Topo

Seu Automóvel

Usado legal: carro com teto solar por R$ 21 mil? Veja opções para o verão

Divulgação
Citroën C3 Solaris é um dos usados mais baratos à venda com teto solar: a partir de R$ 23 mil Imagem: Divulgação

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, do Rio (RJ)

22/12/2017 08h00

Atendendo à sugestão de um leitor, mostramos boas opções de usados com o item e damos dicas para comprar com segurança

O sol é para todos. Pelo menos no que diz respeito a automóveis. Nos últimos anos o teto solar se popularizou entre os carros e, com isso, é grande a quantidade de seminovos com o equipamento. Tem compacto de entrada, sedã, hatch médio, SUV…

Para quem tem aqui vai uma boa notícia: segundo dados da Webasto, fabricante alemã de tetos solares que fornece o componente a mais de 20 modelos à venda no mercado brasileiro, um veículo que possui o item chega a valorizar até 10% no mercado de usados em relação a outro de mesmo ano-modelo e com quilometragem próxima que não disponha dele.

Por isso, atendendo a um pedido do leitor Roberto Nini Rachman, UOL Carros reuniu algumas dicas para curtir o céu sem dor de cabeça -- e também uma lista de usados de diferentes tipos (e preços) que trazem o equipamento.

Veja mais

CNH será digital e virará "cartão de crédito
Brasil terá 13 novos itens obrigatórios
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe
Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

Quer comprar? Saiba como fazer

Os tetos solares evoluíram junto com os carros. Hoje, os sistemas de fechamento e abertura do equipamento, além das vedações, são bem avançados e práticos. Porém, exigem manutenção. Ao pesquisar usados, primeiro faça que nem seu filho de quatro anos: abra e feche diversas vezes o teto.

Observe se o botão está com bom contato e se o vidro responde prontamente ao comando. Além disso, fique atento ao deslizamento do teto. Se estiver emperrando em alguns pontos ou com ruídos durante a operação, pode ser sinal de falta de lubrificação ou de que chegou a hora de trocar as correias.

Essa verificação, inclusive, servirá para depois da compra. O Manual do Proprietário -- aquele livro, coitado, quase sempre esquecido no porta-luvas -- traz as recomendações para uso correto, assim como a eventual manutenção na concessionária.

Além disso, há lojas especializadas em teto solar que fazem revisões. Geralmente, estas incluem inspeção dos comandos elétricos e cabos que acionam o sistema, limpeza e lubrificação das canaletas e verificação das vedações de borracha. Os serviços variam entre R$ 100 e R$ 700.

Outra dica para antes de comprar o seminovo com teto solar é ficar atento aos detalhes. Se o vidro do equipamento estiver trincado corre-se o risco de ter problemas futuros. Também cheque se o forro do teto em volta de onde está instalado o acessório apresenta manchas ou partes estufadas, o que pode indicar vazamentos por má vedação.

Tomados os devidos cuidados, não faltarão escolhas para o fã de teto solar aproveitar o sol do verão 2018. UOL Carros separou 10 opções de compras de seminovos com o equipamento para diferentes gostos e bolsos. Ah, e se chover é só deixar o teto fechado, claro. Confira as dicas:

1. Audi A3 Sedan

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

O três-volumes da Audi é mais divertido que o hatch, com esportividade na dose certa e estabilidade exemplar. Se tornou brasileiro em 2015. Verdade que a suspensão traseira multibraço deu lugar ao eixo de torção e o câmbio automatizado de dupla embreagem foi trocado por um Tiptronic de seis marchas, mas o motor passou a ser flex e a potência saltou de 122 cv para 150 cv. Mas fique atento: só as versões Ambiente têm teto solar panorâmico.

+Boa safra: 2016
+Preços: de R$ 85 mil a R$ 95 mil.
+Pontos positivos: desempenho, comportamento dinâmico, dirigibilidade e acabamento.
+Pontos negativos: espaço no banco traseiro e custo de manutenção.

2. BMW 120i

Divulgação
Imagem: Divulgação

Ter um BMW, hatch e de porte médio, é um sonho de ostentação "acessível" para muita gente. O teto solar no caso do Série 1 só vem corroborar essa proposta. Os últimos anos da primeira geração do 120i são uma boa pedida (2010/ 2011). Apesar de o motor 2.0 de 156 cv a gasolina ser apenas competente para o conjunto, já tem duplo comando variável de válvulas na admissão e no escape e bastante força em baixos giros. Além disso, a alegria está garantida, principalmente na estrada, com a tração traseira, a distribuição quase perfeita entre os eixos e a suspensão multibraço. Observe, porém, possíveis vazamentos de óleo nos cabeçotes, problema recorrente do Série 1.

