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SsangYong volta ao país com 5 lançamentos e garantia para clientes antigos

Alessandro Reis/UOL
SsangYong Tivoli 2018 Imagem: Alessandro Reis/UOL

Alessandro Reis

Colaboração para o UOL

21/09/2017 16h36

Depois de duas passagens pelo Brasil, ambas via importadoras independentes e sem muito sucesso (a primeira entre 1995 e 1998; a segunda de 2001 a 2015), a sul-coreana SsangYong está de volta ao nosso país.

Desta vez, a responsável pela importação da marca é a Venko Motors, mesma empresa que trouxe a Chery ao Brasil em 2009 -- e operou a marca chinesa até julho de 2012. Sediada em Salto, no interior paulista, a Venko promete "chegar para ficar" e "abraçar" os atuais 16.511 clientes da SsangYong no país, além de lançar cinco modelos em 2018, quatro deles já no primeiro trimestre.

São eles: Tivoli, Actyon Sports, Korando e XLV, no primeiro semestre; e Rexton, na segunda metade do ano.

As promessas foram feitas nesta quinta-feira (21) durante a apresentação do projeto, por Marcelo Fevereiro, diretor de operações da SsangYong do Brasil. Reformulada, a marca já tem site no ar e dá a largada com 15 concessionárias -- o plano é fechar 2017 com 30 lojas e ampliar para um total de 50 até o fim de 2018.

Nesta primeira etapa, a ideia é focar no pós-venda e fidelizar os clientes já existentes, que não contavam com rede oficial desde agosto de 2015.

"Temos um centro de distribuição de peças em Salto. Nossa prioridade é dar segurança ao cliente para que ele saiba que vai encontrar peças de reposição e será atendido de forma plena, sem precisar recorrer ao mercado paralelo", afirma Fevereiro.

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Carros da SsangYong têm visual harmonioso e menos polêmico que o de modelos mais antigos da fabricante; o acabamento interno melhorou, assim como a lista de itens de série -- modelos querem status mais "premium" Imagem: Alessandro Reis/UOL

Os produtos

Três modelos estreiam já no primeiro trimestre, contando que o Rota 2030 não limite as vendas de importados por cotas. Todos serão posicionados como produtos "premium", com preços "competitivos" nos respectivos segmentos -- a empresa ainda não dá estimativa de valores, mas adianta que cada modelo será comercializado com duas opções de acabamento.

Dois deles já foram vendidos no Brasil e vêm voltam em versões atualizadas: a picape média Actyon Sports e o SUV Korando, ambos equipados com tração 4x4, câmbio automático de seis marchas da Aisin e motor 2.2 turbodiesel de 180 cv e 41 kgfm de torque -- a marca agora produz os próprios motores e não conta mais com unidades fornecidas pela Mercedes-Benz.

Outros dois modelos são inéditos, ambos com motor 1.6 de 16V a gasolina de 128 cv e 16 kgfm e caixa automática: os SUVs compactos Tivoli e XLV, este último com carroceria alongada para ampliar a capacidade do porta-malas de 420 para 720 litros.

Por último, outro velho conhecido pelo brasileiro é o SUV Rexton, agora em nova geração, que terá o mesmo motor 2.2 turbodiesel, mas com calibração específica.

O Tivoli, que será o modelo mais acessível, foi exibido no evento desta quinta ao lado da Actyon. Ambos têm visual mais harmonioso e menos polêmico que o de modelos mais antigos da fabricante, contam com boa lista de itens de série e têm acabamento interno de boa qualidade -- pelo que foi possível notar por meio do rápido contato que tivemos com os veículos.

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Tivoli, que será o modelo mais acessível da SsangYong, tem motor 1.6 de 16V a gasolina de 128 cv e 16 kgfm e caixa automática de seis marchas Imagem: Alessandro Reis/UOL

Garantia estendida

Segundo Fevereiro, a empresa vai oferecer extensão de garantia para compradores que ainda tenham a cobertura em vigor quando a Districar, a representante anterior, deixou de operar por aqui. Os novos modelos terão três anos de garantia.

O evento contou com a presença de executivos da matriz sul-coreana, para reforçar que a operação local tem aval e apoio da fabricante -- o acordo tem duração de dez anos, com renovação a cada cinco. Jong Dae Lee, diretor de exportações da SsangYong, creditou parcialmente a saída do Brasil em 2015 à implantação do "super IPI" adicional de 30%, que passou a valer para veículos importados em setembro de 2011 e que, junto com a limitação por cotas, deixa de valer no fim deste ano, quando termina o Inovar-Auto -- o atual regime automotivo será substituído pelo "Rota 2030", que deve ser anunciado nos próximos dias.

"Nunca pensamos em abandonar o país. Pedimos profundas desculpas aos clientes. Vamos reparar nossos erros e recuperar nossa imagem. O parceiro anterior falhou na comunicação com o consumidor, mas vários fatores também influenciaram, como a alta do dólar, o IPI extra, as cotas e a própria retração do mercado. Agora, com a economia se estabilizando, vemos o Brasil com grande potencial a curto e médio prazo", disse Dae Lee, que projeta 3.000 emplacamentos para a marca em 2018.

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Remodelada, picape Actyon Sports ganhou atualizações visuais importantes, novo conjunto de motor e câmbio e tem tração 4x4 Imagem: Alessandro Reis/UOL

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