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Takata assume culpa no caso dos airbags fatais, maior recall da história

Do UOL, em São Paulo (SP)

02/03/2017 17h41

Admissão de culpa tem como objetivo amenizar sanções judiciais

A fornecedora de autopeças Takata se declarou culpada, perante o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em ação criminal sobre a produção de milhares de airbags defeituosos da companhia, que causaram pelo menos 17 mortes e motivaram o maior recall de automóveis da história.

Só no Brasil, mais de 2,5 milhões de veículos estão afetados pelo problema, mas apenas 16% foram reparados desde 2013.

A admissão de culpa acontece cerca de um mês após a empresa fechar um acordo de US$ 1 bilhão em compensações, incluindo o repasse de US$ 850 milhões para as montadoras afetadas procederem com os reparos necessários, US$ 125 milhões para um fundo de amparo às vítimas e outros US$ 25 milhões em multas.

Os airbags defeituosos afetaram milhões de automóveis de diferentes marcas em vários países. As bolsas infláveis, que deveriam proteger os ocupantes em caso de colisão, apresentam uma falha no insuflador, que pode se romper e projetar fragmentos metálicos na cabine contra os ocupantes, o que pode causar lesões fatais.

Só nos EUA, a Takata enfrenta centenas de ações judiciais e muitos advogados que representam supostas vítimas estão contestando o acordo judicial -- de acordo com o "Detroit News", os defensores temem que as montadoras saiam livre de penalidades, mesmo havendo evidências de que elas sabiam do defeito e mesmo assim continuaram instalando o equipamento.

Segundo o "Automotive News", há pelo menos uma ação correndo contra Honda, Toyota, Nissan, Ford e BMW por conta disso. Ela foi aberta em Miami, Flórida (EUA), onde há mais de 130 ações judiciais contra a Takata.

Enquanto isso, a japonesa enfrenta sérios problemas financeiros, com bilhões de dólares em perdas fiscais, e pode ser adquirida pela chinesa Key Safety Systems.

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