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Veja como pagar menos e fugir de "pegadinhas" ao financiar seu carro

Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress
Concessionária da Volkswagen anuncia Tiguan com "taxa zero": fique de olho nas "letras miúdas" Imagem: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

Do UOL, em São Paulo (SP)

10/08/2017 13h05

Confira pontos elencados pela Proteste para economizar no valor final do veículo

O financiamento move o mercado automotivo nacional. Num país em que a relação entre preço dos veículos e remuneração média da população é muito mais discrepante do que em mercados maduros, não espanta que mais de 50% dos emplacamentos de modelos zero-quilômetro envolvam esse tipo de transação.

Basta conferir os números de 2016: dos 3.174.599 veículos emplacados (contabilizando carros, comerciais leves, motos, caminhões, ônibus e implementos rodoviários), 1,7 milhão foram adquiridos sob algum tipo de financiamento, 53,5%. Os dados são de Fenabrave (associação dos concessionários) e Cetip (companhia que integra títulos do mercado financeiro).

Se mais da metade dos brasileiros financiam um carro, então é preciso pesquisar bem e tomar alguns cuidados para que o negócio não pese demais sobre o orçamento mensal. Confira quatro dicas rápidas da Proteste (associação de Defesa do Consumidor) para não ter dor de cabeça na hora de pagar as faturas:

1. Poupe ao máximo para a entrada

Quanto mais alto o percentual da entrada, melhores as chances de negociar descontos, taxas e facilidades nas parcelas.

Em alguns casos vale a pena até solicitar crédito em banco para pagar a maior entrada possível ou mesmo quitar o veículo à vista com algum desconto. É tudo uma questão de usar a calculadora para saber o que ficará mais em conta.

2. Desconfie da "taxa zero"

Aqui vai uma informação que talvez seja uma novidade: a chamativa "taxa zero" não existe. Muitas vezes, os custos da transação acabam embutidos e escondidos sob as letras minúsculas de anúncios comerciais e contratos.

O financiamento pode até ser isento de juros, mas você precisa conferir se o CET (Custo Efetivo Total) também não será cobrado, o que é pouco provável. Várias taxas administrativas podem estar incluídas nesse procedimento, encarecendo o financiamento.

Além disso, na maioria dos casos é exigida uma entrada mínima de 60% e número de prestações reduzido, geralmente nunca acima de 24 parcelas. Também pode ser solicitado o pagamento de uma parcela residual ao fim, que muitas vezes pesa quase tanto quanto a entrada. É preciso se planejar.

3. Pesquise concessionárias e financeiras

Acredite: o CET, taxa que considera todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito, varia bastante para um mesmo modelo de acordo com a localização da concessionária.

Exemplo: ao financiar com entrada de 60% mais 24 parcelas um Ford Ka SE 1.0 (R$ 44.290) em uma concessionária de Campinho, bairro do Rio de Janeiro, o CET é de 17,57% ao ano. Já na Tijuca o índice sobe para 29,81%. Isso significa uma prestação mensal de R$ 1.178 no primeiro caso, sendo R$ 1.297 no segundo.

A instituição financeira que cuidará desse processo também interfere: algumas chegam a calcular um CET de quase 38% ao ano, o que elevaria aquele mesmo financiamento do Ka a R$ 1.372,26 por mês. No final, esse mesmo carro pode ter diferença de R$ 4.662,24.

4. Gastos mensais com o carro

Muitas vezes o consumidor leva em conta o quanto o parcelamento vai demandar de seu orçamento, mas não os custos básicos de manutenção de um carro, como IPVA, seguro, combustível, revisões e eventuais reparos.

Por isso, simule -- a partir de sua rotina e do consumo médio prometido pelo modelo escolhido -- quanto você deve gastar por mês de combustível. Pesquisa as cotações médias aplicadas àquele carro por seguradoras e não esqueça de levar em conta gastos extras com estacionamento e até inclusão de acessórios.

Tal organização fará muita diferença para, por exemplo, manter todos os pagamentos em dia e evitar multas e (mais) juros sobre as parcelas.

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