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Mercedes é acusada de fraudar 1 milhão de carros a diesel; empresa nega

Divulgação
Valor real de poluentes não era informado em testes graças ao software ilegal Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

11/06/2018 12h09

Daimler não admite fraude, mas diz que está cooperando com as investigações

As ações da Daimler, controladora da Mercedes-Benz, tiveram uma forte queda após acusações de que 1 milhão de automóveis Mercedes-Benz podem ter um dispositivo ilegal para burlar testes de emissões de poluentes -- algo semelhante ao que iniciou o "dieselgate" da Volkswagen em 2015.

A informação foi revelada pelo jornal "Bild am Sonntag", que revelou que a KBA (entidade responsável por homologar peças e monitorar a segurança viária na Alemanha) encontrou cinco "dispositivos desativáveis ilegais" em motores feitos pela Daimler.

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O item estava sendo utilizado em veículos movidos a diesel para atender às normas de poluentes Euro 6.

O Ministro dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer, intimou o CEO da Daimler, Dieter Ztesche, a prestar esclarecimentos. Procurada pela reportagem do jornal, a empresa não comentou sobre a marca de 1 milhão de carros, mas afirmou que está "cooperando de forma intensa e transparente com a KBA e o Ministério de Transporte da Alemanha".

A KBA levantou suspeitas da existência de um dispositivo projetado para permitir que os veículos da Daimler emitam poluentes acima do tolerado sem serem identificados em eventuais testes de medição.

As autoridades alemãs voltaram suas atenções para as fabricantes de automóveis a diesel a partir de setembro de 2015, quando a Volkswagen admitiu usar um software feito para burlar testes de emissões de motores a diesel nos Estados Unidos.

O dispositivo ilegal da VW foi aplicado em milhares de veículos fabricados em várias partes do mundo -- inclusive 14 mil picapes Amarok no Brasil -- e até agora custou aproximadamente US$ 30 bilhões à Volkswagen em multas e indenizações.

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