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É fã de peruas? Veja opções usadas que podem custar menos de R$ 10 mil

Leonardo Felix/UOL
Estacionamento quase todo tomado por peruas na Suécia: fora do Brasil as stations seguem com audiência Imagem: Leonardo Felix/UOL

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL

02/03/2018 04h00

UOL Carros lista 20 modelos que podem agradar fãs de SWs

Houve um tempo em que stations  wagons eram carros de família. Hoje, com poucos exemplares zero km à disposição e a avalanche de SUVs, é preciso recorrer à "reserva natural" das peruas: o mercado de seminovas. Pelo menos uma notícia boa: ainda há diversidade nesse "ecossistema".

Isso porque é possível salvar da extinção desde modelos básicos e compactos, até stations médias e de marcas de luxo. Tem peruas de R$ 80 mil, importadas, com pegada esportiva e nível de requinte alto. E tem também modelos antigos, mas com potencial de se tornarem clássicos, acredite, por menos de R$ 10 mil.

Se você considera SUV carro de "modinha" e ainda está disposto a resgatar o espírito de carro familiar, UOL Carros separou 20 propostas de perua para você ficar de bem com o Ibama, ou melhor, com a família.

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1. Fiat Palio Weekend
Divulgação
Imagem: Divulgação

Foi lançada em 1997 como variante da linha Palio -- usa a mesma plataforma, datada de 1996. Ao longo de 20 anos de produção, teve uma infinidade de remodelagens, versões e motores, mas a que sempre chamou a atenção (e vendeu mais) foi a Adventure. Precursora entre modelos off-road lights, tem suspensão elevada, amortecedores diferenciados, pneus de uso misto e vários apliques para passar imagem de carro para uso no fora-de-estrada -- ela até ganhou bloqueio do diferencial em 2007. A receita foi usada em outros carros da Fiat (Idea, Doblò, Strada) e copiada por marcas concorrentes.

Boa safra: 2011.
Boa versão: Adventure 1.8 16V Locker com câmbio manual.
Preços: de R$ 30 mil a R$ 35 mil.
Pontos positivos: robustez, ergonomia, desempenho e posição de dirigir.
Pontos negativos: estepe de fácil furto, visibilidade lateral e engates do câmbio.

2. Peugeot 206 SW

A perua derivada do 206 surgiu em 2005 com desenho agressivo e acabamento caprichado para os padrões de carros compactos da época. A maçaneta da porta traseira na altura da coluna C é uma bossa. Teve versões com motores 1.4 e 1.6, além da aventureira Escapade, mas a Feline é a que tem melhor relação custo/benefício. Apesar de a caixa automática de quatro marchas não ser o primor de precisão, a diferença de preço para a manual é bem pequena e compensa pelo conforto.

Boa safra: 2008.
Boa versão: Feline 1.6 16V automática.
Preços: de R$ 17 mil a R$ 20 mil.
Pontos positivos: acabamento e isolamento acústico.
Pontos negativos: espaço no banco traseiro, acerto da suspensão e manutenção.

3. Peugeot 207 SW

Veio em cima do controverso 207 brasileiro, que usava a arquitetura do velho 206 com a casca da nova geração do compacto. A versão Escapade do "206,5" pelo menos tem a receita de bolo da proposta aventureira, com pneus de uso misto, suspensão mais alta, molduras nos para-lamas e para-choques com acabamentos diferenciados, entre outros. A linha 2012 -- última em produção -- passou a ter painel de instrumentos com fundo branco.

Boa safra: 2012.
Boa versão: Escapade 1.6 16V manual.
Preços: de R$ 24 mil a R$ 27 mil.
Pontos positivos: desempenho, acabamento e posição de dirigir.
Pontos negativos: espaço no banco traseiro, espaço no porta-malas e comportamento dinâmico.

4. Chevrolet Corsa Wagon

Essa durou pouco, de 1997 a 2001, mas deixou saudades. Trazia as virtudes da plataforma ainda moderna do hatch de primeira geração com espaço extra no porta-malas. Era equipada com motores 1.6, porém, se você não quer gastar com manutenção, opte pelas versões GL com motorização 8V. As 16V da GLS costumam dar mais dor de cabeça -- mas em compensação, são as mais completas.

Boa safra: 2001.
Boa versão: GL 1.6 8V.
Preços: de R$ 9 mil a R$ 11 mil.
Pontos positivos: dirigibilidade, acerto da suspensão e manutenção.
Pontos negativos: acabamento, engates do câmbio e desempenho.

