Salão de Frankfurt

Mercedes mostra carro de F1 que pode andar na rua; até brasileiro quer um

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Frankfurt (Alemanha)

11/09/2017 17h48

A Mercedes-Benz focou em responder à pergunta "como se cria o novo?" em sua prévia ao Salão do Automóvel, em Frankfurt.

Com 10 bilhões de euros em pesquisa, a marca vai mobilizar toda a linha para a realidade dos elétricos até 2022. Nem por isso deixou de apresentar um "hipercarro" com mais de 1.000 cavalos de potência, embora com motor do tamanho do carro pequeno que você tem na garagem.

Quem tiver bala na agulha para comprar um vai levar para casa toda a tecnologia presente em um carro de de F1 atual: motor V6 de apenas 1,6 litro, com turbo e sistemas de regeneração de energia a partir das frenagens e também do calor dos gases gerados pela combustão.

Claro que o escolhido para apresentar o supercarro não poderia ser ninguém menos que Lewis Hamilton, tricampeão da F1 (dois de seus títulos vieram pela Mercedes, em 2014 e 15) e líder da temporada 2017, pilotando um monoposto empurrado justamente pelo trem-de-força presente no Project One.

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Como é o "carraço"

Aerodinâmica de ponta e mais quatro motores elétricos (um por roda) permitem ao Project One acelerar de 0 a 200 km/h em menos de 6 segundos, com máxima limitada a 350 km/h. E isso tudo com possibilidade de levar piloto e um carona em bancos esportivos e nada confortáveis.

Inspirado pela experiência da equipe de Fórmula 1 que domina a competição há mais de três anos, o Mercedes-AMG Project One ainda é conceito, mas vai ganhar vida em breve. A ideia é ter apenas 275 unidades em circulação. Preço ainda não foi anunciado.

Tem até comprador brasileiro interessado, viu? Segundo executivos, assim que o projeto foi anunciado os telefones quase não pararam de tocar com propostas de todo o mundo, inclusive de nosso país.

Dieter Zetsche, CEO da Daimler-Benz, diz que reinvenção da indústria requer um approach diferente, passando da simples apresentação de carros para a apresentação de ideias e discussões de revitalização da marca e de como o futuro da mobilidade será.

"Não é conflitante falar em elétricos e apresentar nosso primeiro hipercarro, pois mostra nossa confiança em como a indústria de carro pode revolucionar e mostrar caminhos para o futuro", afirmou o chefão da Mercedes. "Esse Project One será o hipercarro mais eficiente dentre seus pares".

Zetsche tem razão: os atuais motores da F1 possuem eficiência termodinâmica de quase 50%, ou seja, aproveitam quase metade da energia que produzem. Pode parecer pouco, mas um veículo a combustão comum mal chega a 30%. O problema é que os giros são tão altos (máxima de 11 mil rpm) que a marca recomenda fazer revisões em fábrica a cada 50 mil quilômetros para evitar quebras.

A Mercedes também mostrou a nova geração do smart, prevendo que a marca de carros descolados terá apenas modelos elétricos na Europa e nos EUA, até 2020. Não só elétricos: compartilhados também, antecipando as exigências de governos e de novos consumidores.

* Viagem a convite da Mercedes-Benz

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