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Volvo XC40 traz estilo e muito equipamento para bombar no Brasil; veja

Vitor Matsubara

Do UOL, em Itajaí (SC)

16/04/2018 04h00

Design esportivo, acabamento sofisticado e bom desempenho são pontos fortes do SUV

Não existe lançamento mais importante para a Volvo, em 2018, do que o XC40. Lançado na Europa no fim do ano passado, o modelo já está no Brasil e aposta no preço inicial de R$ 169.950 e na carga de equipamentos para encarar rivais consolidados como Audi Q3, BMW X1 e Mercedes-Benz GLA -- e para fazer do modelo seu campeão de vendas (em 2019, meta é que ele responda por até 60% das vendas da marca no Brasil).

A relação custo-benefício, porém, não o único atrativo. Outro ponto de convencimento é o comportamento do motor 2.0 turbo de 252 cv, empregado nas versões Momentum (R$ 194.950) e R-Design (R$ 214.950) -- ambas avaliadas por UOL Carros, já que a Volvo não disponibilizou a versão inicial T4 para o test-drive.

Se não tem desempenho esportivo (até porque não é essa a intenção), o XC40 é bom de dirigir -- lembra muito o Audi Q3, que ainda é uma boa referência no segmento. Fato é que o XC40 é mais gostoso de guiar do que seus irmãos mais velhos XC60 e 90. Ele também se aproveita do porte menor para ser bem ágil, inclusive pela direção leve que ajuda nas manobras.

"A gente se orgulha de oferecer produtos luxuosos, mas diferentes", afirmou Leandro Teixeira, diretor de marketing da Volvo, dando a entender que as rivais se valem de modelos de características padronizadas, com menor personalidade.

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Como é o XC40

O design é uma das maiores virtudes do carro. Estão lá alguns elementos típicos da marca, como as lanternas em posição elevada e os faróis com a já tradicional assinatura de led conhecida como "Martelo de Thor". Entretanto, a marca soube dar um ar mais "descolado" ao XC40, especialmente na versão R-Design, que traz rodas aro 20 e opção de pintura bicolor (teto contrastando com a carroceria).

O acabamento interno tem detalhes de bom gosto, como as elegantes saídas de ar condicionado e o aplique texturizado no painel. Como todo caçula, o XC40 gosta de ser diferente. Chegamos, assim, ao cúmulo (positivo) de termos revestimento interno similar a um acarpetado nos porta-objetos das portas. Com isso, objetos pequenos não escorregam para dentro do porta-mapas, ainda que cause estranheza ver este tipo de uso para o material.

Quatro adultos viajam com conforto, graças à boa distância entre eixos de 2,70 metros. O XC40, aliás, é maior do que seus concorrentes diretos, reforçando a sensação de imponência.

A suspensão tem calibragem firme. Juntamente com as rodas grandes, calçadas com pneus de perfil baixo (sobretudo na versão R-Design), vem uma vantagem e um problema. A virtude é a boa estabilidade nas curvas: o XC40 transmite segurança mesmo quando abusamos em curvas mais sinuosas. Em contrapartida, os ocupantes sentem demais os desníveis do solo, especialmente em trechos de piso ondulado.

Mas a grande atração do XC40 é a oferta do "Pilot  Assist", sistema oferecido de série na versão R-Design e como opcional (R$ 5 mil) nas demais. A promessa dele é auxiliar o motorista no controle do veículo em vias bem sinalizadas a até 130 km/h, cuidando de acelerações e frenagens, além de manter o carro na trajetória em curvas de grau de dificuldade mediano.

O sistema funcionou em todas as vezes em que foi acionado, até mesmo antecipando frenagens -- ou seja, brecando o carro antes de nossa reação normal ao trânsito. Há uma necessidade de adaptação do condutor ao carro, porém: a frenagem de emergência, mais forte, também acabou sendo ativada pelo menos três vezes, mesmo com nosso pé sobre o pedal do freio, enquanto esperávamos pela parada total do trânsito. Essa reação mais abrupta -- e ativa -- do carro rendeu um pequeno susto, nada mais.

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