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Novo Polo vem aí, mas usado ainda é valorizado; veja dicas para comprar

Murilo Góes/UOL
Polo e-Flex, de 2009, é uma das opções mais bem cotadas: usa motor 1.6 sem tanquinho de partida a frio e câmbio manual Imagem: Murilo Góes/UOL

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

06/07/2017 04h00

Deixado de lado nos últimos anos, compacto tem dirigibilidade e desempenho exemplares; saiba escolher a versão certa

O Volkswagen Polo acaba de ganhar nova geração na Europa, que já ensaia sua chegada aqui para o último trimestre do ano, com promessa de modernidade e dirigibilidade. Poucos devem lembrar, mas a estreia do compacto no Brasil, em 2002, foi quase um marco para o segmento de hatches compactos em qualidade de produto e tecnologia.

Tudo isso credencia o Polo como boa opção de compra de seminovo. O modelo chegava com a pose de compacto premium para fazer frente a Peugeot 206 e Citroën C3. Era a jogada de marketing para separar os modelos mais bem acabados e equipados do que aqueles ainda tratados como “populares”.

A plataforma da então quarta geração, última a ser vendida aqui (o próximo é o da geração 6), tinha diversas modernidades, como soldas a laser. A boa construção é percebida na condução do veículo. Estabilidade e dirigibilidade sempre foram destaques no carro, que estreou em maio de 2002.

Desempenho também agrada. O conhecido motor EA111 1.6 flex de 101/103 cv (gasolina/etanol) dá conta do recado e sobra para uso na cidade. Trabalha bem em rotações baixas e está acoplado a um câmbio muito bem acertado, além de oferecer engates precisos e curso curto.

Conjunto de suspensões desperta paixões e ódios. O acerto mais firme é bom para curtir o carro em estradas asfaltadas, mas a calibragem do jogo McPherson na frente e eixo de torção atrás esquece como são as ruas brasileiras: sente os buracos e apresenta ruídos incômodos.

+Pontos positivos: Dirigibilidade, estabilidade e lista de equipamentos.
+Pontos negativos: Acabamento interno, nível de vibração e acerto da suspensão.
+Atenção: Rangidos na suspensão e problemas com bucha da bandeja são recorrentes. Fique ligado também em barulhos ao frear o veículo e ruídos vindos do acabamento de plástico.
+Atenção 2: Motorização flex só existe a partir de 2004, evite os motores só a gasolina, que têm liquidez ruim.
+Atenção 3: A direção eletro-hidráulica, cara na reparação e com componentes difíceis de achar, deu lugar a uma assistência puramente hidráulica depois de 2004.

Murilo Góes/UOL
Versão esportiva GT é recomendadíssima para quem quer desempenho e estilo Imagem: Murilo Góes/UOL

Qual Polo usado vale a pena

Procurar as já citadas versões de 1,6 litro é negócio quase sempre certeiro, mas fuja de unidades equipadas com transmissão automatizada i-Motion. A caixa, de embreagem simples, não casou bem com o motor 1.6, resultando em muitos trancos, imprecisões, dificuldades de revenda e desvalorização de até 15% a mais do que um Polo manual com mesmo propulsor.

Para quem faz questão de mais potência há como opção o 2.0 de 116 cv, que anda bem e possui fôlego de sobra nas retomadas. Tenha em mente, porém, que o consumo é alto, o que contribuiu para que a configuração saísse de cena em 2004, com a chegada do 1.6 flex.

Ainda sobre o Polo 2.0 ele voltou em 2007, mais divertido em versão esportiva GT, com 116/120 cv e visual para lá de estiloso.

Descarte a malfadada configuração 1.0 de 79 cv. Cara para o desempenho, não durou nem um ano de mercado, tendo sido lançada em dezembro de 2002 e descontinuada em setembro de 2003.

+Boas safras: 2005, 2010 e 2013
+Melhor versão: Sportline é mais equipada e tem melhor custo/benefício.
+Boa compra: Sportline 1.6 2013, com preços entre R$ 30 mil e R$ 34 mil.
+Fuja: Das versões com câmbio automatizado e do modelo com motor 1.0 16V.
+Para tirar onda: A configuração GTi foi lançada em 2007 com motor turbo 1.8 de 150 cv, grade diferenciada, apliques esportivos e configuração duas portas. É raridade, mas se você é aficionado por esportividade, vale a pesquisa.

Divulgação
Fuja dele: Polo i-Motion troca prazer de dirigir por trancos, sendo uma das configurações mais desvalorizadas Imagem: Divulgação

Outras curiosidades

Em 2008, dois anos depois da reestilização que abandonou os faróis redondinhos independentes, o motor 1.6 aumentou a taxa de compressão (de 10,8:1 para 12,1:1) e ganhou 1 cv a mais com etanol (104 cv), recebendo o sobrenome VHT. As primeiras relações do câmbio foram alongadas, em resposta a uma queixa recorrente dos clientes.

Em 2009 surgiu a quinta geração do compacto na Europa, mas toda a inovação levada ao Velho Continente não foi acompanhada pelo Brasil. Nesse ano o nosso Polo ganhou versões com o contestado câmbio automatizado i-Motion.

O último suspiro do Polo brasileiro foi em 2011, já como linha 2012. O modelo recebeu nova grade e para-choques, e quadro de instrumentos com iluminação branca. Seu destino, porém, já estava traçado: no fim de 2014, a Volkswagen encerrou a produção em São Bernardo do Campo (SP).

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