Salão de Tóquio

Nissan se define: Brasil terá March diferente do europeu e volta do X-Trail

Benoit Tessier/Reuters
Acima, a atual geração do March europeu: tecnológico demais, caro demais para o Brasil Imagem: Benoit Tessier/Reuters

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Tóquio (Japão)

26/10/2017 08h30

Aqui no Japão, a Nissan direcionou 90% de seu estande à nova geração do Leaf, que será vendida no Brasil (UOL Carros contará essa história logo mais). Para nosso país, o que importa é que a marca já se definiu: não vai trazer mesmo o novo March europeu; a próxima geração nacional será desenvolvida localmente. Além disso, a busca por um SUV médio está no fim: o X-Trail deve ter seu retorno anunciado em breve.

Esse processo que ocorrerá com o March já é conhecido dentro da própria aliança Renault-Nissan. A marca japonesa estudou por anos trazer o crossover europeu Juke, mas a conta era alta demais; no fim, decidiu projetar e construir o Kicks localmente. Na Europa, a francesa Renault deu carta branca à subsidiária romena Dacia, no fim dos anos 90, para desenvolver um projeto paralelo ao do Clio europeu, resultando em Sandero e Logan. O próprio Clio vendido no Brasil estava descolado do Europeu há muito tempo.

Executivos da Nissan justificam a decisão atual: Sandero, Logan, Kicks, todos foram projetos de sucesso. A ideia é seguir o mesmo caminho com o futuro March "designed in Brazil", que pode nem ter mais esse nome: fazer um projeto que sirva bem ao mercado nacional, mas que também possa ser exportado para América Latina e países com demanda semelhante.

"Novo March é muito europeu, muito caro e com nível de desenvolvimento muito diferente. Então, acreditamos que vale a pena pensar em novo produto local, como foi o Kicks", afirmou Jose Luis Valls, presidente-executivo da Nissan para América Latina, a UOL Carros.

"Precisamos desenvolver algo para a região latino-americana e fazer a nova geração com algo específico, dentro do gosto latino-americano", completou.

Eugênio Augusto Brito/UOL
Segunda geração do Leaf será vendida no Brasil: ideia é liderar processo de eletrificação nacional Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Qual seria esse gosto?

Esse March brasileiro-latino deve seguir os preceitos do Kicks: bom espaço para quatro adultos e malas, alto grau de conectividade (conversando com smartphones, permitindo o uso de itens como câmeras de auxílio), um bom nível de personalização (cores, faixas) e alguma segurança, mas sem precisar contar com itens caros como freio automático, manutenção de faixa e similares semi-autônomos.

Ainda não há uma ideia de tempo para o lançamento, mas novas notícias surgirão até o próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em um ano.

Até lá, a Nissan do Brasil vai focar ma exportação do Kicks à Argentina (que começa agora no final do ano), na vinda da picape Frontier da Argentina para o Brasil (substituindo o modelo mexicano logo no começo de 2018, inclusive com novas versões) e mesmo na definição do novo SUV -- o X-Trail tem chances enormes por ter espaço para até sete ocupantes e um nome que ainda é forte no Brasil.

* Viagem a convite da Anfavea

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