+Boa safra: 2011
+Preços: de R$ 54 mil a R$ 60 mil
+Pontos positivos: posição de dirigir, comportamento dinâmico e retomadas de velocidade.
+Pontos negativos: espaço, consumo e custo de manutenção.

3. Chevrolet Cruze

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

O modelo da General Motors é uma boa opção para quem quer conforto e status de um sedã médio com opção de teto solar. O equipamento pode ser encontrado nas versões topo de linha LTZ e o último ano de produção da primeira geração (2015, com a reestilização de fim de vida) tem custo-benefício interessante. O conjunto com motor 1.8 de 140/144 cv (gasolina/etanol) e caixa automática de seis marchas não empolga, mas a lista de equipamentos é farta, com controles de estabilidade e de tração, seis airbags, câmera de ré, bancos de couro, ar automático, controle de cruzeiro, retrovisores rebatíveis eletricamente, central MyLink, entre outros.

+Boa safra: 2015
+Preços: de R$ 52 mil a R$ 56 mil.
+Pontos positivos: equipamentos, ergonomia, posição de dirigir e liquidez.
+Pontos negativos: acerto da suspensão, acesso ao banco traseiro e acabamento.

4. Citroën C3 Solaris

Divulgação
Imagem: Divulgação

Bem antes de o C3 ostentar o modernoso para-brisa Zenith, seu antepassado já namorava com tetos panorâmicos. A primeira geração do compacto da marca francesa ganhou duas edições Solaris (2011 e 2012), que vinham equipadas com, entre outras coisas, teto solar. Baseada na topo de linha Exclusive, a série é bem equipada: ABS, airbag duplo, ar automático, sensores de chuva e de luminosidade e direção elétrica tão suave que possibilita manobrar o carro com o dedo. O acabamento é superior para o segmento e o motor 1.6 16V de 110/113 cv só não desenvolve melhor devido ao confuso câmbio automático de quatro marchas. Preste atenção à parte elétrica e à suspensão, que costuma sofrer na buraqueira.

+Boa safra: 2012
+Preços: de R$ 23 mil a R$ 28 mil
+Pontos positivos: posição de dirigir, acabamento, equipamentos e estabilidade.
+Pontos negativos: valor de revenda, escalonamento do câmbio automático e manutenção.

5. Fiat Palio (e família)

Divulgação
Imagem: Divulgação

Em 2012 a Fiat foi pioneira ao popularizar o teto "Sky Wind" -- como opcional, cabe ressaltar -- desde as versões mais básicas de sua linha compacta. Por isso, é possível encontrar um Palio Attractive 1.0 de entrada com teto solar por R$ 2 mil a mais, em média. Mas o item é facilmente encontrado nas configurações com motor 1.4 e 1.6 16V, a que oferece melhor desempenho, apesar de a lista de equipamentos de série pouco empolgar. O teto panorâmico tem vidros escurecidos e tela interna que diminui a claridade. Também passou a ser oferecido no Grand Siena. Ah, e claro: evite os modelos com câmbio Dualogic.

+Boa safra: 2015.
+Preços: de R$ 32 mil a R$ 35 mil (Essence 1.6 16V).
+Pontos positivos: ergonomia, robustez e liquidez.
+Pontos negativos: acabamento, custo do seguro e equipamentos.

6. Fiat Stilo Blackmotion

Divulgação
Imagem: Divulgação

Sem trocadilhos, hatch médio com teto solar esbanja estilo. Foi o que a Fiat fez com seu modelo que tinha desenho de Volkswagen, pegada esportiva e o inovador Sky Window. Funciona com cinco lâminas de vidro que se movem como uma sanfona e oferecem um generoso vão aberto. Foi lançado pela primeira vez na série Michael Schumacher, em 2004, mas virou opcional ao longo do tempo e de série na versão Blackmotion nos últimos anos de vida do carro. Bem equipada, a versão traz tons escurecidos na carroceria e nos vidros, rodas de liga leve, bancos de couro, além do motor 1.8 de 112/114 cv com o enfadonho câmbio Dualogic. Mas deve-se ficar ligado mesmo no "Sky Window". Projetado para ruas bem asfaltadas, o equipamento deu muita dor de cabeça aos proprietários devido às trepidações excessivas de nossas vias, que comprometeram o funcionamento de várias unidades.

