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Impressões: Chevrolet Spin 2019 muda em visual e conforto; e o desempenho?

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Chevrolet Spin LTZ 2019 Imagem: Divulgação

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, em Foz do Iguaçu (PR)

08/07/2018 07h00

Andamos (rapidamente) com a versão LTZ AT6, configuração civil mais completa da nova linha; veja como foi

A Spin sempre foi referência de espaço, não necessariamente de conforto, nem certamente de visual. A General Motors tenta dar um jeito nisso na linha 2019.

Tudo bem que estamos na versão topo de linha LTZ, completíssima e com espaço para sete pessoas (R$ 78.490 com câmbio manual de seis marchasR$ 81.990 com câmbio automático de seis marchas), mas é preciso considerar: os bancos estão bem mais macios e acomodam melhor o corpo do motorista. A posição de dirigir continua competente, só que a mudança de posição dos comandos dos vidros, no apoio da porta, foi definitivamente positiva.

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Como anda a Spin "civil"

O quadro de instrumentos do Tracker tem fácil visualização e a telinha integrada chama atenção e é diferencial. É neste novo painel em que o conta-giros sobe bastante e (acompanhado pelo ruído do motor) quando se pisa forte no acelerador da Spin.

O trato na caixa automática de seis marchas ameniza a aspereza do motor 1.8 de 111 cv, sem mudanças para a Spin original. As mudanças estão bem mais suaves, principalmente quando se acelera com mais parcimônia e nas reduções antes de pegar aquele quebra-molas.

No modo sequencial há pouca interação, já que o câmbio pouco obedece o condutor -- e reduz as marchas quando acha conveniente. Em velocidades de cruzeiro, porém, o velho motor rende bem e a 110 km/h o conjunto aponta 2.300 rpm. Uma das alterações da linha 2019 é a adoção de grade frontal com regulagem ativa, que se fecha para melhorar aerodinâmica de acordo com a velocidade. Isso não melhorou ruídos, mas pode ter atuação decisiva no consumo (que mediremos com maior tempo de contato com o carro).

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Além do novo visual, melhorado e acertado, há grade frontal ativa, que melhora aerodinâmica... mas que não trouxe mudanças perceptivas de ruído a bordo. Resta observar o consumo Imagem: Divulgação

Nas lombadas e nos poucos buracos não foi possível perceber mudanças significativas no acerto da suspensão -- a GM diz que fez uma calibragem mais macia, mas no banco traseiro sua coluna ainda vai sentir bem as imperfeições do solo, algo nada bom para um modelo de vocação totalmente familiar ou de transporte de passageiros.

O comportamento dinâmico continua o mesmo, com a carroceria oscilando em velocidades mais altas -- é, mesmo, um com pegada urbana e com toque (de novo) familiar.

Se o isolamento acústico ainda deixa a desejar, o acabamento revela a busca por maior capricho. Nessa LTZ, o revestimento com materiais texturizados e detalhes cromados no painel, além do material sintético nos painéis das portas, agrada.

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Interior da Spin 2019 LTZ: acabamento está mais aprimorado, só que ruídos a bordo persistem Imagem: Divulgação

Na segunda fila de bancos, a promessa de mais espaço para joelhos é cumprida e o assento repete a maciez dos dianteiros. Só a inclinação para trás podia melhorar. Os banquinhos extras continuam voltados para crianças ou pessoas de baixa estatura mesmo, somente em trajetos curtos.

Quer saber como anda a nova Spin Activ7? Só clicar aqui.

Viagem a convite da General Motors do Brasil

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