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Donos dizem o que é bom e o que é ruim no Volkswagen up, que faz três anos

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Pequeno? Bruna Medeiros viajou 640 km com mais quatro amigas e diz que seu Move up! deu conta Imagem: Acervo pessoal

Karina Craveiro

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

Citycar vai mudar (levemente) em abril; será que marca vai ouvir o público?

Experimente jogar "Volkswagen" no Google. A primeira sugestão de resultado é "Volkswagen up!". Não por acaso, desde que foi lançado no Brasil, em 2014, o carrinho carrega a missão de atrair o público jovem, antenado com tecnologias.

Começou fraco, mas de uns tempos para cá a montadora alemã investiu em anúncios nas mídias e redes digitais e chegou a o "SnapChat" como plataforma principal para lançar, em tempo real, a configuração TSI (turbo) do up!, já em julho de 2015.

Lançado em 2014 para ser o "Fusca do século 21", o modelo jamais esteve sequer entre 10 carros mais vendidos do país. Então, a marca optou por oferecê-lo como modelo "descoladinho" da gama. Agora, o citycar vai sofrer seu primeiro facelift no país -- UOL Carrosflagrou o up! renovado em testes e antecipou o que vai mudar até maio.

Antes, porém, o hatch de entrada da Volkswagen passa por avaliação dos próprios donos, assim como fizemos com o Toyota Corolla. Eles contam o que mais valorizam no modelo, que completa três anos de vida. E também apontam o que é falho.

Se é verdade que o up! nunca empolgou o consumidor brasileiro, também é fato que os proprietários ouvidos pela reportagem se mostraram, em geral, satisfeitos com sua simplicidade e eficiência. Economia em consumo de combustível foi a qualidade mais citada entre os entrevistados. 

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up! renovado vem sendo flagrado em testes nos últimos meses e terá mudanças sutis Imagem: UOL Carros

Turista de posto

O premiado motor do up! é o principal responsável pelos elogios que ele recebe. O estudante Pedro Beltrão, proprietário de um Take up! 2016 (no carrinho da Volks, o nome da versão vem antes do nome do carro, que é grafado em minúsculas) diz que roda por um mês e meio depois de encher o tanque de 45 litros.

"Não posso ficar gastando muito com combustível, então isso é fantástico nele. Acredito que seja um dos carros mais econômicos do mercado, não é?", questiona.

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Pedro Beltrão destaca motor eficiente e econômico de seu take up!, mas sente falta de conectividade Imagem: Acervo pessoal
Acertou, Pedro. Segundo relatório 2016 de consumo e eficiência energética do Inmetro, o up! aparece em terceiro lugar, atrás apenas de Peugeot 208 e Citroën C3, respectivamente, contando só automóveis movidos integralmente a combustão.

A estudante carioca Bruna Simões de Medeiros, dona de um Move up! 2014 apelidado carinhosamente de "upBru", diz que o carro é capaz de fazer 18 km/l na cidade. "Se você souber dirigir direitinho e passar as marchas no tempo certo, ele vai ser muito econômico", conta.

Medeiros atestou a eficiência de "upBru" no último carnaval, quando viajou 640 quilômetros entre Rio de Janeiro e Capitólio (MG), ao lado de quatro amigas. O carrinho deu conta do recado, garante.

Mimos fazem falta

Uma das grandes frustrações do up! está na ausência de itens como central multimídia, navegação GPS ou comando do som no volante. O sistema Maps & More era para ser uma ideia mágica da Volks, mas foi engolido pelos sistemas integrados ao painel, com telas de melhor resolução e capazes de projetar funções do celular. Acabou extinto em 2015 e não ganhou substituto.

Isso deve ser corrigido no facelift, com inclusão das mesmas centrais oferecidas em Fox e Gol, mas por enquanto a Volkswagen não oferece tais mimos nem como opcionais. "Acho que ele peca um pouco na parte de entretenimento. O Onix e o HB20 têm central multimídia e ele não", compara Pedro Beltrão.

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Hilaly Fidelis mudou relação com Take up! 2014, após virar mãe de Maria Imagem: Acervo pessoal

Família cresceu, e agora?

O up! pode ser o carro ideal para jovens solteiros ou casais, mas e quando eles passam a ter filhos? Hillary e Gabriel Fidelis, casal de Manaus (AM), viveu tal situação: com a chegada da pequenina Maria, há 45 dias, já estão pensando em trocar o Take up! 2014 por outro carro maior.

"Sou suspeita para falar, porque adoro o up!. Fico com o coração apertado só de pensar nisso [em trocar de carro]. Foi nosso primeiro zero-quilômetro, uma conquista importante, mas ele ficou pequeno para nossa família", diz Hillary, que é estudante.

Com 2,42 m de espaço entre-eixos (o Chevrolet Onix, mais vendido do país, tem 2,52 m), o up! já acompanhou o casal até em mudança de cidade: foi adquirido no Rio quando Gabriel, oficial da Marinha, trabalhava por lá. Transferido, mudou-se para Manaus com a esposa e levou o citycar num reboque.

Camila e Rodrigo Carvalho, moradores da capital fluminense, estão em situação parecida. Ela achava o hatch espaçoso, até descobrir os malabarismos que teria de fazer para transportar a filha Carolina, de um mês.

O Take up! 2015 é dividido com o marido, funcionário público de 32 anos. "Espaço para motorista e carona são bons, mas a cadeirinha fica bem apertada atrás", opina a produtora de televisão, que agora sonha em mudar para um SUV compacto como o Honda HR-V. 

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Hillary e Gabriel Fidelis (os dois da direita) ao lado do take up! quando foi retirado da concessionária, em 2014 Imagem: Acervo pessoal

Detalhes tão pequenos...

Vindo de um Renault Sandero, o profissional de marketing Mateus Quelhas dirige um Take up! 2015 por São Paulo. Após 25 mil quilômetros com a unidade, ele elogia o maior esmero do acabamento da Volkswagen em relação aos rivais, mas não deixa escapar detalhes que, em sua visão, precisam ser melhorados. 

Sugere, por exemplo, que os retrovisores externos e interno fiquem maiores -- desculpe te avisar, Mateus, mas a tendência é justamente que os retrovisores encolham mais --, que sente falta de um espelho no para-sol do motorista e que o engate da marcha à ré deveria ser para a frente: "Sempre tenho que olhar à manopla para garantir que não fiz nada errado", afirma.

Para fechar a lista, cita o banco com apoio fixo para a cabeça como algo que gostaria que fosse mudado pela marca. "Esse tamanho e curvatura padronizados me incomodam: são desconfortáveis para pessoas maiores de 1,70 metro", analisa.

Na avaliação dos proprietários, não escaparam nem mesmo soluções "diferentonas" do carrinho: a ventilação superior central e o acionamento dos faróis à esquerda do painel foram criticadas.

"Acho que a saída [de ar] poderia ser na parte da frente, como todos os outros carros. Sinto falta do direcionamento do ar-condicionado para os passageiros", aponta Camila Carvalho. "Também me incomoda que o farol não seja ligado na chave de seta", acrescenta Hillary Fidelis. 

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Matheus Quelhas tem uma lista de vários detalhes que mudaria no interior do seu take up! 2015 Imagem: Acervo pessoal

Quanto custa?

Ainda disponível nas concessionárias, o up! 2017 original parte de R$ 35.560 na versão Take (duas portas) e chega a R$ 55.717 na topo de linha Speed (com turbo e visual esportivado). Valores não incluem opcionais.

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