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Hyundai Tucson é seminovo com bom custo-benefício; veja dicas de compra

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Imagem: Divulgação

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL

14/10/2017 04h00

Tem gente que quer porque quer utilitário esportivo. Seja pela sensação de segurança do carro mais alto ou pelo status de aventureiro urbano, ser dono de SUV quase virou regra nos… centros urbanos.

Mas com os preços salgados dos zero km, seminovos como o Hyundai Tucson atendem a estes anseios com pacote de equipamentos atraente e desempenho satisfatório -- além de alguns exemplares que ainda estão na garantia.

O SUV médio começou a ser importado da Coreia do Sul em 2005. Seu sucesso foi tanto que chegou a ser o importado mais vendido do país graças ao custo-benefício agressivo durante um bom tempo -- e, por isso, passou a ser fabricado pelo Grupo Caoa em Anápolis (GO), em 2010, depois que foi substituído lá fora pelo ix35.

A despeito de se tratar de um projeto antigo, justamente por isso sugerimos os modelos já nacionalizados (encontrados a partir de R$ 29 mil). Indicamos a linha 2013, com motor 2.0 flex (a partir de R$ 38 mil) -- até porque esses modelos ainda estão dentro da garantia de cinco anos.

Para consultar os preços de tabela, use a Fipe atualizada com os valores de outubro.

Pós-venda salgado

A garantia é uma segurança, mas tenha em mente que a manutenção é cara. Se o Tucson ainda tiver pela frente três revisões (de 40, 50 e 60 mil km), você irá gastar, respectivamente, R$ 1.075, R$ 455 e R$ 540 -- sem contar a mão de obra, que varia de acordo com a revenda.

Além disso, as peças também doem no bolso: a bomba de combustível não sai por menos de R$ 2 mil na rede autorizada. Já o kit de correia custa R$ 600, no mínimo.

Em compensação, você leva para casa um "jipinho" mais espaçoso que Ford EcoSport ou que Nissan Kicks. Dois adultos e uma criança viajam bem no banco traseiro, o porta-malas acomoda duas malas grandes e outras menores (são 528 litros de volume) e a suspensão independente traseira trabalha bem nos buracos -- os importados têm calibragem mais rígida.

O nível de equipamentos é outro trunfo: a versão GLS leva ar-condicionado automático, chave presencial, sensor de luminosidade, trio elétrico, direção hidráulica, descansa-braço dianteiro, revestimento de couro, banco traseiro bipartido, volante e banco do motorista com ajuste de altura, rodas de liga leve aro 16, faróis de neblina, alarme e sistema multimídia com Bluetooth, entrada USB e GPS.

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Como anda

Mas faltam itens que indicam a idade do projeto, como indicador de temperatura do motor e computador de bordo -- este último, talvez, para não dar tanto na cara o assustador consumo do motor 2.0. As médias, segundo o Inmetro, são de 5,2 km/l na cidade e 6,6 km/l na estrada, com etanol; e de 7,2 km/l e 9,1 km/l, respectivamente, com gasolina. Notas E na categoria e D na avaliação geral.

O desempenho é apenas satisfatório para a cidade. No trânsito, o peso de 1.550 kg e o mal calibrado câmbio automático de quatro marchas fazem o Tucson pecar em agilidade nas arrancadas e em baixas rotações. Em giros altos e na estrada, contudo, tem-se um SUV bem disposto.

Mas ainda existe a versão com o V6 de 2,7 litros. Sobra disposição e diversão nesse conjunto de 175 cv, mas -- mesmo se você for ateu -- dará graças a Deus pela falta do computador de bordo. Além disso, a manutenção do motor tem fama de cara e ainda mais complicada.

Boas safras: 2011 e 2013.
Melhor versão: GLS 2.0.
Boa compra: GLS 2.0 automático 2013, entre R$ 38 mil e R$ 44 mil.

Pontos positivos: Espaço, lista de equipamentos, conforto a bordo e porta-malas.
Pontos negativos: Consumo, custo de manutenção, isolamento acústico e escalonamento do câmbio.

Evite: As versões GL, que não têm freios com sistema ABS (antitravamento).

Atenção: A ruídos excessivos ao transitar em baixas velocidades, que podem indicar problemas nos rolamentos.
Atenção 2: Ao acabamento de plástico do painel e das portas, que costumam riscar com facilidade.
Atenção 3: Ao indicador de combustível no quadro de instrumentos, que não é fiel. Há relatos de pane seca quando o marcador estava pouco abaixo de 1/4.
Atenção 4: A ruídos na tampa do estepe, que costuma ter desgaste prematuro.

Recalls: Interruptor de luzes do freio em modelos 2008.

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