Segredos automotivos

Kia Rio é flagrado em SP e chega em 2018 com "mãozinha" da Hyundai

Julio Yamawaki/UOL
Hatch tem linhas discretas e traços que, de traseira, remetem a um carro alemão (alô, Volkswagen!) Imagem: Julio Yamawaki/UOL

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

15/05/2017 12h36

Marca espera fim de super-IPI para trazer novo modelo e voltar a "ser alguém" no mercado brasileiro

Prometido para nosso mercado há quase 10 anos, quando ainda estava em sua segunda geração, o compacto Kia Rio finalmente deve ser lançado no Brasil. Uma unidade na configuração hatch foi flagrada pelo leitor Julio Yamawaki na rodovia Castelo Branco, próxima ao município de Araçariguama (SP).

Esta unidade é da quarta geração do modelo, não da terceira que é vendida em outros mercados da América Latina e acabou de tomar nota zero em segurança para adultos na avaliação do Latin NCAP.

Mas a saga não será encerrada tão brevemente assim. O novo Kia Rio só deve ganhar as ruas de fato em meados de 2018, nas carrocerias hatch e sedã.

Conhecemos novo Kia Rio no Salão de Paris; assista

Motor e "ajudinha" da Hyundai

Tem mais: a Kia não é única interessada em no projeto: a matriz do grupo Hyundai-Kia na Coreia do Sul também tem interesse nisso, e portanto vai dar algumas "ajudinhas".

A primeira delas será disponibilizar o motor Kappa 1.6 4-cilindros flex do nosso HB20 para o Rio. Calibragem ainda é um mistério, mas no primo mais famoso o propulsor de 16 válvulas alcança 122 e 128 cv com gasolina e etanol, respectivamente. Caixas de câmbio, manual ou automática de seis marchas, também devem ser compartilhadas.

Além disso, UOL Carros apurou que, das quatro unidades camufladas trazidas para testes, duas estão sob cuidados da Hyundai Motor Brasil, a responsável por fabricar HB20 e Creta em Piracicaba (SP).

A HMB também tem rodado por aí com exemplares de teste da nova geração do subcompacto Picanto. Este será lançado no fim do ano e usará o mesmo 1.0 de 77/80 cv que o equipa desde 2011 (não esqueçamos que ele foi o primeiro 3-cilindros à venda no Brasil), e que posteriormente chegou ao próprio HB20.

Ainda não há muita clareza sobre qual o grau de envolvimento da HMB no desenvolvimento e na homologação desses projetos, mas esta pode ser uma pequena sinalização de que as operações das duas marcas vão se aproximar no Brasil em um futuro não muito distante. 

Alex Godinho/UOL
Repare na placa deste Picanto flagrado pelo leitor Alex Godinho em Ubatuba (SP): ela é de Piracicaba, cidade onde atua a Hyundai Motor Brasil. Sinal de aproximação entre as coirmãs? Imagem: Alex Godinho/UOL

Salvação vem do Rio

Especulações à parte, vamos falar do que é certo: o Rio foi o modelo escolhido para reerguer a Kia em solo nacional.

Segundo apurado por UOL Carros, o importador oficial da Kia no Brasil, José Luiz Gandini, decidiu aguardar o fim do Inovar-Auto -- que desde 2012 impõe um "super-IPI" de 30% sobre modelos importados, mas termina este ano -- para iniciar, com o Rio, um plano que visa a tirar a marca do "fundo do poço" no país e fazê-la voltar a ser importante.

Objetivo é iniciar o faturamento das primeiras unidades do compacto (provavelmente na configuração hatch) em janeiro do ano que vem, logo após a extinção da sobretaxa -- que tem tudo para cair no novo regime automotivo planejado para vigorar entre 2018 e 2030. Lançamento ocorreria entre março e abril.

Como a produção vem ocorrendo desde o final de 2015 em Pesquería, México, país com o qual o Brasil possui acordo de  isenção do Imposto de Importação em sistema de cotas, o modelo teria condições de chegar a um preço minimamente competitivo para brigar com rivais produzidos localmente.

Após colocar Rio hatch e sedã nas ruas, a representação oficial da Kia espera triplicar as vendas da marca já em 2018, em salto para 25 mil unidades -- o que, na atual situação do mercado brasileiro, significaria voltar ao patamar de 1% em participação. 

Julio Yawamaki/UOL
Com 2,57 metros de entre-eixos, Rio concorrerá no segmento de compactos premium com espaço interno mais avantajado, tal qual os novos VW Polo e Fiat Argo Imagem: Julio Yawamaki/UOL

Novela mexicana

Desde 2011, quando alcançou o pico de 77 mil exemplares comercializadas, o equivalente a 2,25% de nosso mercado, a Kia vem escorregando em uma ladeira que parece não ter fim. Em 2016 foram 10,7 mil emplacamentos, ou 0,54% de participação. Para este ano a expectativa é ficar entre meras 8 e 9 mil, o que representaria modestíssimo percentual de 0,4%.

Caso a super-taxação caia realmente, caberá aos importadores da marca organizarem também suas ações para colocar ordem na casa. Passar 10 anos prometendo um carro que nunca chega, por exemplo, é uma tática que não tem mais espaço por aqui.

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