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Mão na roda: cuidar bem dos pneus evita acidentes, mesmo debaixo de chuva

Alessandro Reis, Lucas Menegale, Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

31/01/2018 11h29

Calibrar direito, prestar atenção ao estado dos pneus e seguir o manual do carro são dicas de ouro, dizem especialistas

Pouca gente dá bola para eles, mas os pneus são considerados itens fundamentais dos carros e motos (parece óbvio, mas...). Além de sustentar o veículo e filtrar irregularidades do asfalto que deixariam a viagem bastante desconfortável, são eles que fazem o carro seguir suave ou mesmo frenar com segurança. Isso se você estiver tratando deles corretamente. Se for um desleixado quanto a manutenção e prazo de troca, eles podem te fazer perder o controle e não terminar a viagem.

UOL Carros mostra agora uma série de dicas de calibração, manutenção e até de troca dos pneus para seguir sua viagem com segurança, mesmo debaixo de muita água. Pneus em bom estado e uma boa noção de como agir fazem diferença mesmo no pior dos cenários, a aquaplanagem, que é justamente quando eles deixam de ter contato com o asfalto por frações de segundo por conta da enorme quantidade de água acumulada sobre a pista.

Quanto pior o estado dos pneus, maiores são os riscos. Fique atento!

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Quando calibrar?

Todo o pneu perde em média uma libra (1 psi) por mês, mesmo com a válvula em perfeitas condições. Portanto, verifique a pressão a cada 15 dias em um posto ou centro automotivo.

Como calibrar?

Faça a calibragem com os pneus frios, de preferência pela manhã. Evite calibrar se o veículo tiver rodado mais que cinco minutos, pois já estão quentes. O ar quente se expande e, por conta disso, a pressão informada é maior que a real. 

Não se esqueça de calibrar o estepe juntamente com os demais pneus, com a pressão adequada (mais cheio ou mais vazio) para a quantidade de carga que você costuma transportar. Nunca se sabe quando você vai precisar de um estepe em condições adequadas.

Siga a indicação do manual, não do frentista ou do técnico. Há indicações para automóveis com mais ou menos carga. E há modelos, ainda, que contam com uma pressão para as rodas dianteiras e outra para as traseiras, além do critério da carga.

Qual a pressão certa?

Como avaliar se o veículo está com ou sem carga? Qual a pressão correta? Bartels aponta que, para carros, basta estar com todos os passageiros a bordo e com o porta-malas carregado, não necessariamente cheio, para adotar a calibragem recomendada no manual para carga. Caso contrário, deve-se optar pela pressão sem carga, mais baixa.

Tem gente que costuma colocar uma pressão maior que a recomendada nos pneus "para deixar o carro mais leve" nas manobras de estacionamento, em carros sem direção assistida. Outros põem menos pressão para deixar o veículo mais confortável. Também tem aqueles que, orientados pelo frentista do posto, colocam uma pressão "genérica" nos pneus, por não lembrarem ou por nunca terem conferido as orientações do manual do veículo. 

Quaisquer dessas práticas poderão reduzir a vida útil dos pneus e de outros componentes, além de colocar em risco a segurança.

"Tem de seguir rigorosamente as especificações recomendadas no manual do veículo, que podem estar também na tampa do bocal do combustível ou na coluna da porta dianteira", destaca Eliel Bartels, gerente de engenharia do CTTi (Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação).

"Posso até colocar três libras a menos e o veículo ficar mais confortável ao rodar, porém prejudica o controle. É como ajustar o módulo do motor e a injeção de combustível para obter mais torque e potência, ao preço de elevar o consumo e de reduzir a vida útil de componentes do motor, que muitas vezes não foram projetados para esse ganho em desempenho", completa o especialista

"O que tem mudado, com o passar dos anos, é que as calibragens recomendadas pelas montadoras têm pedido mais pressão. Nos anos 80, a média era de 28 psi e hoje subiu para algo entre 32 e 33 psi. Isso acontece porque os pneus têm ficado mais baixos e largos com o passar dos anos, recebendo maior volume de ar e, consequentemente, mais pressão. A popularização dos SUVs, que requerem pneus maiores e mais reforçados, também contribuiu para elevar a média", explica.

Alinhamento

Para garantir o desgaste regular dos pneus, poupar combustível e estender sua vida útil, não atente apenas para a calibragem. Verifique regularmente o alinhamento e o balanceamento das rodas.

Ao alinhar as rodas, cheque antes a calibragem correta dos pneus. Pneus com pressão abaixo da recomendada também ficam mais baixos e mudam de diâmetro, prejudicando o alinhamento correto.

E se chover?

Por ser rugoso, o asfalto armazena poeira, detritos e óleo enquanto seco, mas nos primeiros minutos da chuva, a água traz toda essa sujeira à superfície e faz com que o piso fique muito liso. Por isso, recomenda-se, como melhor ação, aguardar o auge da chuva passar e observar a situação da pista.

Depois de dez minutos do auge, volte a rodar sempre com velocidade reduzida. Segundo Rafael Astolfi, gerente da Continental Pneus, o asfalto molhado exige 50% a mais de pista para fazer uma frenagem, na comparação com asfalto seco. Se estiver muito molhado, o espaço necessário pode ser até três vezes maior. Como você vai calculas? Pois é, não vai. Então, reduza um pouco a velocidade.

Em testes, pilotos de prova comprovaram que é possível controlar o carro em velocidades mais baixas, de até 60 km/h. Para veículos de duas rodas, o limite é ainda mais sensível: 50 km/h. Repare que este é o limite de velocidade em vias urbanas. 

Aquaplanagem

Com a água, detritos e mais a velocidade do veículo, há o risco da banda de rodagem do pneu perder o contato com o asfalto. A aquaplanagem acontece quando os sulcos do pneu não dão conta de retirar a água do solo na velocidade necessária.

Ou seja: nada de rodar com pneus carecas, onde a banda de rodagem se degradou e os sulcos desapareceram. Nem de esquecer de calibrar corretamente, de novo, seguindo o manual (sem esquecer do estepe).

Quanto à velocidade, a situação de aquaplanagem pode ocorrer em circuito urbano, mas é mais raro, justamente por velocidades mais baixas serem praticadas. Ainda assim, voltamos ao dito no item anterior: reduzir velocidade já é o bastante para evitar surpresas ruins.

Acima de 80 km/h (70 km/h para motos), o controle do carro já fica comprometido em pista muito molhada. A partir de 100 km/h, normal em rodovias, fica inviável controlar o carro, caso ele entre na situação de aquaplanagem.

Se isso ocorrer, Astolfi e todos os especialistas são muito claros: não se afobe, nem freie! Tire o pé do acelerador para reduzir a velocidade. Tente conduzir o carro, sem qualquer movimento brusco de volante, de volta ao estado normal, de contato dos pneus com o asfalto. De moto, reduza a velocidade e, ao reassumir o controle, dose a frenagem entre dianteira e traseira.

 

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