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EUA liberam testes de carro autônomo sem motorista, mas ninguém participa

Divulgação
Atropelamento fez Uber suspender testes com carros autônomos Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

04/04/2018 10h44

Experimentos foram suspensos temporariamente por empresas após acidente fatal com carro do Uber

A Califórnia se tornou o primeiro estado norte-americano a permitir a realização de testes de veículos autônomos sem a obrigatoriedade de um motorista de emergência ao volante.

Entretanto, a informação do Mercury News é que nenhuma empresa formalizou um pedido para realizar testes – possivelmente pelo receio da ocorrência de novos acidentes com carros sem condutor, como o que ocorreu com o Volvo XC90 do Uber há algumas semanas.

"O departamento de veículos motorizados da Califórnia tem autoridade para validar o início de testes com carros autônomos sem motorista a partir do dia 2 de abril. Até o presente momento, porém, nenhuma empresa solicitou autorização para realizar um teste", afirmou um porta-voz do órgão de trânsito local.

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O fato não deixa de ser surpreendente, já que a Califórnia abriga o Vale do Silício, lar de muitas das empresas que organizam testes com veículos autônomos. Mas a situação não dá indícios de mudança a curto prazo.

Procurada pela reportagem do Mercury News, a Waymo (uma das companhias que mais realizam testes) afirmou que pretende realizá-los, mas não sem antes “tomar todas as providências necessárias” para fazê-los no futuro.

Nada de testes

O Uber não quis se pronunciar sobre o assunto, mas não deixa de ser interessante o fato de a empresa não ter renovado a permissão para realizar testes com veículos autônomos na Califórnia. Isso significa que, caso mude de ideia, o Uber precisará entrar com um novo pedido junto ao governo local.

A decisão foi tomada após a morte de Elaine Herzberg. A ciclista de 49 anos atravessou em frente ao SUV, que não esboçou qualquer tentativa de frenagem. Um vídeo mostra que a pedestre cruzava a via em um local sem faixa de pedestres e pouco iluminado. As imagens também revelam que o motorista ao volante do carro estava olhando para baixo e não viu Herzberg, reagindo apenas após o impacto.

A polícia de Tempe, no Arizona, analisou o registro e disse que o acidente não poderia ser evitado mesmo por um motorista humano. Ainda não se sabe se o condutor "emergencial" do Volvo será responsabilizado pelo ocorrido. Por enquanto, há apenas o anúncio de que todos os testes com carros autônomos foram paralisados pelo Uber – o que pode atrasar o desenvolvimento da tecnologia.

Tesla em xeque

As incertezas em torno da nova tecnologia também cresceram após o acidente fatal envolvendo um Tesla Model X. O motorista do SUV morreu após colidir com uma barreira divisória em uma estrada nos arredores de Mountain View, na Califórnia.

Após o anúncio da abertura das investigações para identificar as causas do acidente, a Tesla afirmou que o sistema de condução semiautônoma Autopilot estava acionado no momento da batida.

Segundo a marca, "nos momentos prévios à colisão (...) o piloto automático foi conectado", ressaltando que "o motorista havia recebido anteriormente várias advertências visuais e sonoras para colocar as mãos no volante, e a presença delas não foi detectada pelo volante nos seis segundos anteriores à colisão".

A Tesla afirma que o "motorista teve aproximadamente cinco segundos e 150 metros de alcance de visão antes de bater no obstáculo de concreto, mas os registros do veículo indicam que ele não reagiu". A fabricante, entretanto, não diz porque o sistema Autopilot (que conta com frenagem de emergência) não conseguiu identificar o obstáculo.

Ainda de acordo com a empresa, a extensão dos danos causados no veículo após a colisão ocorreu pelo fato de a barreira da pista "ter sido danificada em um acidente anterior sem ser substituída". "Nunca vimos este nível de dano em um Model X em nenhuma outra batida", afirmou a marca.

Este não é o primeiro acidente com vítima fatal dirigindo um Tesla no modo Autopilot. Em maio de 2016, o dono de um Model S perdeu a vida quando o carro colidiu contra um caminhão. Na ocasião, a fabricante afirmou que os sensores do veículo aparentemente foram enganados pela luz refletida pelo baú do caminhão (que tinha pintura cromada) e, sendo assim, não conseguiram identificar a curva feita pelo veículo maior.

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