5. Volkswagen SpaceFox
Divulgação
Imagem: Divulgação

A perua argentina sobrevive, mas muitos dão seus dias como contados com a renovação da linha VW, que inclui 20 lançamentos até 2020. Enquanto não sai de linha, a station tem no espaço interno e no motor 1.6 MSI de 110/120 cv -- com câmbio de seis marchas e direção elétrica -- seus trunfos. E mesmo que se aposente, ao pegar uma seminova com dois anos de uso, a perda de dinheiro é menos sentida -- até porque os modelos 2016 já passaram pela reestilização.

Boa safra: 2016.
Boa versão: Highline 1.6 16V MSI com câmbio manual.
Preços: de R$ 54 mil a R$ 61 mil.
Pontos positivos: espaço, desempenho, acerto do câmbio e custo de manutenção.
Pontos negativos: acabamento, isolamento acústico e visibilidade traseira.

6. Volkswagen Parati

A mais veterana das stations listadas usa a base do Gol Bolinha, de 1994, e o tempo se faz sentir no espaço interno, estabilidade e na posição de dirigir -- a Parati não seguiu a terceira geração do hatch, em 2008. Em compensação, se vale da robustez mecânica e da manutenção confiável. Entre os muitos motores que passaram, os 1.6 8V são os que ajudam nessa reputação. Para quem torce o nariz para o desenho, a série Surf (que praticamente virou versão) tem elementos diferenciados, interessantes e discretos, como rodas de liga leve e banco de couro.

Boa safra: 2010.
Boa versão: Surf 1.6 8V flex.
Preços: de R$ 25 mil a R$ 29 mil.
Pontos positivos: custo de manutenção, robustez e desempenho.
Pontos negativos: espaço, comportamento dinâmico e posição de dirigir.

7. Volkswagen Jetta  Variant

Outra que teve vida curta no Brasil (2008 a 2013), mas controversa. Usava a frente do Golf 6 que nunca foi comercializado no país -- aqui pulou-se do 4 para o atual 7. Além disso, não acompanhou a adoção dos motores 2.0 aspirado e turbo do sedã -- ela usou sempre o bom, mas beberrão, 2.5 cinco cilindros de 170 cv. O nível de equipamento e de espaço, porém, a torna uma perua bastante procurada como carro seminovo.

Boa safra: 2012.
Boa versão: 2.5 20V Tiptronic.
Preços: de R$ 43 mil a R$ 52 mil.
Pontos positivos: conforto, desempenho, acerto do câmbio e nível de equipamentos.
Pontos negativos: custo de manutenção, preço do seguro e acabamento.

8. Volkswagen Golf  Variant

A substituta da Jetta  Variant começou a ser importada do México em 2015 com o apelo da esportividade do hatch. Essa proposta é reforçada pela suspensão mais firme -- boa para estrada, mas fruto de reclamações de quem quica nos buracos da cidade -- e do motor 1.4 turbo TSI de 140 cv, que arranca suspiros. Esse motor passou a beber flex e a gerar 10 cv a mais na linha 2017, mas adotou câmbio automático Tiptronic. Nossa sugestão é pegar os modelos anteriores, que mantêm o motor só a gasolina menos potente, porém, com a renomada e eficiente transmissão DSG, automatizada de dupla embreagem.

Boa safra: 2015.
Boa versão: Highline 1.4 TSI DSG.
Preços: de R$ 83 mil a R$ 94 mil.
Pontos positivos: desempenho, comportamento dinâmico e posição de dirigir.
Pontos negativos: acerto da suspensão para a cidade, espaço no banco traseiro e custo de manutenção.

9. Ford Mondeo  SW

Esse pode ser um futuro clássico, por isso mesmo é difícil de achar e exige muita pesquisa em relação ao seu passado. Isso porque as primeiras Mondeo SW foram frutos de importação independente -- a Ford só trazia o sedã da Bélgica -- e muitos donos da perua não faziam a manutenção correta. A boa é que o motor 2.0 Zetec de 136 cv é mais simples de manter por aqui, pois equipava o Focus. Além disso, a frente com faróis que remetem ao carro do Batman garantem exclusividade.

Boa safra: 1997.
Boa versão: CLX 2.0 16V.
Preços: de R$ 6.500 a R$ 8 mil.
Pontos positivos: espaço, nível de equipamentos e acabamento.
Pontos negativos: custo de manutenção, desvalorização e acerto da suspensão.

