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Avaliação: o carro mais econômico do Brasil é um Porsche de R$ 529 mil

Leonardo Felix

Do UOL, em Indaiatuba (SP)

24/12/2017 08h00

Porsche Panamera e-Hybrid, configuração híbrida do sedã de luxo, vai a 278 km/h e, ao mesmo tempo, faz 26 km/l. Descubra como

"O carro mais econômico do Brasil no ciclo de estrada, com autonomia de 26 km/l". Parece que estamos falando de um Volkswagen up! TSI, de um Renault Kwid ou, no máximo, de um Toyota Prius. Mas não: trata-se do Porsche Panamera e-Hybrid, configuração híbrida (com recarga externa) da nova geração do sedã esportivo, que já chegou este mês nas lojas da marca.

De toda forma, os dados são passados pela Porsche do Brasil. O Inmetro ainda traz Toyota Prius, Peugeot 208 1.2 e Ford Fusion Hybrid como os mais econômicos do país.

Quem quiser dirigir esse modelo tão econômico e, ao mesmo tempo, tão potente (são 462 cv gerados de maneira combinada pelos motores a combustão e elétrico) terá que desembolsar pelo menos R$ 529 mil, seu preço de partida. Com todos os opcionais o modelo passa de R$ 560 mil. Há ainda a versão Turbo S e-Hybrid, V8 de 680 cv, que custará R$ 1.233.000.

UOL Carros teve contato rápido com a configuração de 462 cv em teste de algumas voltas pelo circuito fechado da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP), e pôde conferir como um três-volumes grandalhão e forte desse jeito conseguiu ficar tão econômico.

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Combinação inteligente

O grande segredo está no "diálogo" extremamente inteligente entre os dois sistemas de propulsão do Panamera e-Hybrid: um V6 turbocomprimido a gasolina (com duplo rotor) de 330 cv e 45,9 kgfm e um motor elétrico aninhado ao conjunto de transmissão que, sozinho, é capaz de gerar 136 cv e 40,8 kgfm.

Somadas as forças, chegamos aos tais 462 cv de potência, sendo 71,4 kgfm de torque. Só que a Porsche sabe que quase nunca será preciso ter acesso a tanta força. Por isso criou uma complexa lista de modos de condução que demandam diferentes tipos de atuação dos dois propulsores, resultando num excepcional grau de versatilidade.

No modo E-Power a força é toda gerada pelo motor elétrico, sendo alimentada por uma bateria de 14 kWh. Aqui é possível andar até 50 quilômetros e atingir 140 km/h sem precisar ativar o motor a combustão. Ótimo para economizar combustível ao dar a partida ou, por exemplo, manobrar em zonas de estacionamento.

Já o Hybrid Auto mescla ambas, promovendo uma seleção inteligente de qual tipo de propulsão deve ser priorizado -- com base nos dados de utilização do veículo e, quando possível, até mesmo no cálculo da relação entre consumo e distância até o destino final programada no navegador. Ideal para uso na cidade ou mesmo para trafegar em velocidade de cruzeiro numa rodovia.

Este modo é subdividido em outros dois, denominados E-Hold e E-Charge, cujo foco é usar energia do motor a combustão para, respectivamente, manter estável ou recarregar a bateria elétrica.

Versão Turbo do Panamera também faz dele o sedã mais rápido do mundo

Já o outro lado...

Por fim, os modos Sport e Sport+ priorizam a combustão e utilizam a força do motor elétrico como boost a fim de atingir os picos de potência e torque. Recomendável para uso somente em pista fechada. Aqui até o ronco do motor cresce (a partir de uma "marotagem" eletrônica) na cabine.

Assim, ao mesmo tempo em que promete autonomia de 18 km/l na cidade -- número inferior apenas aos 18,9 km/l do Prius nesta mesma condição -- e 26 km/l na estrada -- recorde no mercado brasileiro, superando os 17 km/l do híbrido da Toyota --, o Panamera e-Hybrid vai de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos e tem velocidade máxima declarada de 278 km/h.

Tudo isso usando um eficiente sistema de tração integral (que vai de 50:50 até 100% de torque entregue ao eixo traseiro) gerenciado por diferencial central e um velocíssimo câmbio automatizado de dupla embreagem com oito velocidades, sendo as duas últimas marchas voltadas ao overdrive.

Só é preciso ter cuidado com o comportamento bastante "traseiro" em curvas, fruto da distribuição de peso desequilibrada pelo de motor dianteiro. Nem mesmo a bateria de 130 kg posicionada sob o porta-malas consegue reduzir a inevitável tendência ao sobre-esterço.

Além disso, não espere agilidade em meio ao tráfego. Afinal, o modelo possui 5,05 metros de comprimento e 2,95 m de entre-eixos. A boa notícia é que as suspensões com amortecimento pneumático proporcionam variação de altura do solo e, assim, prometem ampliar o conforto. Quem sabe, com ela, seja possível evitar as costumeiras "raspadas" de para-choque nas desproporcionais valetas de São Paulo...

Outro fato curioso é que o preço inicial do híbrido está quase R$ 250 mil mais em conta que o da configuração convencional, o que mostra a intenção da Porsche de fazer dele o carro-chefe de vendas do modelo. A expectativa é que em 2018 o Panamera e-Hybrid responda por mais de 60% dos emplacamentos. Confira mais detalhes da versão em nosso álbum exclusivo.

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