Carros

Peugeot-Citröen compra Opel da GM e se torna segunda maior da Europa

Divulgação
Presidentes da PSA (Carlos Tavares) e GM (Mary Barra) formalizam venda da Opel Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

06/03/2017 11h04

PSA assume marca alemã por quase R$ 7 bilhões e vira 2ª da Europa

Monza, Vectra, Calibra, Kadett, Astra, Corsa, Zafira... qualquer brasileiro ligado em carros da Chevrolet até o começo dos anos 2000 sabe que os melhores exemplos da marca tinham origem na alemã Opel, que já foi a maior fabricante de carros da Europa. Pois esta parte da história é, definitivamente, passado. A General Motors, até então dona tanto de Chevrolet, quanto de Opel, decidiu vender a marca européia para o grupo francês PSA (Peugeot-Citroën).

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Esse negócio, anunciado nesta segunda-feira (6), é uma vitória da PSA segundo analistas internacionais: deve se concretizar até o final do ano, mas o pagamento pode ser diluído a médio prazo, com parte dos 2,2 bilhões de euros (mais de R$ 7 bilhões) paga até dezembro, enquanto o restante vai acabar sendo diluído pelos lucros das empresas até 2022. E haverá lucros, uma vez que a compra prevê unificação tanto de projetos de novos carros, quanto da metade do banco de financiamentos da Opel (a outra metade será do banco BNP-Paribas).

Pelos termos, a imprensa internacional aponta vitória da PSA que se consolida como segunda maior fabricante de automóveis da Europa, atrás apenas da Volkswagen.

Além de Peugeot e Citroën, a PSA passa a controlar Opel e sua contraparte britânica Vauxhall. Mas os franceses também assumem projetos elétricos desenvolvidos pelas duas marcas e também pela Holden (marca australiana da GM que também está em processo de fechamento de portas), bem como da união entre GM e Honda na Europa.

Com isso, quando e se a GM precisar usar alguma tecnologia oriunda de um desses projetos, terá de pagar pelo fornecimento à PSA.  

O que a GM ganha?

Como briga atualmente para ser uma das primeiras, ou até mesmo a primeira montadora no mundo, a GM corre para se desfazer de empresas com situação instável, como era o caso da Opel/Vauxhall, mas também é o caso da Holden e da própria Chevrolet na Europa.

Parte da estratégia está justamente no uso do dinheiro no fortalecimento da marca Chrevrolet nos mercados onde ela é forte (Américas do Norte, Central e do Sul) e na Ásia, sobretudo China -- destino preferido da GM atualmente (e que até pouco tempo atrás era explorada mais com a marca Buick).

Outro ponto está na compra de empresas de tecnologia para fortalecimento de divisões de carros autônomos e de serviços nos quais o consumidor usa, mas não compra o carro -- caso da Maven (marca da GM para compartilhamento de frotas) e do Lyft (rival do Uber). E isso é o que pode garantir a sobrevivência da GM em algumas décadas.

Dentro dessa estratégia, os deslizes da Opel (que a GM tenta vender desde 2004, sempre voltando atrás) não podiam mais ser tolerados. O lado ruim, segundo analistas, está na perda da "escola europeia" de carros pela GM e, claro, no final de uma história com tantos modelos de sucesso. (Com agências internacionais.)

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