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Usado legal: Renault Mégane Grand Tour é salvação para órfãos de peruas

Carta Z Notícias
Renault Mégane Grand Tour Imagem: Carta Z Notícias

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, no Rio (RJ)

15/12/2017 04h00

Seguidores encaram station wagon como carro familiar "de raiz", longe do padrão "nutella" dos SUVs

Fãs de station wagons estão cada vez mais órfãos. Poucas peruas sobreviveram no mercado brasileiro, e as compactas que ainda seguem por aí estão com os dias contados. Para quem defende esse como carro de família "raiz" -- e considera SUVs coisa de geração "nutella" --, os modelos médios e bem equipados como a Mégane  Grand  Tour são a salvação.

Esse modelo foi lançado em 2006, um ano após o sedã original começar a ser produzido no Brasil. Quem procura por usados, porém, deve optar pelas linhas mais recentes: entre 2010 e 2013 (a fabricação foi encerrada em 2012).

Por preços entre R$ 26 mil e R$ 29 mil é possível garimpar exemplares da versão topo de linha Dynamique, com motor 2.0 16V e caixa automática, ano 2010. Está longe de ser um carro ágil em situações de arrancada, muito devido ao câmbio de quatro marchas. Mas tem disposição de sobra, principalmente para aquelas viagens de fins de semana, graças aos 138 cavalos de potência.

Fique atento: esse motor não era flex nessa época e só bebe gasolina. E o consumo não é lá essas coisas -- média na cidade abaixo dos 8 km/l. O nível de equipamentos e conforto, porém, compensa isso e deixam clara a vocação familiar da Grand  Tour.

Atrás, dois adultos e uma criança conseguem se acomodar sem brigas. Na frente, o motorista tem boa posição de dirigir e espaço interessante para joelhos, pernas e ombros. O isolamento acústico é eficiente, apesar da imprecisão da transmissão fazer o carro berrar de vez em quando -- os 2.0 tinham até opção de caixa manual de seis marchas, mais difíceis de achar.

Outra opção é pegar versões mais novas, 2012 e linha 2013, com preços entre R$ 27 mil e R$ 31 mil, motor 1.6 16V flex e câmbio manual de cinco marchas. Com 110/115 cv, não tem a disposição do 2.0, mas a boa parte do torque de 15,2/16 kgfm já disponível nas 3.000 rpm garante fôlego para o carro na cidade e na estrada.

A Dynamique nessa configuração passou a ser a única versão da station vendida em seus últimos anos de vida. E ostenta basicamente os mesmos itens da 2.0. Pena que o acabamento de ambas as motorizações deixe a desejar para um veículo do segmento de médios.

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Perua tinha bons itens de segurança e muito equipamento na versão Dynamique; só acabamento é ruim Imagem: Carta Z Notícias

Bem equipada

A Dynamique 2.0 tem itens de segurança bem satisfatórios, considerando a época em que foi fabricada. Leia-se freios com ABS, airbag duplo, cintos de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes, regulagem de altura dos faróis e repetidores dos piscas nas laterais.

Além disso, tem ar-condicionado automático, vidros/retrovisores/travas elétricos, ajuste de altura e de profundidade do volante multifuncional, descansa-braço dianteiro, rádio/CD player, computador de bordo, banco traseiro bipartido, controle de cruzeiro e sensor de luminosidade. Por fora, rodas de liga leve aro 16" e faróis de neblina.

O porta-malas é outro destaque, com seus 520 litros. E apesar dos 4,5 metros de comprimento, estacionar a Mégane GT não é tarefa difícil, graças à direção com assistência elétrica suave em baixas velocidades e com bom raio de giro.

Fique esperto com a suspensão

Na manutenção, há queixas recorrentes quanto à suspensão, que dura pouco e costuma bater seca.

Bom ficar atento, porque um kit traseiro custa entre R$ 900 e R$ 1.100. Já uma bomba de combustível não sai por menos de R$ 600. Na Renault, a revisão com preço fechado dos 60.000 km é a que mais assusta: custa R$ 1.124 para o modelo 1.6 e R$ 1.158, para as versões com motor 2.0.

Boas safras: 2010 e 2011.

Divulgação
Série Extreme: esportivada, custa entre R$ 29 mil e R$ 31 mil Imagem: Divulgação

Raio X

+ Boa safra: Dynamique 2.0 16V automática, 2010 a 2013, com preços entre R$ 26 mil e R$ 29 mil.

+ Série especial: edição Extreme, de 2009, limitada a 1.500 unidades, com grade preta e quadriculada, para-choques encorpados e com tomadas de ar, rodas na cor cinza grafite, pneus de perfil baixo (205/55), carcaças dos retrovisores escuras, costuras vermelhas e cromados no interior. Custa entre R$ 29 mil e R$ 31 mil.

+ Pontos positivos: dirigibilidade, espaço, porta-malas e lista de equipamentos.

+ Pontos negativos: acerto da suspensão, escalonamento do câmbio automático e acabamento interno.

+ Fuja: das versões de entrada, como a Expression, com poucos itens de série.

+ Atenção: em versões básicas, como algumas Expression, a moldura do para-choque de borracha costuma ficar encardida e esbranquiçada.

+ Atenção 2: se ligue em detalhes no interior, como carpetes e acabamentos das portas soltos.

+ Atenção 3: a suspensão costuma causar dor de cabeça. Procure por barulhos excessivos ao passar por paralelepípedos, ou dando "fim de curso" ao atravessar lombadas.

+ Recall: Para reforço na fixação do spoiler traseiro (2005 a 2012).

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