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Chevrolet Spin Activ usa motor Mercosul, perde estepe e ganha espaço para 7

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

25/06/2018 09h00

Minivan aventureira corrige "falhas" de design; resto da linha e preços surgem em julho

Design nunca foi o ponto forte da Chevrolet Spin com suas linhas desproporcionais, sobretudo na porção frontal. Não mais.

Assim, a General Motors espera derrubar piadas e apelidos ainda existentes, consolidando imagem às fortes vendas de um modelo praticamente sem concorrentes com essa primeira reestilização desde o lançamento, em 2012. A receita foi a mesma aplicada na renovação do Cobalt, com linhas mais horizontais de grade e conjunto óptico corrigindo as formas do projeto original.

Por ora, a GM decidiu revelar apenas a Spin Activ -- o restante da linha será apresentada em evento no começo de julho, juntamente com todos os preços.

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Mais harmonioso

A frente traz faróis mais delgados e horizontalizados, incorporados à grade frontal mais larga e menor. É difícil não associá-la ao Equinox.

Atrás, a minivan ganhou lanternas horizontais "à la Cobalt" recortadas pela tampa do porta-malas, que também aloja a placa.

O interior tem alterações mais discretas. O antigo painel de instrumentos foi trocado pelo do Tracker, que combina mostradores analógicos com digitais. A versão Activ traz ainda um novo revestimento interno com detalhes texturizados.

Murilo Góes/UOL
Era assim: grade em forma de escudo e faróis exagerados marcaram Spin inicial Imagem: Murilo Góes/UOL

Cadê o estepe?

Embora estejamos falando da versão Activ, o visual geral de toda a linha Spin será quase o mesmo que você vê nestas fotos, com exceção dos famosos apliques plásticos nos para-choques e nas molduras dos para-lamas -- exclusividades da configuração aventureira.

Ela também traz uma alteração importante: o fim do suporte de estepe externo. Assim, a solução (que rapidamente caiu em desuso tanto pela falta de praticidade para acessar o porta-malas quanto por facilitar o roubo do pneu sobressalente) agora só é oferecida no país em modelos como Ford EcoSport e Citroen Aircross.

A eliminação do estepe externo também abriu caminho para uma versão aventureira com sete lugares -- antes apenas as versões "normais" podiam vir com a fileira adicional. Até um novo nome foi criado: Activ7.

A minivan aventureira sai de fábrica com ar-condicionado, direção elétrica com assistência progressiva, sistema de concièrge e assistência OnStar, câmera de ré, central multimidia MyLink com suporte a Android Auto e Apple CarPlay, sensor de chuva, vidros elétricos, acendimento automático dos faróis, segunda fileira de bancos corrediça, apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontos para todos os passageiros, alerta de pressão dos pneus, travas elétricas, suporte para cadeirinhas Isofix, alerta de esquecimento de pessoas e objetos no banco traseiro, computador de bordo, rodas de liga leve aro 16, faróis de neblina, sensores de estacionamento traseiros, rack de teto, entre outros itens.

A versão Activ7 inclui todos os itens citados acima mais a terceira fileira de bancos.

Ambas podem vir na nova cor Amarelo Stone. A exótica tonalidade, porém, não deve ser tão procurada, principalmente por remeter à cor dos táxis do Rio de Janeiro.

Motor "Mercosul"

A Spin será o primeiro modelo da Chevrolet a adotar motorização adaptada para rodar com combustível de qualquer país do Mercosul.

A central eletrônica do veterano 1.8 SPE/4 de 111 cv/106 cv e 17,7 kgfm/16,8 kgfm está apta a funcionar com qualquer gasolina ou mistura de gasolina e etanol oficiais, seja no Brasil ou em outro país do Mercosul, notadamente a Argentina, destino prioritário em termos de exportação.

Assim, haverá calibração automática para receber da E10 (gasolina padrão argentino, com 10% de etanol) à E27 (gasolina no padrão brasileiro, com adição de 27% de etanol), além do etanol E95 (etanol hidratado).

Números divulgados ao Inmetro indicam consumo urbano de 7 km/l (etanol) e 10,3 km/l (gasolina) e rodoviário de 8,3 km/l (etanol) e 12 km/l (gasolina).

A engenharia da GM também mudou o escalonamento do câmbio automático de seis marchas e recalibrou a suspensão.

Como anda?

Durante a apresentação, não pudemos avaliar a Spin fora das dependências do Campo de Provas da GM, em Indaiatuba (SP). Se nosso test drive foi limitado, pelo menos o local escolhido simula diversas condições de rodagem (como estradas, serras e piso esburacado). E também pudemos também dirigir a antiga Spin Activ para comparar.

Nestas condições, a Spin mostrou prós e contras. As respostas do câmbio automático de seis marchas são mais imediatas, principalmente nas situações de retomada, levando menos tempo para reagir.

Já a suspensão ficou mais dura para fazer a carroceria rolar menos nas curvas. Funcionou, mas ela também ficou mais desconfortável ao passar por buracos e outros desníveis do solo.

A situação fica ainda pior na terceira fileira de bancos, que sofre com os solavancos. Azar das crianças que viajarem lá, até porque o diminuto espaço (algo que ocorre em vários carros com sete lugares, diga-se) não é recomendado para adultos.

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