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App que promete mostrar quanto seu carro gasta funciona? UOL Carros testou

André Deliberato/UOL
Engie é aplicativo que promete mostrar quanto seu carro gasta em tempo real Imagem: André Deliberato/UOL

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

12/02/2018 04h00

Engie, feito pelos criadores do Waze, foi avaliado por uma semana

Quanto você gasta para ir de carro ao trabalho todos os dias? Parece uma pergunta simples, mas provavelmente você precisará quebrar a cabeça e fazer contas para ter um número exato. Só que um aplicativo conectado a um dispositivo promete fazer isso para você.

Falamos do Engie, criado pela mesma empresa israelense responsável pelo Waze, que chegou ao Brasil no final de 2017. No lançamento, os executivos afirmaram que o Engie poderia servir como um "mecânico virtual", ajudando quem não entendem de "graxa e parafusos" a sacar o que está acontecendo com o carro; ao mesmo tempo, listaria oficinas para fazer um possível reparo e, na sequência, dar notas ao serviço prestado.

UOL Carros testou o serviço em carros novos e usados mais e menos completos -- Volkswagen up!, Honda HR-V, Ford Fiesta 2018 e Citroën C4 Grand Picasso -- por uma semana e diz agora o que achou.

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Como funciona

Entre outras funções, o Engie é capaz de calcular o quanto em dinheiro um carro gastou por percurso, independentemente da distância.

Para isso, é preciso usar o aplicativo -- que pode ser baixado gratuitamente nas lojas "Google Play" e "App Store" -- e pareá-lo com uma caixinha, que será conectada ao carro. Esta caixinha é paga e pode ser encomendada pelo próprio app. Ela custa iniciais R$ 69 (preço atualizado após o término da promoção de pré-venda), que pode não ser um valor atraente para todo mundo. Falaremos mais sobre isso.

Via dispositivo, o aplicativo se conecta à porta OBD2 do veículo -- em geral, ela fica abaixo do painel do lado do motorista. Um primeiro senão: abrir ou arrancar uma portinhola sob o painel do carro parece algo "assustador" a princípio, mas não é perigoso como parece, contanto que você use uma chave de fenda e saiba onde ela está localizada. Vale consultar este site para saber a localização exata em seu carro -- o link, aliás, surge no próprio aplicativo quando você clica na opção de pareamento.

Conectado o apetrecho, basta um rápido pareamento via Bluetooth com o aplicativo para que ele possa começar a ser usado.

Todo o restante é feito automaticamente e o cálculo depende apenas do motorista colocar o valor pago pelo litro do combustível. A fabricante alerta que ele é compatível com a maioria dos carros a gasolina ou flex fabricados após 2002, e, no caso de veículos movidos a diesel, com aqueles produzidos de 2005 em diante.

Esse "em diante" é o principal ponto: quem é dono de um carro mais atual, fabricado nos últimos três ou quatro anos -- sobretudo se o modelo for importado ou custar mais de R$ 100 mil, por exemplo -- pode não encontrar muita serventia no Engie. A função de diagnósticos do aplicativo já estará presente em alguma das janelas dos computadores de bordo bastante completos dos carros mais atuais -- todos os modelos novos testados nos provaram isso. E mesmo a indicação de oficinas mecânicas do Engie pode ficar abaixo do serviço prestado por atendimentos "concièrge" de Chevrolet OnStar (de todos os modelos da GM), Ford Pass (lançado recentemente) a similares de Mercedes-Benz, BMW, Volvo etc.

André Deliberato/UOL
Aplicativo se vale de um dispositivo que é conectado na porta OBD2 do veículo Imagem: André Deliberato/UOL

Central de dados

Para quem não tem um modelo de luxo ou um carro último tipo, o Engie ajuda a estabelecer o quanto se gasta sempre que você usa o carro de forma prática, além de entregar a plenitude das outras funções. Uma delas -- interessante para quem é mais esquecido -- é marcar o local onde você deixou seu carro. Também há um histórico onde é possível visualizar os dados dos últimos trajetos feitos. 

Além do lado "planejamento", ele também atua como espécie de "scanner" do veículo -- o tal mecânico virtual. Para tal, basta apertar um botão no aplicativo e ele irá fazer uma varredura capaz de encontrar mensagens de erro na central eletrônica.

De acordo com a empresa, o Engie pode encontrar defeitos no motor, freios, sistema de direção e na parte eletrônica, além de dar diagnósticos sobre estado da bateria e do alternador e monitorar possíveis oscilações da temperatura do motor.

Reprodução
Uma vez conectado o aparelho, basta um rápido pareamento com o aplicativo e ele pode começar a ser usado Imagem: Reprodução

Se por um lado isso atende mais ao público entusiasta por mecânica, por outro pode ser de grande ajuda para quem não é tão íntimo com as entranhas do carro, mas desconfia que há algo errado. Ou, ainda, serve para checar se serviços realizados em oficinas mecânicas, de fato, foram feitos. Todos os resultados são exibidos de maneira intuitiva e sem complicação -- outro ponto positivo da interface do Engie.

Por fim, o aplicativo também conta com uma base de dados de oficinas mecânicas das redondezas e suas especialidades. Caso o escaneamento do dispositivo detecte alguma anomalia, é possível conseguir um orçamento do conserto pelo próprio aplicativo. No geral, não faz milagres, mas cumpre o que promete 

Vale a pena?

Considerando apenas o cálculo de custo de cada trajeto, o Engie ofereceria apenas uma comodidade adicional para obter esse tipo de informação de maneira automática e constante. Afinal, qualquer pessoa pode anotar preço do combustível, zerar odômetro e calcular o valor gasto usando uma calculadora e tendo por base os dados apresentados até mesmo nos computadores de bordo mais simples, mas é pouco provável que alguém faça isso diariamente.

A capacidade de diagnosticar possíveis defeitos e também de checar se serviços realizados realmente sanaram problemas tornam o Engie um dispositivo interessante.

Há que se frisar que é preciso conectar o dispositivo ao celular via Bluetooth para ter os dados registrados -- algo simples, a princípio, mas que pode ter algumas incompatibilidades, dependendo do tipo de celular. 

Por fim, vale repetir: se seu carro for mais antigo e/ou sem um computador de bordo completo, vá em frente. Se for um modelo atual, o uso acaba sendo desnecessário.

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