Testes e lançamentos

Volkswagen Polo 1.6 contra Polo 1.0 turbo: qual é a melhor compra?

André Deliberato
Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

06/12/2017 04h00

Colocamos lado a lado as versões 1.6 MSI (R$ 59.040) e 1.0 TSI Highline (R$ 73.440) para responder: vale mais pagar ou poupar R$ 15 mil?

Volkswagen Polo. O grande lançamento do ano para a fabricante alemã chegou ao Brasil com uma gama bastante enxuta de configurações: três motores, dois câmbios, quatro versões de acabamento. Nenhuma delas atropela a outra, o que é um trunfo em se tratando de uma marca acostumada a ser confusa ao montar o cardápio de seus produtos.

Mesmo assim, na hora de chegar à concessionária sempre bate aquela "coceirinha": afinal, é melhor ser racional e pagar "só" R$ 60 mil na versão intermediária 1.6 MSI dotada de alguns opcionais ou "chutar o balde" e gastar R$ 75 mil na de topo 200 TSI Highline, também dotada de conteúdos extras?

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Para ajudar potenciais compradores do hatch a escolher a versão com melhor custo-benefício para sua realidade, esta edição do UOL Carros Duelo traz estas duas opções do Polo para se confrontarem. Dê o play no vídeo veja quem ganha. Abaixo, leia quais são as armas de cada um.

Murilo Góes/UOL
A simples troca de uma roda aro 15 "acanhada" por uma diamantada e bicolor de 16 polegadas já confere mais presença e estilo ao Polo 200 TSI Highline Imagem: Murilo Góes/UOL

Polo 1.6 MSI: eficiência na cidade

A configuração intermediária equipada com motor aspirado flex de 1,6 litro é voltada a oferecer desempenho satisfatório na cidade. Rendimento -- 110/117 cv (a 5.750 rpm) e 15,8/16,5 kgfm com gasolina/etanol -- é honesto para a proposta, mas nada de estarrecedor. Maior destaque está no consumo em perímetro urbano: 12 km/l com gasolina, segundo o Inmetro, dados ligeiramente superiores aos do propulsor 1.0 turbo no mesmo ambiente.

Seu preço básico é R$ 54.990, incluindo: direção elétrica; computador de bordo; sistema de som com quatro alto-falantes; faróis de dupla parábola; chave canivete; ar-condicionado manual; suporte para celular com entrada USB; vidros elétricos com função "um-toque" nos dianteiros; banco do motorista com ajuste de altura; e travas elétricas.

Pintura metálica (R$ 1.450), e pacote de segurança e conectividade com controle de estabilidade, assistente de partida em rampas, rodas de liga leve aro 15, volante multifuncional e tela central tátil capaz de projetar celulares Apple e Android (R$ 2.600) elevam a etiqueta a R$ 59.040.

Acrescidos os opcionais, já nesta versão o consumidor terá acesso a um excelente padrão de segurança: carroceria reforçada com aços de alta resistência, quatro airbags (dianteiros e laterais), controles de estabilidade e tração, cintos com pré-tensionador e limitador de carga, banco traseiro com cintos de três pontos e encostos de cabeça em todas as posições. Trata-se de um pacote que rendeu nota máxima nos testes do Latin NCAP (programa de segurança viária para a América Latina).

Espaço interno também será igualzinho sem precisar assinar um cheque maior: 2,56 metros de entre-eixos, 4,05 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,47 m de altura e 300 litros de volume no porta-malas. 

O que fica faltando, então? Primeiro, claro, a força que a configuração 1.0 TSI tem, principalmente em torque (o Polo turbo rende 20,4 kgfm), aliada à agilidade do câmbio automático de seis marchas (o Polo 1.6 MSI utiliza apenas caixa manual de cinco velocidades).

"Recheio", do ponto de vista de conforto e comodidade, também é um tanto modesto para um carro de R$ 60 mil. Quer ajustar os retrovisores externos? Estique-se e faça manualmente, como nos velhos tempos. Regulagem da coluna de direção? Nem pensar, sequer para altura. Não há sensores de estacionamento e os freios traseiros são a tambor.

Sem falar na questão do estilo. Sem os faróis de neblina, a luz diurna em LED, o cromado e as "rodonas" do irmão turbinado, o Polo 1.6 MSI vira um carro comum em meio ao trânsito. Confira todos os detalhes do Polo 1.6 MSI em nosso álbum exclusivo.

Polo 1.0 TSI: força e estilo

Sabe o tal papo de "mini-Golf" que a Volkswagen quer emplacar com o Polo? Pois bem: só é possível comprar essa ideia se você estiver na versão 200 TSI Highline, munida dos elementos visuais exteriores mencionados acima. Aí sim o motorista ganhará destaque e será interpelado o tempo todo por curiosos (no Polo 1.6 a reação do público passou longe de ser a mesma).

Custo de saída do Polo Highline é R$ 69.190, com os seguintes itens de fábrica (além daqueles já existentes no 1.6 MSI): partida do motor por botão; luz diurna em LED; faróis de neblina; retrovisores elétricos com função tilt down à direita; controle de cruzeiro; ar-condicionado digital com saídas de ar na fileira traseira; som com quatro alto-flantes e dois tweeters; limpador do para-brisa com temporizador; rodas de liga leve aro 16; direção com ajuste de altura e profundidade; descansa-braços com porta-objetos no console central; porta-malas iluminado; porta-luvas iluminado e refrigerado; sensores de estacionamento traseiros; fileira traseira com duas portas USB.

A unidade avaliada contava ainda com pintura cinza Platinum (R$ 1.450) e pacote tecnológico (R$ 2.800) com sensores dianteiros, comando de voz, monitoramento de pressão dos pneus, detector de fadigas, faróis automáticos e com facho dinâmico em curvas, retrovisor interno antiofuscante, sensor de chuva, central multimídia Discover Media com tela tátil de 8 polegadas, sensor de aproximação e navegador GPS, e rede no porta-malas. Total: R$ 73.440.

E o tão comentado quadro de instrumentos 100% digital? Ele não constava no Polo que testamos, mas pode ser incluído por mais R$ 500 (ou seja: vai ser difícil encontrar alguém que chegue até este ponto e não o inclua no balaio). Se o comprador quiser também pode incrementar a lista com rodas aro 17 (R$ 1.200), revestimento em couro sintético (R$ 800) e banco do passageiro dianteiro rebatível (R$ 300). Pronto: o Polo "completaço" será seu por R$ 76.240.

Além de ter uma lista de equipamentos mais condizente com a faixa de preço, o Polo 200 TSI é, obviamente, "mais carro" quando falamos em fôlego. O propulsor 1.0 turboflex pode ter capacidade cúbica menor, mas rende 117/128 cv com gasolina/etanol (a 5.500 rpm) e excelentes 20,4 kgfm com qualquer combustível (logo a 2.000 giros), permitindo maior elasticidade para uso especialmente na estrada (onde o hatch turbinado alcança autonomia de 14,1 km/l com gasolina, segundo auferição do Inmetro, contra 13,6 km/l do 1.6 MSI).

A transmissão automática de seis marchas também se mostra mais cômoda e esperta, principalmente porque há borboletas para controlar manualmente as trocas atrás do volante. Confira todos os detalhes do Polo 200 TSI Highline em nosso álbum exclusivo.

Mas, sim, ele tem suas desvantagens. Um exemplo: custa R$ 15 mil a mais entregando mesmo espaço e padrão de segurança. Outro: possui acabamento muito similar ao da versão intermediária. Ainda assim, será que vence? Para ter essa resposta só assistindo ao vídeo.

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