Cultura do carro

Quase um Miss Brasil: concurso escolhe o melhor carro clássico do Brasil

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

Rodrigo Mora

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

12/10/2017 04h00

Um Packard Saoutchik Limo, de 1931, foi o vencedor do "Car Day Brasil Concours d’Elegance", realizado no último sábado (7), na Sociedade Hípica Paulista, em São Paulo (SP). Mas o que é um concurso de elegância de carros?

A inspiração vem do "Pebble Beach Concours d’Elegance", criado em 1950 na Califórnia (EUA), para medir a elegância de automóveis clássicos. Para fazer a comparação com algo que todo mundo conhece, o concurso de Pebble Beach seria o "Miss Mundo" de carros clássicos, enquanto o de São Paulo seria o "Miss Brasil". 

Aquele que atingir, segundo a avaliação de um júri especializado, níveis surreais de importância histórica, beleza, estilo e originalidade é o vencedor e leva o prêmio "Best Of Show".

Organizado pela Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), o "Car Day" contou com participantes que pagarem R$ 350 de inscrição e juízes da Fédération Internationale des Véhicules Anciens (FIVA), a entidade máxima do setor, presenças que ratificaram a importância do colecionismo de automóveis clássicos no Brasil. 

"O evento foi muito bom, com uma seleção de automóveis de nível internacional", afirmou Alec Daly, embaixador da FIVA para a América do Sul.

José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil e também entusiasta e colecionador de automóveis, levou doze carros de seu acervo. "Estava faltando um evento desse no Brasil. 'Araxá' (evento similar, bianual, em Minas Gerais) é muito bonito, mas no último ano caiu o nível dos carros, sem clássicos de verdade. Aqui não: estão os melhores carros do país", avaliou.

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Packard Saoutchik Limo 1931, vencedor do "Car Day Brasil" Imagem: Murilo Góes/UOL

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Ferrari Daytona em ótimo estado é uma das raridades que se mostraram ao público e pegaram chuva Imagem: Murilo Góes/UOL

Entre "ancestrais", "veteranos" e guarda-chuvas

No "Car Day", os carros expostos foram divididos em três fases: "Pré-Guerra" (produzidos até 31 de dezembro de1945), "Grandes Clássicos Pós-Guerra" (até 31 de dezembro de 1960) e "Clássicos Esportivos Europeus" (até 1977).

Dentro de cada fase, as premiações ocorrem por categorias: "Ancestor" (fabricados até dezembro de 1905), "Veteran" (de janeiro de 1906 a dezembro de 1918), "Vintage" (janeiro de 1919 a dezembro de 1930), "Post Vintage" (janeiro de 1931 a dezembro de 1945), "Post War" (janeiro de 1946 a dezembro de 1960) e "Sports Cars". Os três melhores de cada uma são premiados.

Além de exposição de autos clássicos, o "Car Day" foi um desfile de guarda-chuvas charmosos, por conta da chuva. O mais charmoso era um da marca Rolls-Royce, evidentemente retirado de dentro de um. Mas isso gerou problemas, não frisson.

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Jurados internacionais, capas e guarda-chuvas: teve de tudo no concurso de elegância Imagem: Murilo Góes/UOL

"O evento foi feito com boas intenções, mas faltou experiência. Os carros não deveriam estar no campo, porque agora a chuva os impede de sair e entrar, por conta do colchão de areia sob o campo. Meu carro deveria ter ficado em posição de destaque, mas ficou de fora do campo, e isso me incomoda. Deveria haver um plano B", lamentou um colecionador que pediu para não ser identificado.

Com ou sem chuva, a intenção da FBVA é voltar em 2018. "Tivemos o problema da chuva, mas todos os aspectos técnicos acordados com a FIVA foram cumpridos. Esse é um evento para motivar as pessoas a saírem com suas raridades, e foi o que aconteceu", confirmou Roberto Suga, presidente da entidade.

De fato, não é todo dia que se vê Ferrari Barchetta 1952, Piaggio Vespa 400, Cord 812 Phaeton, Isotta Fraschini 8AS, Mercedes-Benz Manheim 1938, Mercedes-Benz Gullwing  ("Asa de Gaivota") 1956, entre outros automóveis dignos de serem chamados de raridades.

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Sem tempo ruim: Gandini, chefão da Kia no Brasil, foi premiado com Cadillac Brougham ("Post War") Imagem: Murilo Góes/UOL

 

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