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Cruze Sport6 prova que hatch médio pode ser mais legal que SUV; assista

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

07/08/2017 04h00

Avaliamos a versão "completaça" do dois-volumes e explicamos por que ela é uma boa alternativa à onda dos "utilitários urbanos"

Nenhum segmento sofreu tanto com a ascensão dos SUVs quanto o de hatches médios. Responsável por aproximadamente 4,6% dos emplacamentos de carros de passeio no Brasil em 2013, a categoria apresentou desde então queda vertiginosa desse percentual.

Entre janeiro e julho deste ano o índice foi de apenas 1,23%, segundo a Fenabrave (associação dos concessionários). Ou seja: o segmento está perdendo participação (e importância) em um mercado que, por si só, caiu drasticamente nos últimos anos. Os números, portanto, não são nada animadores.

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Principal problema é que os hatches médios concorrem em faixa de preço muito similar à dos SUVs compactos, mas perderam o poder de atração por não serem tão altos nem terem posição de dirigir elevada, além de não proporcionarem aquela sensação de robustez e status que os utilitários-esporte atualmente possuem.

Diante de tudo isso, ainda há espaço para os dois-volumes? Esperamos que sim! Afinal, esse tipo de modelo possui qualidades que nenhum utilitário esportivo conseguirá suprir. Um exemplo é o atual líder do segmento, Chevrolet Cruze Sport6, protagonista desta nova edição da nossa série Avaliação UOL Carros.

O que o Cruze Sport6 tem

Por R$ 114.640 -- R$ 103.990 pela versão de topo LTZ, mais R$ 650 pela pintura sólida branco Summit e R$ 10.000 pelo pacote opcional de assistências à condução --, o dois-volumes da General Motors vem importado da Argentina para entregar desempenho e consumo melhores, mais espaço interno (pode parecer surpreendente, mas é verdade) e nível de tecnologia superior ao de qualquer "suvinho".

De série a versão LTZ traz com principais itens: seis airbags (frontais, laterais e de cortina); controles de estabilidade e tração com assistente em aclives; chave com sensor presencial e partida remota do motor; conjunto óptico dianteiro com projetor, luz diurna em LED e faróis de neblina; rodas de liga leve aro 17; direção elétrica progressiva; partida por botão; vidros elétricos "um-toque" e antiesmagamento; retrovisores com regulagem, rebatimento e aquecimento elétrico; volante multifuncional com ajuste de altura e profundidade; ar-condicionado automático digital; controle de cruzeiro; câmera de ré; sensores de estacionamento dianteiros e traseiros; sensores de luminosidade e chuva; retrovisor interno antiofuscante; acabamento inetrno bicolor; bancos em couro cinza; central MyLink 2 com tela tátil de 8 polegadas, navegação GPS e integração com celulares (Apple ou Android); ganchos Isofix; e teto solar.

Pacote opcional acrescenta: alerta anticolisão frontal; sensores laterais de ponto cego; assistentes semiautônomos de permanência em faixa e estacionamento; indicador de distância do veículo à frente; banco do motorista com regulagens elétricas; e carregador de celular sem fio no console central (apenas para alguns modelos Apple ou Samsung).

Motor é o mesmo 1.4 Ecotec turboflex 4-cilindros de injeção direta, de 150/153 cv (gasolina/etanol) e 24/24,5 kgfm de torque (entregues logo a 2.000 rpm), que equipa Cruze sedã e Tracker. A ele está acoplado o muito bem acertado câmbio automático de seis marchas da GM.

Dotado de carroceria baixa e bem resolvida aerodinamicamente, freios a disco nas quatro rodas e suspensões (McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira) com calibração mais firme e baixa, o Cruze Sport6 possui dinâmica de condução muito mais esportiva do que qualquer SUV, sendo recomendado a quem gosta de ter um carro bastante "na mão" em uma estrada, por exemplo.

Tudo isso com ótimo espaço para pernas e ombros dos ocupantes (são 2,70 metros de entre-eixos e 2,04 m de largura com retrovisores) e sem beber muito: ele dificilmente faz menos de 10 km/ com gasolina mesmo nas situações menos favoráveis.

É óbvio que há as limitações típicas de um hatch: ponto H é mais baixo, o que pode não agradar quem já se acostumou a enxergar o trânsito "mais de cima", e volume do porta-malas não passa de limitados 290 litros, mesma especificação de um Renault Kwid, um subcompacto.

Assista à nossa vídeo-avaliação e conheça os demais predicados e vacilos do modelo.

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