Testes e lançamentos

Renault Sandero RS prova na pista que é esportivo real (e você pode pagar)

Leonardo Felix

Do UOL, em Curitiba (PR)

19/05/2017 04h00

Testamos hot hatch da série Racing Spirit (R$ 66.400) no circuito de Curitiba. Assista e veja como foi experiência

O Renault Sandero RS representa uma fonte de respiro frente à onda de carros que se pintam de esportivo, mas não são: é um esportivo genuíno e que pode ser adquirido por um valor bem mais acessível que o esperado.

Na última semana, a fabricante lançou uma série nova, denominada Racing Spirit, que é limitada a 1.500 unidades no Brasil (outras 500 vão para a Argentina) e acentua ainda mais suas características. Como UOL Carros já mostrou, custa R$ 66.400, portanto R$ 3.000 a mais do que um RS "comum" e tem itens mais chamativos de estilo e aerodinâmica.

Mas não basta olhar: tivemos a chance de testar o pacote no autódromo de Pinhais (PR), região metropolitana da capital Curitiba. O resultado agradou. 

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Série Racing Spirit é oferecida nas cores preta, prata e branca. Para UOL Carros, mais estiloso é o "pretão" Imagem: Divulga??o

Em ação

Para este repórter, tratou-se do primeiro contato com o Sandero RS em circuito fechado. Claro que a expectativa não era perder o fôlego -- afinal, os 145/150 cv de potência (gasolina/etanol) e os 20,2/20,9 kgfm de torque gerados pelo motor 2.0 4-cilindros flex derivado do Duster não chegam a ser um arroubo de força --, mas a impressão foi mais positiva do que o imaginado.

Por ser leve (1.161 kg em ordem de marcha, 7,74 kg/cv de relação peso/potência, 55,5 kg/kgfm de relação peso/torque), o Sandero RS embala com facilidade e é muito ágil nas curvas, apesar de não possuir uma arrancada visceral (daquelas que "colam" o corpo contra os bancos).

A Renault foi muito feliz ao reforçar as suspensões -- tipo McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, ambas com amortecedores hidráulicos telescópicos com efeito estabilizador e molas helicoidais --, de modo que elas seguram muito bem a inclinação da carroceria. Além disso, as abas laterais dos bancos dianteiros mantêm o motorista firme ao volante.

Divulgação
Série traz placa com numeração da unidade sob a alavanca do freio de estacionamento. Reconhece traçado do desenho? È o pouco conhecido autódrom ode Brno, na República Checa Imagem: Divulgação
Direção eletro-hidráulica, que em outros carros da Renault se mostra muito pesada e com "folgas", no Sandero RS é bem mais precisa. No caso do pequeno esportivo, o fato de ser um tanto "dura" é até uma vantagem.

Pedais revestidos de alumínio possuem respostas diretas e curso encurtado, como manda o figurino. Manopla do câmbio manual de seis marchas também tem engates bem mais justos e precisos que os de um Sandero comum -- embora ainda longe do ideal, especialmente por se tratar de um carro pensado para a pista fechada.

Freios, a disco nas quatro rodas e ventilados no par dianteiro, dão conta de segurar a "criança" mesmo em frenagens mais agressivas, quase dentro das curvas. Não houve qualquer sinalização de superaquecimento mesmo após uma sequência de várias voltas. Na série Racing Spirit, as pinças vêm pintadas de vermelho e proporcionam ótimo casamento visual com as rodas pretas aro 17.

Pneus escolhidos para calçar a edição especial proporcionam um toque extra de pimenta. Há três modos de condução, de acordo com o humor do condutor: padrão, Sport e Sport+. Este último desliga o controle eletrônico de estabilidade e é recomendado só para quem tem mais experiência em track days.

Ao fim do dia foi feita uma sessão de cronometragem: UOL Carros cravou 1:50.7 em sua melhor volta pelo traçado completo, de 3.695 metros. Também superamos 170 km/h no retão de quase 1 km de extensão. Bom para um "Sanderinho", não?

Houve quem virasse em 1:48, o que mostra que: a versão aguenta muito bem ser levada ao limite; este repórter está longe de ser um Ayrton Senna da Silva.

Como não é a habilidade do condutor o que está em jogo aqui, a conclusão realmente importante é que o Sandero RS entrega o que promete: diversão digna de um hot hatch a um preço que qualquer reles mortal pode pagar.

Viagem a convite da Renault.

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