainda não tem valores definidos para qualquer mercado, mas fabricação local seria uma forma de deixá-lo num patamar de preço mais competitivo, visando o Audi A3.

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