10. BMW 328i Touring
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Imagem: Divulgação

Para muitos é o melhor dos dois mundos: a esportividade da marca alemã em carroceria "familiar". A station baseada no Série 3 tem tudo que se espera numa "bê-eme": motor de seis cilindros aspirado com 193 cv e tração traseira. O câmbio é automático de cinco marchas e nem mesmo o entre-eixos de 2,70 m compromete a pegada mais arrojada da perua, além de garantir espaço no banco de trás -- em detrimento do apenas razoável volume no porta-malas, de 370 litros.

Boa safra: 1997.
Boa versão: 2.8 24V.
Preços: de R$ 30 mil a R$ 48 mil.
Pontos positivos: desempenho, espaço interno, comportamento dinâmico e acabamento.
Pontos negativos: custo de manutenção, volume do porta-malas e visibilidade.

11. Subaru  Outback

Uma station wagon que pode ser chamada verdadeiramente de crossover, com tração integral e 22 cm de vão livre do solo. Foque na quinta geração do modelo, que usa o sempre divertido motor Boxer, com seis cilindros opostos, aliado a uma caixa automática de cinco marchas. São 256 cv e um generoso torque de 35,7 kgfm, suficiente para deixar o carro à vontade em situações de ultrapassagens. Depõe contra a Outback a rede de concessionárias pequena e o custo de manutenção.

Boa safra: 2013.
Boa versão: 3.6 24V 4x4.
Preços: de R$ 85 mil a R$ 90 mil.
Pontos positivos: desempenho, robustez e comportamento dinâmico.
Pontos negativos: custo de manutenção, custo do seguro e posição de dirigir.

12. Fiat Marea Weekend

Muitas verdades, e também muitas lendas, permearam a vida dessa station wagon. Mas UOL Carros já mostrou que quem tem Marea garante que tudo é meio exagerado. De fato, a manutenção não é das mais baratas, mas o carro esbanja conforto e dirigibilidade. As versões Turbo são difíceis e caras -- e além disso, os primeiros modelos com motores FiveTech de cinco cilindros deram muito problema devido aos padrões europeus de aplicação… no Brasil. Uma pedida é procurar por carros a partir da linha 2003, equipados com o 2.4 20V de 160 cv, mas veja se os donos fizeram a manutenção correta, de preferência em concessionária.

Boa safra: 2003.
Boa versão: HLX 2.4 20V automática.
Preços: de R$ 16 mil a R$ 20 mil.
Pontos positivos: dirigibilidade, ergonomia e desempenho.
Pontos negativos: custo de manutenção, liquidez e isolamento acústico.

13. Peugeot 306 Break

É impressionante como, passados mais de 17 anos, ainda é possível achar muita versão bem cuidada da station wagon do 306. Conforto, desempenho e acabamento interno marcaram a vida curta do modelo importado da Espanha entre 1998 e 2001, mas o motor de 112 cv não dava conta da perua de 1.200 kg. Opte, inclusive, pelo último ano, já com a reestilização -- contudo, fique de olho em barulhos na suspensão e na parte elétrica.

Boa safra: 2001.
Boa versão: Soleil 1.8 16V manual.
Preços: de R$ 8 mil a R$ 10 mil.
Pontos positivos: acabamento, conforto e dirigibilidade.
Pontos negativos: engates do câmbio, desempenho e custo de manutenção.

14. Peugeot 307 SW

Além de esbanjar conforto e sofisticação, essa ainda tem o charme do teto panorâmico de vidro -- isso lhe rendeu indicação como "Usado Legal" especial de seminovos com teto-solar. O espaço interno chama a atenção, assim como o porta-malas com capacidade para 562 litros. Mas o diferencial é um verdadeiro teto de vidro para o desempenho da 307 SW, pois os reforços estruturais tornaram-a uma perua pesada, com mais de 1.300 kg, e o motor de 143 cv pena para lidar com isso, principalmente em baixos giros. O bom é que esse reforço também resulta em uma station com rigidez excelente.

Boa safra: 2007.
Boa versão: Feline 2.0 16V Automática.
Preços: De R$ 18 mil a R$ 21 mil.
Pontos positivos: acabamento, conforto e estabilidade.
Pontos negativos: desempenho, acerto da suspensão e custo de manutenção.

15. Toyota Fielder
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

A variante perua do Corolla trazia consigo a boa reputação da marca e do modelo. Faz jus às origens com um comportamento dinâmico correto, desempenho competente e excelente conforto no rodar, mas peca pelo entre-eixos de médios antigos (com 2.60 m, é menor que um Renault Logan), o que compromete o espaço no banco de trás. Outro problema é que só virou flex em 2007, no seu último ano de vida, e a caixa automática de quatro marchas compromete as retomadas. Só que ter uma Fielder manual é perder dinheiro e comprometer sua liquidez.