+Boa safra: 2010.
+Preços: de R$ 26 mil a R$ 30 mil.
+Pontos positivos: conforto, equipamentos, ergonomia e dirigibilidade.
+Pontos negativos: acerto da suspensão, isolamento acústico e escalonamento do câmbio.

7. Hyundai 30

Divulgação
Imagem: Divulgação

Outro hatch médio que pede um teto solar. Neste caso, a segunda geração do sul-coreano i30 só traz o equipamento em suas versões mais recheadas de opcionais e acessórios -- a Caoa não tinha o costume de batizar as versões do modelo -- e impressiona pela ainda alta valorização. Opte pelos modelos acima de 2015, que já receberam a reestilização e usam o bom motor 1.8 de 150 cv -- só bebe gasolina, mas trabalha muito bem em baixas rotações. O acerto de suspensão e a estabilidade são outros destaques. Fique atento aos custos de manutenção do modelo, que costumam doer no bolso.

+Boa safra: 2016.
+Preços: de R$ 70 mil a R$ 78 mil.
+Pontos positivos: posição de dirigir, desempenho e comportamento dinâmico.
+Pontos negativos: custo de manutenção, acabamento e equipamentos de série.

8. Jeep Compass

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

O amplo teto "Command View" é um dos muitos destaques do utilitário esportivo que foi sensação de vendas em 2017. O equipamento é oferecido como opcional a partir da versão Longitude. O SUV esbanja conforto e espaço, além de ter preço competitivo e vender a imagem de ser maior do que realmente é, apesar do comportamento "banheirão". O que pega é que o Compass foi lançado em 2016 como linha 2017 e seus preços ainda estão salgados. Outra questão é que o motor Tigershark flex de 159/166cv deixa a desejar para os mais de 1.500 kg. Aí, o jeito é abrir a carteira e optar pelas versões com o 2.0 turbodiesel de 170 cv, caixa de nove marchas e tração 4x4. Para completar, só a partir de meados de 2017 o modelo passou a ter start-stop e espelhamento de smartphones.

+Boa safra: 2017.
+Preços: de R$ 135 mil a R$ 150 mil (Longitude diesel 4x4).
+Pontos positivos: desempenho (diesel), espaço interno e conforto.
+Pontos negativos: comportamento dinâmico, nível de itens de série e visibilidade.

9. Peugeot 307 SW

Divulgação
Imagem: Divulgação

Aqui o teto não abre, mas a cobertura de vidro que se estende da primeira à terceira colunas da perua média é de um charme peculiar até hoje. O teto panorâmico fixo aumenta a sensação do já bom espaço interno da perua, com 2,70 m de entre-eixos e porta-malas de exagerados 562 litros. Também deixa evidente o caprichado acabamento da Peugeot. Como topo de linha, a versão Feline tem motor 2.0 a gasolina de 143 cv e câmbio automático de quatro marchas, que não conseguem fazer milagre: são mais de 1.355 kg. O desempenho comedido é compensado pela boa rigidez torcional que a engenharia teve de se virar para acertar com o teto de vidro. A suspensão, porém, é dura demais para o Brasil e a manutenção da "station" tem reputação ruim.

+Boa safra: 2007.
+Preços: de R$ 21 mil a R$ 26 mil.
+Pontos positivos: espaço, conforto, acabamento e estabilidade.
+Pontos negativos: acerto da suspensão, escalonamento do câmbio e custo de manutenção.

10. Volkswagen Fox

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

De olho no rival Palio, a VW passou a oferecer teto solar na linha Fox em 2015. O equipamento veio junto com a remodelação do compacto e caiu bem no hatch altinho -- costuma custar R$ 1,5 mil a mais que o modelo sem o item opcional. As versões mais completas Highline usam o competente motor 1.6 16V MSI de 110/120 cv, mas dê preferência ao câmbio manual de seis marchas, muito bem acertado e bem melhor que o automatizado i-Motion. O isolamento acústico e o acabamento interno ainda deixam a desejar no modelo, assim como a rigidez, que melhorou ao longo do tempo, porém ainda carece de firmeza nas curvas. Preste atenção em ruídos e vibrações na direção e aos revestimentos do teto e do painel.

+Boa safra: 2016.
+Preços: de R$ 47 mil a R$ 51 mil (Highline 1.6).
+Pontos positivos: manutenção, escalonamento do câmbio manual, posição de dirigir e desempenho.
+Pontos negativos: rigidez da carroceria, acabamento e isolamento acústico.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{user.alternativeText}}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Seu Automóvel