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Nissan Leaf 2, que chega ao Brasil em 2019, vai bem em segurança na Europa

Do UOL, em São Paulo (SP)

01/05/2018 04h00

Elétrico tirou nota máxima mesmo com novos critérios de avaliação para proteger ciclistas e avaliar tecnologias semi-autônomas

A segunda geração do carro elétrico Nissan Leaf obteve a nota máxima nos testes de colisão e de segurança divulgados pelo Euro NCAP -- consórcio europeu que estabelece parâmetros para segurança automotiva. Esse resultado poderia apenas igualar a nota da primeira geração do modelo japonês, mas o fato é que esse novo Leaf foi o primeiro a ser avaliado por critérios muito mais exigentes -- e ainda assim conseguiu a nota máxima.  

No geral, o Leaf obteve avaliação de 93% para a segurança de adultos graças a seis airbags, avisos de cintos de segurança desafivelados, controles de estabilidade e frenagem automática, além de contar uma uma estrutura com ótima qualidade construtiva. Na proteção infantil, a valiação foi de 86%, por conta dos ganchos Isofix para uso de cadeirinhas em duas das três posições do assento traseiro.

Conforme UOL Carros adiantou, o Leaf será finalmente vendido no Brasil em 2019. A Nissan promete a chegada do hatch médio elétrico para março do ano que vem. 

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Novos critérios

Além desses critérios clássicos, o novo Leaf passou pelo crivo atualizado, que avalia tecnologias de assistência ao motorista embarcadas. O Euro NCAP passou a analisar os sensores de manutenção de faixa (se mantém o carro na trajetória, mesmo nas faixas mais externas da rodovia, mesmo com a sinalização de solo parcialmente apagadas). Além disso, também é avaliado o sensor de frenagem automática não só para outros carros, mas também para pedestres, pedestres em ambientes mal iluminados e para ciclistas (agrupados como "usuários vulneráveis na pista"). 

Nos dois casos (assistência de manutenção de faixa e proteção a usuários vulneráveis na pista), o Leaf teve avaliação de 71%.

"O anúncio do Euro NCAP prova o que sabemos há muito tempo, o novo Nissan Leaf tem padrões de segurança excepcionais e é um verdadeiro pioneiro entre os veículos elétricos", afirmou Gareth Dunsmore, diretor de veículos eléctricos da Nissan Europa.

Como ele é

Praticamente com o mesmo tamanho que um Chevrolet Cruze hatch e interior semelhante ao do sedã Nissan Sentra, o novo Leaf teve autonomia de seu sistema elétrico expandido dos cerca de 160 quilômetros do modelo anterior para 380 km. Também recebeu diversas tecnologias de assistência semi-autônoma (sistema "ProPilot"), que podem ser atualizadas no futuro para o modo totalmente autônomo.

Assim como o BMW i3 o novo Leaf usa a tecnologia chamada de "e-Pedal", que concentra as funções de acelerar e frear somente no pedal do acelerador. COm o sistema ativado, o carro freia automaticamente para recuperar energia toda vez que o acelerado é liberado, permitindo que se ignore o pedal tradicional do freio.

O motor elétrico agora passa a entregar 150 cavalos e 32,6 kgfm de torque -- o anterior, para comparação, rendia 109 cv e 28,6 kgfm. São 4,48 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,56 m de altura e 2,70 m de entre-eixos.

Falta apenas decidir um preço para o Brasil que funcione e que não coloque o modelo como objeto de ficção científica, apenas. O cenário mais realista, sem incentivos, aponta algo em torno dos R$ 150 mil, mas atualmente o modelo não chegaria por menos de R$ 200 mil.

"Nossa meta é posicionar o Leaf em uma faixa de preço de carros não elétricos. Estamos dependendo de incentivos para fechar o valor, mas considerando o cenário atual, ele passaria dos R$ 200 mil. Ainda não definimos se venderemos por concessionárias ou vendas diretas. Por ora, acreditamos que o Leaf será um carro de nicho, até por conta da falta de infra-estrutura para elétricos. Mesmo assim, existe mercado para o carro, seja por car sharing ou frotas. O certo é que ele veio para ficar", afirma Marco Silva, presidente da Nissan Brasil, a UOL Carros, em mais de uma ocasião, desde a apresentação do modelo no último Salão de Tóquio.

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