Boa safra: 2008.
Boa versão: SE-G 1.8 16V Flex automática.
Preços: de R$ 27 mil a R$ 31 mil.
Pontos positivos: comportamento dinâmico, isolamento acústico e custo de manutenção.
Pontos negativos: espaço no banco traseiro, acerto do câmbio automático e nível de equipamentos.

16. Audi A4 Avant

As station wagons da Audi costumam ser divertidas e com a do A4 não é diferente. Ainda mais a quarta geração, com opções de motor 2.0 turbo de 183 cv e 214 cv, vendidas a partir de 2008 -- acredite, a versão menos potente já eriça as mais conservadoras sobrancelhas, principalmente com seus 32 kgfm disponíveis nas 1.500 rpm. Até mesmo o câmbio CVT  Multitronic se sai bem nessa história, com oito marchas simuladas. Só fique atento à parte elétrica e a sinais de borra no reservatório de óleo.

Boa safra: 2011.
Boa versão: Ambiente 2.0 TFSI 183 cv Multitronic.
Preços: de R$ 64 mil a R$ 74 mil.
Pontos positivos: desempenho, acabamento e comportamento dinâmico.
Pontos negativos: custo de manutenção, desvalorização e custo do seguro.

17. Hyundai  i30  CW

O ano era 2010 e o Grupo Caoa vendia i30 aos borbotões. Com fila de espera e para não deixar a concorrência se fazer com a falta do médio, a empresa tratou de iniciar a importação da versão perua. Mas a i30 CW só durou dois anos, com o mesmo custo/benefício agressivo do irmão hatch e conjunto mecânico que só fica no "competente": motor de 145 cv não conversa bem com a transmissão automática de quatro marchas. Já a versão manual é difícil de achar e desvalorizada.

Boa safra: 2011.
Boa versão: CW 2.0 16V AT.
Preços: de R$ 33 mil a R$ 38 mil.
Pontos positivos: nível de equipamentos, dirigibilidade e conforto.
Pontos negativos: custo de manutenção, desvalorização e acerto do câmbio automático.

18. Citroën Xsara Break

Outra raridade no mercado de stations. Traz o capricho no acabamento e o conforto inerentes à linha Xsara, mas também alguns de seus problemas -- o principal era na suspensão, pouco amigável para os padrões esburacados das ruas do Brasil. Aqui vamos sugerir a versão GLX, menos equipada, só que mais fácil de achar e com motor 1.6 de 110 cv, melhor para peças (apesar do câmbio manual). Esse 1.6 substituiu o 1.8 de 112 cv a partir da linha 2001, quando houve reestilização. Tinha também o 2.0 de 138 cv, com fama de pouco econômico em consumo de combustível.

Boa safra: 2001.
Boa versão: GLX 1.6 16V.
Preços: de R$ 9 mil a R$ 11 mil.
Pontos positivos: conforto, acabamento interno e posição de dirigir.
Pontos negativos: acerto da suspensão, custo de manutenção e desempenho.

19. Volvo XC70

Outro crossover de verdade, com tração nas quatro rodas, acerto diferenciado de suspensão e boa altura do solo. A boa da configuração aventureira do V70 é o motor 2.5 turbo com 210 cv e torque de 32,6 kgfm (a 1.500 rotações). Como todo modelo da marca, esbanja itens de segurança (seis airbags e controles de estabilidade e de tração), porém, peca em custo de manutenção e peças.

Boa safra: 2005.
Boa versão: Cross Country 2.5T AWD.
Preços: de R$ 32 mil a R$ 35 mil.
Pontos positivos: robustez, nível de equipamentos, conforto e comportamento dinâmico.
Pontos negativos: liquidez, desvalorização e custo de manutenção.

20. Renault Mégane  Grand  Tour
Carta Z Notícias
Imagem: Carta Z Notícias

Uma das últimas stations  wagons médias a serem produzidas no Brasil, a Grand  Tour tem custo/benefício bem interessante, ainda mais a partir da linha 2010. Espaço condizente, conforto e nível de equipamentos da versão Dynamique são os destaques, enquanto o motor 2.0 de 143 cv (apenas a gasolina) move a perua na cadência da proposta familiar do carro. Conjunto suficiente para ser dica de Usado Legal em UOL Carros.

Boa safra: 2010.
Boa versão: Dynamique 2.0 16V automática.
Preços: de R$ 26 mil a R$ 29 mil.
Pontos positivos: nível de equipamentos, conforto e acerto da suspensão.
Pontos negativos: desvalorização, acabamento e acerto do câmbio automático.

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