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Avaliação: Volkswagen Gol ainda agrada por espaço e consumo; isso basta?

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/10/2017 04h00

Foram 27 anos de liderança de mercado e incansáveis tentativas dos concorrentes de fazê-lo cair -- e até 2013, diga-se, não houve modelo ou estratégia de marca rival capaz de superar o Volkswagen Gol em vendas.

Novas regras de segurança entraram em vigor e o Gol foi destronado, em 2014. Depois disso, veio sua ruína -- tanto que, depois do Palio em 2014, o Chevrolet Onix assumiu a ponta em 2015 e nunca mais a abandonou -- o carro da GM é o modelo mais vendido do Brasil há dois anos consecutivos e está a passos largos de chegar em seu terceiro ano no trono.

Fato é: a Volks se embananou com a chegada do up!, que surgiu para ser seu carrinho de entrada, e isso deixou o Gol perdido. Com isso, o ex-popular ficou no limbo até alguém de dentro do "QG" da marca perceber que isso não fazia sentido para o Gol -- a decisão mais acertada, portanto, era "inverter as posições" e fazer o Gol "abrir" o line-up de modelos da fabricante, fazendo do up! um modelo mais de nicho.

Deu certo: o Gol voltou a vender razoavelmente bem em 2017, com média de 6 mil unidades por mês de janeiro a setembro, segundo dados da Fenabrave (no ano inteiro são 55.295 unidades).

Isso é suficiente?

O problema é que o Gol já não tem o mesmo fôlego de garoto de anos atrás. Com projeto defasado (em comparação com os principais rivais), ele se mostra um carro com vícios ultrapassados, mesmo possuindo conjunto mecânico de última geração.

Chave de comando simples (sem ser canivete, algo básico nos dias de hoje), retrovisores com ajustes manuais e ausência do alerta do cinto de segurança, por exemplo, são coisas inexplicáveis em um carro em 2017. Ainda mais em um que custa a partir de R$ 42.990, né?

O carro traz direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros (dianteiros) elétricos como itens de série, além dos obrigatórios airbags frontais e freios ABS. Para se ter ideia, a versão mais completa com motor 1.0 custa R$ 46.340 -- mas não há possibilidade de se ter o alerta de cinto ou retrovisores elétricos.

Fora isso, a simplicidade das peças (apesar de bem encaixadas) e a ausência de conectividade podem ser diferenciais na hora da compra, já que os "1.0 de nova geração" dispõem de tudo isso -- as duas centrais multimídia do Gol, ambas opcionais, têm conexão Bluetooth e entrada USB (a mais cara ainda pode ter conexão com smartphone e oferecer GPS), mas são inferiores às da concorrência.

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Chefe é chefe

Mas ainda há coisas de rei lá dentro, como o ótimo espaço para quatro ou até cinco pessoas (existe algum zero km melhor nesse quesito do que ele?), bom porta-malas (de 285 litros, do nível da categoria) e a confiança que existe em cima do seu nome, principalmente por causa do histórico e da grande rede de concessionárias da Volks.

Além disso, mesmo com quase dez anos de projeto (atual geração é de 2008), o Gol ainda oferece uma das posições de dirigir mais baixas e prazerosas do segmento.

O motor EA211 3-cilindros de 1 litro e o câmbio manual de cinco marchas são referências da categoria e isso não se pode negar -- juntos, dão ao carro da Volks nota A no Programa de Etiquetagem (PBEV) do Inmetro. UOL Carros registrou, com gasolina no tanque, média de 10,5 km/l na cidade.

E você, ainda acha que o Golzinho "dá um caldo" ou prefere as outras opções do mercado? Deixe sua opinião no campo de comentários.

 

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