Testes e lançamentos

Bom de dirigir e espaçoso, Nissan Kicks só deve fôlego em subidas; assista

André Deliberato

Feito com base no March, SUV compacto merecia um motor mais forte

Em poucos dias com a redação de UOL Carros o Nissan Kicks SV (versão intermediária de R$ 84.900) foi capaz de provar que é, atualmente, uma das opções mais ajeitadas do segmento de SUVs compactos.

Bonitinho, espaçoso e bom de dirigir, se mostrou econômico quando pouco cobrado pelo pé direito e exagerado quando exigido demais. É aí que está seu ponto fraco: o Kicks é um dos suvinhos mais agradáveis de sua categoria, visualmente inclusive, mas padece da falta de motor mais forte: sofre em subidas, retomadas de velocidade e ultrapassagens (ainda mais quando esses três vêm juntos), já que usa o mesmo conjunto dos modelos menores (March e Versa), mesmo sendo mais pesado.

O câmbio CVT é ideal para o ambiente urbano: se a necessidade de encarar trechos de aceleração brutal, faz o carro rodar sempre suave (com giros comedidos do motor) mantendo ruído e consumo controlados. Não é o ideal, porém, para quem busca mais performance (e esta nem é a aptidão do Kicks, como dissemos acima).

Rodando de acordo com este preceito, registramos consumo de 8,1 km/litro de etanol e 11,4 km/l com gasolina. Ambas as medições foram feitas na cidade.

March + Versa = Kicks

Por dentro, o acabamento é bem feito e o silêncio impera, mas tem muito plástico e isso incomoda. E a central multimídia não é fácil de conquistar: confusa e pouco intuitiva, mais irrita do que ajuda -- traz GPS, sistemas de personalização e até câmera-de-ré (convencional, não 360º como a da versão SL, de topo), mas é difícil achar o comando certo para usar cada item. O quadro de instrumentos digital é o grande destaque.

Mais estiloso que a duplinha de compactos da marca, o Kicks herda do sedã Versa o bom espaço interno. Do March vem o prazer ao dirigir: o Kicks é mais baixo que a maioria dos rivais e, mesmo devendo fôlego, ainda consegue transmitir confiança ao motorista na hora de encarar uma curva um pouco mais fechada.

O volante com base achatada e os bancos confortáveis e com bom apoio de abas laterais (que a Nissan chama de "Zero Gravity") contribuem para essa sensação. Fica ao bolso de cada um dizer se esse conjunto vale R$ 85 mil; para UOL Carros é uma entrega até mais justa que a da versão de topo.

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