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Novo motor 2.0 da Toyota parece feito na medida para o próximo Corolla

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Teaser da 12ª geração do Toyota Corolla na carroceria hatch; modelo será revelado no Salão de Genebra 2018 Imagem: Divulgação

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

27/02/2018 04h00

Fabricante confirmou nova geração do modelo e novas tecnologias de propulsão no mesmo dia. Mera coincidência?

A Toyota fez dois anúncios intrigantes em um mesmo dia -- no caso, esta segunda-feira (26). O primeiro: vai mostrar no Salão de Genebra, em março, a 12ª geração do Corolla na carroceria hatch (que não é vendida no Brasil, mas obviamente indica como serão a nova plataforma e o nível de equipamentos atribuídos ao novo modelo).

Segundo, anunciou o desenvolvimento de novas soluções de trem-de-força, incluindo um inédito motor 2.0 (em uso convencional ou híbrido) voltado a veículos da plataforma TNGA, dotado de "tecnologias redutoras de tamanho, peso e perda [de energia]". De acordo com a fabricante, o propulsor a combustão atingirá a casa de 40% de eficiência térmica, e terá como destaque o aumento substancial do torque.

O que um anúncio tem a ver com o outro? Bem... a fabricante já confirmou que esta nova motorização deve ser aplicada à atual geração do Prius, mas convenhamos: ela tem a cara do Corolla. Considerando que o modelo médio ganhará uma nova geração até ano que vem, utilizando a base TNGA, fica fácil ligar os pontos.

Será este o motor que a Toyota desenvolve para transformar em flex no Brasil? Esta resposta ainda não temos, mas UOL Carros pode afirmar que a unidade híbrida bicombustível, seja de 1,8 ou 2 litros, já está em estágio final de desenvolvimento no Japão. Em março a marca oficializará o início dos testes em solo brasileiro com mulas do Prius de geração antiga.

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A Toyota também anunciou a criação de uma caixa de câmbio CVT dotada de um sistema auxiliar inédito, denominado "engrenagem de partida". Trata-se de um conjunto de engrenagens que atua para fazer a transmissão inicial de torque do motor para as rodas no momento da arrancada, solucionando a "sensação de lentidão" proporcionada pelo CVT convencional.

A fabricante chama a solução de "DSG-CVT", traduzido para "CVT com troca de marcha direta" em português. No anúncio a montadora aponta uma expansão nas relações de marcha e economia de combustível na casa de 6% em relação à caixa CVT utilizada atualmente, além de "experiência de condução direta e suave".

Todos esses dados, diz o comunicado, estão relacionados a propulsores "da classe 2.0". Ou seja... Podemos esperar que a nova família de motores estará acoplada a esse câmbio.

O comunicado também apontou o futuro lançamento de uma nova caixa manual de seis marchas para veículos da matriz TNGA, munida de ajuste automático de rotações do motor nas trocas, e de novos sistemas de tração integral -- AWD com vetorização dinâmica de torque às rodas traseiras, utilizada por veículos a combustão; e E-Four, com utilização da propulsão elétrica para aumentar em 30% o torque entregue às rodas traseiras.

Ainda segundo o comunicado, os projetos anunciados são apenas quatro dos componentes planejados para compor a plataforma global, que ao todo será ramificada em 17 versões de nove motores e 10 versões de seis transmissões até 2021.

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