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Honda Civic Si vai voltar e donos do antigo enaltecem mecânica do esportivo

Reprodução
Honda Civic Si estreou no Brasil em 2007, com produção nacional. Desde então, vem colecionado legião de fãs Imagem: Reprodução

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL

08/12/2017 04h00Atualizada em 08/12/2017 16h01

A Honda confirmou a importação da nova geração do Civic Si para o Brasil em 2018, mas donos de gerações anteriores do esportivo estão com os olhos mais focados no que têm na garagem. Para eles, o Civic Si é tão divertido quanto modelos alemães, com a vantagem de ter a reputação de carro resistente (herdada do sedã "civil") e ser mais barato de manter.

O primeiro Civic Si a pintar por aqui era brasileiro, lançado em 2007. Baseado na oitava geração do sedã produzida em Sumaré (SP), ele tinha sob o capô um motor quatro-cilindros 2.0 de 192 cv -- que, segundo a Honda, podia chegar a 195 cv com gasolina de alta octanagem. Um dos diferenciais era o giro alto do motor, que trabalhava em 7.800 rpm na potência máxima e alcançava 8.400 rpm graças ao sistema i-VTEC.

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Versátil

Tais números e a proposta do carro atraíram aficionados por esportivos. O empresário Paulo Ricardo Machado, de 33 anos e morador de Caxias do Sul (RS), é um deles. Machado, que já possuía dois Civic VTi, é dono de um Si 2007 há oito anos. "Comprei no fim de 2009, com 10 mil km rodados. Sou o terceiro dono e provavelmente esse carro não terá outro proprietário", celebra.

Machado colocou sistema de óxido nitroso (conhecido popularmente como "nitro") em seu Si, em 2010 -- a potência saltou dos 192 para 220 cv e seu Civic passou a ser figura frequente em track days -- famosos encontros de carros de rua em circuitos fechados.

Engana-se quem pensa que o sedã de Paulo Machado seja só para pistas: o hodômetro com mais de 180 mil km rodados não deixa dúvidas do uso frequente. É justamente essa versatilidade que o faz ser fã do modelo. "Curto muito a praticidade, pois o Si une o melhor dos dois mundos: de esportivo, já que consigo brincar de arrancada; e de conforto, pois dá para viajar com a família. Me atende em todos os objetivos", garante.

Os segredos do Si

O protético dentário Gabriel Konig Schaefer, de 30 anos, é mais comedido. Usa seu Si 2010 apenas aos finais de semana. Mesmo assim, confia no carro e em sua mecânica. "O custo-benefício é muito bom. Ando em um esportivo com manutenção de carro normal", observa.

Esse detalhe, aliás, é um dos diferenciais do Si em relação aos esportivos alemães, na opinião dos donos. "Manter o carro é muito mais barato. Compara manutenção, seguro, imposto com os de um Golf GTi, é tudo mais barato. Fora toda a confiança... Sou fã de BMW, mas jamais faria com um 'BM' o que faço com meu carro. Não acredito que ele suportaria o que o Si aguenta na minha mão", pondera Schaefer.

Para aguentar o tal "tranco", porém, os proprietários lembram que é preciso fazer a manutenção em dia e de forma correta -- fato que pode até significar consumo regular de combustível para um esportivo. Schaefer, por exemplo, faz a manutenção em mecânico de confiança e garante que seu carro faz médias de 12,5 km/l na estrada. "O Si tem muitos segredos. A regulagem correta e frequente das válvulas muda o carro, tanto no consumo como no desempenho. Verificar velas, filtro e bico e mantê-los sempre em dia também ajuda", explica.

Arquivo pessoal
Gabriel Schaefer, 30, roda com seu Si apenas aos fins de semana e destaca importância da manutenção em dia Imagem: Arquivo pessoal

Japonês x alemão

A singularidade do esportivo da Honda também atrai. Ainda mais no caso da última geração que veio para o Brasil, importada do Canadá e na versão cupê. Osmar Arroyo, desenhista de 50 anos, tem um 2015 na cor mais emblemática desta geração: laranja.

"Tudo me agrada no carro, do design ao consumo. É redondo para quem quer curtir, sem exageros. Tem alguns pontos negativos, como altura da suspensão, mas isso é uma adaptação para nossas ruas", afirma.

Morador de São Paulo, o desenhista se diz apaixonado não só pelo custo, mas também pela dirigibilidade. É outro que prefere o carro japonês a alemães. "Não pretendo me desfazer e não trocaria por Audi, BMW ou qualquer outra marca. Só trocaria por um Type-R. O Si pode oferecer menos tecnologia ou potência em relação às outras marcas, não nego, mas o prazer de conduzir um carro que se tornará icônico não tem preço", defende Arrovo.

Arquivo pessoal
Honda Civic Si de Osmar Arroyo, desenhista de 50 anos; esportivo ficou alguns anos fora do Brasil até voltar a ser importado na versão cupê, no final de 2014 Imagem: Arquivo pessoal

Turbo da discórdia

A nova geração que desembarcará por aqui em 2018, no entanto, terá turbo e injeção direta de combustível para render 208 cv. Isso divide opiniões. "Eu não compraria. O Si tem que ser um carro bruto e mais forte que o Civic normal. Perdeu-se a esportividade do carro", lamenta Osmar Arroyo.

Ele não esconde a predileção por motores naturalmente aspirados, mas reconhece que os tempos exigem outras tecnologias. "Eu gosto da proposta do motor aspirado, mas não tenho preconceitos com motores turbo e que seguem esta onda do downsizing. Temos que acompanhar as tendências", informa.

Paulo Machado é outro a reconhecer que o novo Si perdeu um pouco da proposta, mas sua paixão pela marca pode falar mais alto. "O último Si já perdeu um pouco da raiz, que é o motor girador. Mas sou um doente pela marca e compraria o novo", avisa o empresário, cuja expectativa não implica necessariamente em trocar de Si. "Já fui para o Chile, Buenos Aires, Rio, Arraial do Cabo e São Paulo com o Si. Quanto mais quilômetros, melhor. Vou ter muita história com ele", finaliza.

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