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Usado: Renault Duster compensa estilo com força, espaço e bom porta-malas

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, no Rio (RJ)

20/10/2017 04h00

Se dependesse de beleza, o Duster não sairia das concessionárias. Mas nunca dependeu: o utilitário esportivo se valeu do preço de compacto e do porte de médio, além de outros apelos racionais para tentar desbancar o Ford EcoSport. E até conseguiu incomodar o arquirrival com essas virtudes próprias.

Lançado em outubro de 2011 como linha 2012, o Duster compensa a falta de estilo com muito espaço -- ainda mais se comparado com o Eco. Com 4,31 m de comprimento e 2,67 m de entre-eixos, acomoda três adultos no banco de trás e bastante bagagem no porta-malas de 475 litros. Esse custo/benefício ótimo se mantém.

Por R$ 35 mil você consegue um exemplar do primeiro ano de produção da versão Expression, que passa aquela sensação de segurança que as pessoas procuram em um SUV razoavelmente equipado. E com credenciais de utilitário valente: 21 cm de vão livre para o solo, ângulo de ataque de 30º e ângulo de saída, de 35º.

Se quiser reforçar o custo/benefício do SUV, as séries especiais são uma saída. A Tech Road, por exemplo, teve duas edições (2012 e 2013) e incorporou, entre outros equipamentos, a central multimídia. Pena que sua visualização e manuseio sejam comprometidos pela posição de dirigir esquisita e ergonomia que deixa a desejar.

No pós-venda, um aspecto interessante é que a Renault mantém revisões com preço fixo após 60.000 km. Pouco interessante, porém, é que esses serviços são caras. São R$ 4.191 em três revisões (de 60.000 a 80.000 km) no caso do 1.6, sendo que esta última custa R$ 2.687.

Raio X

+ Boas safras: 2013 e 2016.

+ Melhores versões: Expression e Dynamique, as mais recheadas.

+ Boa compra: Dynamique 2.0 16V manual 2013, com preços entre R$ 39 mil e R$ 43 mil. 

+ Pontos positivos: espaço interno, robustez e desempenho do motor de 2.0 litros.

+ Pontos negativos: posição de dirigir, acabamento e ergonomia.

+ Custo/benefício: séries como Tëch Road e Dakar trazem equipamentos e acessórios geralmente a um custo mais baixo.

+ Fuja: das versões com câmbio automático de quatro marchas.

+ Atenção: confira a vedação das portas, que muitas vezes se soltam, mesmo em carros com três anos de uso.

+ Atenção 2: trepidações excessivas na direção com assistência hidráulica, queixa recorrente de muitos donos do SUV -- em 2017, o modelo passou a usar caixa de direção com assistência eletro-hidráulica para o Duster 2.0.

+ Atenção 3: dificuldades para engatar as marchas são comuns na caixa de seis marchas do Duster 2.0.

+ Atenção 4: A versão Duster 1.6 (sem "sobrenome") é tão pelada que deixaria até o falecido Hugh Hefner ruborizado.

+ Recalls: airbag do carona nos modelos 2014; pontos de fixação da suspensão dianteira nos carros de 2016.

Como anda

Sim, é possível pegar aquela pista de terra e acidentada sem se preocupar com o Duster. Mas só opte pela configuração 4x4 se você for mesmo obcecado por fora de estrada, pois essa é mais pesada, beberrona e perde 75 litros de espaço no porta-malas devido ao estepe dentro do bagageiro -- além de ter componentes mais caros na suspensão e nos freios.

Até porque a suspensão de qualquer Duster, com um conhecido eixo de torção na traseira, lida bem com os buracos da cidade e da roça. Só que o acerto mais macio e a rigidez na carroceria requerem atenção na estrada: o utilitário torce bem nas curvas e sai de frente quando em uma direção muito abusada.

Ao andar "pianinho", contudo, se tem um veículo competente para a família. O 1.6 16V não é um espanto de desempenho, contudo, dá conta do recado na cidade. Os 115/116 cv do antigo motor só te pedem para esticar bem as primeiras marchas e requerem a atenção em momentos de ultrapassagem.

Se quer aumentar a robustez, o 2.0 16V de 138/142 cv é a opção. Mais pelo torque, disponível já perto das 3.500 rpm, o que garante fôlego nas retomadas. Além disso, traz pacote mais completo de equipamentos e bom câmbio manual de seis marchas -- a sexta funciona como um "overdrive".

Evite mesmo as versões com a obsoleta caixa automática de quatro velocidades. Com relações mal calibradas e imprecisões, não vale o preço mais caro. A coisa melhorou discretamente nesse aspecto na linha 2016, quando o Duster reestilizado passou a ter opção do 1.6 SCe CVT (118/120 cv).

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